10/08/2026
https://revistaeducacao.com.br/2026/07/31/antonio-novoa-discute-o-papel-da-escola/
Após ler a entrevista atentamente, trouxe uma análise para a realidade brasileira.
O texto de António Nóvoa apresenta uma ideia muito pertinente ao Brasil: a escola não deve ser apenas um espaço de transmissão de conteúdos nem seguir, de forma acrítica, cada novidade tecnológica. Em um país marcado por desigualdades sociais, regionais e digitais, a escola pública permanece essencial para a convivência, a inclusão, a formação cidadã e a construção do bem comum.
A valorização da cooperação, da cidadania e dos professores é especialmente relevante. A inteligência artificial pode contribuir para personalizar a aprendizagem, apoiar o planejamento e identificar dificuldades dos estudantes, mas não substitui a relação humana, a responsabilidade pedagógica e a mediação do professor. A tecnologia deve ser uma ferramenta de melhoria e equidade, não uma tentativa de compensar problemas estruturais, como falta de infraestrutura, conectividade e formação adequada.
Outro ponto fundamental é a formação docente. Para Nóvoa, não bastam cursos teóricos ou capacitações pontuais. É necessário aproximar universidades e escolas, fortalecer a prática profissional e criar espaços de reflexão sobre o trabalho docente.
Assim, modernizar a educação brasileira não significa simplesmente digitalizar a escola. Significa fortalecer a escola pública, valorizar os professores, aproximar as famílias da educação e formar estudantes capazes de conviver, participar da sociedade e utilizar a tecnologia de maneira crítica e responsável.