Gio Okada - Neurodivergente no Japão

Gio Okada - Neurodivergente no Japão Maternidade Neurodivergente e sincerona. Sou mãe, TDAH, Bipolar e AH/SD morando no Japão.

Esses dias a minha mãe me contou que desde criança eu falava que queria ser médica, com aquela certeza de criança que ai...
17/05/2026

Esses dias a minha mãe me contou que desde criança eu falava que queria ser médica, com aquela certeza de criança que ainda não aprendeu a duvidar de si mesma.

Eu não lembrava disso. Mas quando ela me contou, algo fez sentido de um jeito que eu não consigo explicar direito, pois este é meu sonho ainda hoje, eu só não lembrava que vinha da infância, pois na adolescência eu queria ir para outro caminho totalmente diferente — eu queria cursar bioquímica ou farmácia!

Eu passei boa parte da minha vida me achando burra, incapaz, relaxada, preguiçosa. Comecei mil coisas e não terminei nenhuma. Ouvi durante anos que eu tinha potencial mas não me esforçava o suficiente. E eu acreditei. Por muito tempo, eu acreditei.

O que ninguém me explicou — e que demorou anos pra eu descobrir — é que a minha cabeça funciona diferente. Não pior. DI-FE-REN-TE.

E quando eu finalmente recebi o diagnóstico certo, aquilo não me curou: me explicou, me deu mapa 🗺️
E quando você finalmente se entende, você para de lutar contra si mesma e começa a construir com o que tem.

Hoje aos 33 anos, eu tenho dois filhos que me amam de partir o coração, um marido que vive meus sonhos junto comigo, e um trabalho que simplesmente aconteceu — porque quando eu me encontrei, tudo fluiu.

Eu não fui médica. Fui algo que ainda não tinha nome — porque eu criei esse caminho enquanto andava nele.
E a sensação é exatamente a mesma que aquela menina de 8 anos sonhava. Afinal, o objetivo sempre foi salvar vidas, né? ❤️

Guarda bem esse sorriso, Gigi.
Você tentou apagar ele um dia, mas um dia, la na frente, ele vai ajudar a curar muita gente.

Com amor,
a Gio de 33 anos — plena, madura e muito ansiosa pelo que está por vir.

Intérprete médica —
especializada em saúde física e saúde mental
TSUNAGO 📱 08036581805

assistenciamedicanojapao

16/05/2026

Café no sifão, skincare sem pressa, mesa organizada com calma. Os pássaros cantando lá fora como trilha sonora de um dia que parece pertencer só a mim.
Sou mãe de dois. Silêncio assim é raro demais pra ser desperdiçado, e quase nunca consigo fazer isso… o que parece uma dádiva — e de certa forma, não deixa de ser né?

O que você não vê nesse vídeo é que esse silêncio só existe porque meus filhos estão com a avó.
O que você não vê, é que eu abri mão do meu sábado com eles, indo à um parque ou simplesmente ficar jogada na cama assistindo um desenho, para estar disponível pro seu. Para que você não precise perder dia de trabalho, não precise escolher entre sua saúde e sua semana, não precise dar satisfação para o seu chefe…

Desacelerar é um ato quase revolucionário pra quem vive no modo acelerado o tempo todo. Hoje eu pratiquei isso por alguns minutos, antes de começar. E foi o suficiente.

Mas, não desacelero por completo. Atendo de domingo a domingo, minha mente está sempre em alerta “mesmo quando estou de folga”, e estar disponível tem preço e valor.

Eu pago o preço, para poder oferecer valor.

Já apreciou os passarinhos cantando, e um café quentinho hoje? 🙂‍↕️✨☕️

Intérprete médica —
especializada em saúde física e saúde mental
TSUNAGO 📱 08036581805

14/05/2026

Bora de conteúdo bijinzinho? 🌝✨

Eu nem lembrava que este mês chegaria , e eu simplesmente AMEI a edição deste mês.

Veio um porta-joia de cerâmica lindíssimo, produtos olaplex e elixir em travel size, e um protetor solar em spray que promete ser babado — vou testar e contar pra vocês depois 🙂‍↔️

Aquela pergunta de sempre, bijinzinhas: você achou que valeu a pena?

Pra mim: novamente, VALEU SUPER. Expliquei os motivos no vídeo 🫪

Agora me conta aqui nos comentários qual o produto que você quer que eu dê detalhes ✨

Desde criança eu sabia que não cabia em lugar nenhum.Não era com as crianças. Não era com os adultos. No Japão, não era ...
13/05/2026

Desde criança eu sabia que não cabia em lugar nenhum.
Não era com as crianças. Não era com os adultos. No Japão, não era brasileira o suficiente. No Brasil, era japonesa demais.

Neurodivergente num mundo que não foi feito pra mim — e sem ninguém pra dizer que isso tinha nome.

Se você já se sentiu assim, essa mensagem é pra você.
Estou criando um espaço. Pequeno, íntimo, gratuito.
Um encontro online com no máximo 15 pessoas — pra falar abertamente sobre saúde mental, neurodivergência, e o que é viver no Japão carregando tudo isso.

Sem protocolo. Sem julgamento. Com um chat aberto pra a gente realmente se encontrar.

O primeiro encontro é amanhã, dia 15 de maio, às 20h30 (horário do Japão).
E junto com ele, abrimos oficialmente o nosso chat —
o espaço onde a nossa constelação vai começar a se formar.
As vagas são 15. De verdade.
Se quiser participar, comenta CONSTELAÇÃO aqui embaixo e eu te mando o link.
Nos encontramos lá, TsunaMigos. 🌟

Com amor, Gio ❤️

13/05/2026

A ansiedade adora uma coisa: fazer você ficar pensando no que não pode controlar, no futuro que não chegou, na opinião que você não sabe se vão ter, no resultado que ainda não existe.

E enquanto sua mente roda em loop nessas coisas, a sua vida — a que você realmente tem nas mãos — vai passando.

Não é sobre ignorar o que te preocupa, é sobre onde você coloca sua energia.

Porque você não vai resolver o amanhã hoje, mas você pode decidir como usa esse momento. Isso não é fuga, é escolha.

E se você quiser entender mais sobre isso, ou buscar ajuda para ter uma vida com menos ansiedade, meu contato está no link da Bio, será um enorme prazer fazer parte de sua jornada.

Intérprete médica —
especializada em saúde física e saúde mental
TSUNAGO 📱 08036581805

Cada mensagem que recebi depois desse vídeo me tocou de um jeito diferente. Obrigada por me contarem. Obrigada por confi...
11/05/2026

Cada mensagem que recebi depois desse vídeo me tocou de um jeito diferente. Obrigada por me contarem. Obrigada por confiarem. Obrigada por terem se permitido sentir junto comigo. Vou responder todas, com o mesmo carinho que as recebi, assim que eu tiver um intervalo!

Muitas de vocês me disseram que se sentem assim há anos. Que carregam isso em silêncio. Que nunca tinham colocado palavras naquilo que sentiam — e que ver alguém falar abertamente fez algo se mover por dentro. Obrigada por me contarem sobre isso, faz diferença viu?
E saibam que isso importa… Muito.

Sim, família também pode machucar, mesmo sem querer, mesmo sem culpa.
Quantas de vocês sofreram abu$0s terríveis e ficaram caladas, pois família é sangue / sagrado? 😭

São casos e casos, sou contra romantizar abu$0 só por ser família, então se afaste MESMO! Mas, em casos como o meu, é diferente.

E é exatamente por isso também, que eu preciso dizer uma coisa com muito cuidado e muito carinho:

A dor precisa sim ser sentida. Não ignorada, não anestesiada, não varrida pra baixo do tapete.
Ela faz parte do processo — e negá-la é adiar o que precisa ser atravessado.

Mas existe uma diferença enorme entre sentir a dor e morar nela. O sentir é necessário, humano, é o começo de qualquer CURA real.

PORÉM, morar na dor — fazê-la identidade, usá-la como escudo, alimentá-la como se ela fosse o único lugar seguro que você conhece — isso não é cura.

Isso é estagnação disfarçada de profundidade. A dor é parte do caminho, ela não é o seu destino.

Se você se reconheceu no vídeo, eu fico feliz que ele tenha chegado até você. Mas eu espero, de verdade, que ele te mova — não te fixe. Que ele abra uma porta, não construa uma casa… a minha casa foi morada por 5 anos, mas hoje não preciso mais dela para me proteger ❤️🌹

Você merece ser curada, não apenas compreendida na sua dor.

E se você precisar de apoio pra dar esse próximo passo, espero que eu possa ser um lugar seguro pra te ajudar a começar. Mas saibam que, vocês precisam de terapia, assim como eu precisei!

Com amor,
do meu coração só de vocês,
Gio.

09/05/2026

Hoje é dia das mães, mas eu quero conversar com o coração daquelas que são filhas, que sentem raiva das suas mães, e se sentem o ser humano mais desprezível do universo por isso…

Eu também senti. Por quase 5 anos.

E não foi por falta de entendimento.
Eu trabalho com saúde mental. Os diagnósticos vieram cedo — TAB, TDAH, autismo, borderline. Meus e dela.

Eu sabia exatamente o que tinha acontecido entre a gente. Sabia que era uma genética inteira sem intervenção. Sabia que ela não era uma pessoa ruim — era uma pessoa não diagnosticada, não tratada, fazendo o que podia com o que tinha.
Eu entendia tudo isso.

E mesmo assim, senti raiva por cinco anos.
Porque entender não é o mesmo que curar. A cabeça chega antes. O coração demora. E ninguém te fala isso.
Ninguém te fala que você pode saber a origem do trauma e ainda assim precisar se afastar.

Que você pode compreender a dor da sua mãe e ainda assim precisar viver a sua. Que as duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo — ela não teve culpa, e você foi machucada do mesmo jeito.

Por quase 5 anos eu fui ríspida, distante, grossa. Como se eu tivesse devolvendo tudo que engoli durante a infância inteira. E hoje eu sei que esse processo foi necessário. Não foi crueldade — foi sobrevivência.

A cura não veio com uma virada de chave. Não teve um momento específico, uma conversa que resolveu tudo, um perdão formal.

Foi lento. Foi silencioso. Foi imperceptível até que um dia eu percebi que conseguia abraçá-la sem travar. Que conseguia olhar pra ela e sentir carinho de verdade — não por obrigação, não por culpa, não porque “ela é sua mãe e você tem que amar.”

Por escolha. Por compreensão que finalmente desceu do cérebro pro peito.
Ainda temos nossas diferenças. Ainda é difícil às vezes. Mas hoje eu consigo ser filha.
E se você está lendo isso sentindo aquela mistura confusa de amor, raiva, saudade e culpa — eu quero que você saiba:
Você não é um monstro. Você está processando.
Não existe prazo certo. Não existe jeito certo. Existe o seu tempo, e ele é válido. 🤍

Minha mente não descansa. Nunca descansou. E durante muito tempo eu lutei contra isso — achando que era defeito, que eu ...
08/05/2026

Minha mente não descansa. Nunca descansou. E durante muito tempo eu lutei contra isso — achando que era defeito, que eu pensava demais, que eu deveria aprender a desligar. É cansativo? Sim, mas também é recompensador.

Hoje eu sei que não é defeito, é só ✨o meu modo✨ de operar, e eu parei de lutar contra isso.
Eu processo coisas o tempo todo, faço conexões que parecem aleatórias mas não são, enxergo detalhes que passam batido, guardo informações que um dia viram solução pra um problema que ainda nem existia. Isso tem nome — e entender meu próprio funcionamento mudou completamente a forma como eu me relaciono comigo mesma e com o meu trabalho.

O que não sei? Pesquiso.
O que não sabia? Vira conhecimento na prática.
E se eu errar? Eu serei a primeira a me retificar, pois ética e responsabilidade são inegociáveis para mim.

E aplico em tudo — porque eu acredito profundamente que conhecimento nunca é demais, em nenhuma área da vida. Mas existe uma coisa que rege tudo isso: informação sem embasamento é tendenciosidade.

Eu não trabalho com achismo. Nunca trabalhei.
Meu maior medo não é errar — ✨é falar algo infundado e impactar a vida de alguém.✨

Uma fala errada pode atrasar um diagnóstico, afastar alguém de um tratamento, ou pior — fazer uma pessoa desistir de buscar ajuda. Eu carrego essa responsabilidade a sério.

Por isso eu pesquiso, por isso eu me aprofundo.
Por isso essa compulsão por saber não é frescura — é o que me diferencia.

Não é sorte. É neurodivergência e energia bem canalizada. É energia depositada em construir resultados com base, não em achismo ou opinião pessoal.

Você também tem essa sede de entender tudo?
Me conta nos comentários: qual foi a coisa mais aleatória que você se aprofundou em aprender? 🌝

E se você quiser entender melhor sua própria saúde, com alguém que realmente se aprofunda no que faz, me chama — esse é exatamente o meu trabalho.

Intérprete médica

especializada em saúde física e saúde mental
TSUNAGO 📱 08036581805

assistenciamedicanojapao

08/05/2026

Sabe o que a terapia me ensinou que nenhum curso, livro ou mentoria conseguiu? Que o tamanho da sua capacidade de criticar os outros é diretamente proporcional ao tamanho do espaço vazio dentro de você.

Quando eu comecei a me olhar de verdade, a me questionar, a me cobrar, a admitir que eu erro e que eu sempre posso ser melhor — esse espaço foi preenchendo. E junto com ele, foi embora o tempo, a energia e o interesse de ficar olhando pro lado.

Hoje eu sou a maior crítica de mim mesma. Revejo conceitos, estudo, erro, corrijo, cresço. E esse movimento interno me gerou mais resultado do que qualquer coisa que eu já tentei externamente.

Terapia em dia muda o jogo. Recomendo de coração pra quem já está nesse processo. E pra quem ainda não está — vai fazer. Tenho ótimos profissionais para recomendar, inclusive, só me mandar mensagem 🎁❤️

Eu sei como é difícil olhar pra si mesmo e admitir que precisa ser melhor, eu já passei por essa dor… mas eu venho do futuro te dizer que: a dor passa, e o êxito da cura é infinitamente maior! ✨

Com amor,
Gio.

Intérprete médica —
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Quem fala que não faz fofoca é mais falso que nota de ¥3000 — e a neurociência explica por quê todo mundo faz, sem exceç...
07/05/2026

Quem fala que não faz fofoca é mais falso que nota de ¥3000 — e a neurociência explica por quê todo mundo faz, sem exceção. 😏

Já marca nesse post pra amiga fofoqueira, pra ela exercitar o cérebro dela junto com você ao ler essa curiosidade 🌝

💡Curiosidade antes de mais nada: a fofoca registrada mais antiga do mundo tem 3.770 anos. Em 1750 a.C., na Mesopotâmia, um homem gravou numa tabuinha de argila sua raiva de um comerciante que vendeu cobre de qualidade ruim. A mensagem termina com: “O que você me toma, que me trata com tanto desprezo?” 📜
Hoje está no Museu Britânico.

🗣️Tradução: reclamar dos outros é pré-histórico. Literalmente, amore kkkkkkk 😂

E a ciência confirma: fofoca ativa o sistema de recompensa do cérebro de forma ainda mais intensa que comida, porque envolve informação social, antecipação e conexão ao mesmo tempo.

Nossos ancestrais precisavam saber quem traía, quem era confiável, quem estava doente — informação social era sobrevivência. Esse instinto não foi embora, só mudou de endereço.

Pesquisas mostram que 65% de toda conversa humana é sobre outras pessoas. Não é frescura, é neurologia.

(E já que a gente tá sendo honestas: eu faço conteúdo sobre efeito borboleta e a galera some. Fiz um vídeo contando que levei multa e foi 50 mil views. Então toma — fofoca com respaldo científico. De nada.)

Se esse tipo de conteúdo sobre como a mente funciona te interessa, me chama — esse papo eu adoro ter. 🙂‍↕️🤌

Intérprete médica —
especializada em saúde física e saúde mental
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住所

美濃市加治屋町
Mino-shi, Gifu
501-3701

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