InclusivaMente

InclusivaMente O Projeto InclusivaMente nasce de uma grande vontade de ver todas as pessoas incluídas em uma socie Oi! Minha filha ou o diagnóstico?

Eu sou Vivi,
Mãe, educadora e escritora
Sou Vivi Reis e fundei o em 2016 e sou mãe de dois.

João Pedro está na adolescência e Clarinha na pré-adolescência, e eu aqui, conectando-me com você e recordando momentos intensos na descoberta de ser mãe em construção.

É um prazer enorme poder compartilhar este novo olhar sobre o nascimento de um filho com Síndrome de Down. Acredito que

não apenas famílias de crianças com Síndrome de Down, mas também famílias que receberam algum tipo de diagnóstico dos filhos poderão se sentir parte desta construção.

Este ano de 2020 lancei meu primeiro livro, o Ebook Quem nasceu? Nele conto muito de mim, da minha maternidade, mas também é a história de muitas outras mães e pais que se sentem perdidos em meio à um turbilhão de emoções quando recebem a notícia de um possível diagnóstico do seu filho.

Não são apenas frases, palavras ou relatos, o Ebook é semente, para que, juntos, possamos mergulhar nas nossas histórias e emergir com mais força, na certeza de que não estamos sozinhos, ressignif**ando e redesenhando este momento tão importante do nascer.

27/08/2026

Autonomia também se aprende na escola.

Quando o mediador ou um colega faz pelo aluno com deficiência, mesmo com boa intenção, pode retirar dele a oportunidade de tentar, participar e se responsabilizar.

Inclusão não é fazer por.
É garantir apoio para que ele possa fazer parte.

Porque pertencer ao coletivo também signif**a ter voz, escolhas e responsabilidades. 💛

26/08/2026

Adaptar um material não garante inclusão.

Às vezes, a atividade está muito aquém do que a criança ou o jovem já sabe. Em outras, está tão além que não permite participação nem aprendizagem.

Vygotsky nos ajuda a entender esse cuidado pela Zona de Desenvolvimento Proximal: o aprendizado acontece entre aquilo que a pessoa já consegue fazer e o que pode alcançar com os apoios adequados.

Por isso, não basta perguntar: “O material foi adaptado?”

Precisamos perguntar: essa adaptação cria possibilidades reais de aprender e participar?

26/08/2026

Quando a gente escolhe uma escola para uma criança pequena, eu observaria algumas coisas antes de qualquer promessa bonita no folder:

✨ Ela está feliz ali? Demonstra segurança ou algum desconforto?
✨ O espaço é seguro, limpo e acolhedor?
✨ Existe diversidade de verdade naquele ambiente?
✨ E mais uma: a escola transforma “alfabetizar antes do Fundamental” em argumento de venda?

Ter contato com livros, letras, histórias, escrita e diferentes experiências de letramento é ótimo. O problema é quando isso vira pressa, cobrança e obrigação.

Na infância, movimento, brincadeira, corpo, exploração e experiências concretas também estão construindo bases importantes para aprendizagens futuras. Não precisamos antecipar tudo para que a criança “saia na frente”.

Às vezes, desenvolver bem uma etapa é mais importante do que chegar rápido à próxima.

E para quem quer entender melhor a relação entre movimento, psicomotricidade e desenvolvimento infantil, vale conhecer o trabalho da Tia Kiki no 👟Kiki Faria | Psicomotricista | T21 | SD 💛

25/08/2026

Presença e participação não são fixas. Variam de dia, de matéria, de energia. Tem semana que ele decide, propõe, puxa junto. Tem outra que ele só observa, e tá tudo bem também.

O problema não é ele participar menos num dia. O problema é nunca terem criado um jeito dele participar.

Porque “ele não quis” não é resposta, é pergunta mal feita. A pergunta certa é: como ele foi convidado a contribuir? Foi só levantando a mão? Ou também existiu espaço pra um desenho, um gesto, uma resposta que não precisa ser falada?

Todo estudante contribui, quando alguém oferece a forma que faz sentido pra ele.

A pergunta não muda: o que ele decidiu, ou trouxe, essa semana?

Dar autonomia também é mudar pequenas coisas do dia a dia.Esperar antes de ajudar.Deixar tentar.Oferecer escolhas.Pergun...
21/08/2026

Dar autonomia também é mudar pequenas coisas do dia a dia.

Esperar antes de ajudar.
Deixar tentar.
Oferecer escolhas.
Perguntar antes de decidir por ele.

É assim que, aos poucos, ele pratica mais participação na própria vida.

Inclusivamente® por Vivi Paiva Reis

20/08/2026

Na escola ele faz. Em casa, não.

Isso não signif**a que ele “não quer” ou que “só faz com os outros”.

Muitas vezes, a habilidade ainda não se generalizou.

O que ele aprendeu em um contexto precisa ganhar pistas, apoio e oportunidades para aparecer em outros também.

Autonomia também é isso: ajudar uma habilidade a viajar.

No vídeo, deixei algumas formas simples de fazer essa ponte em casa, sem transformar a rotina em terapia.

Siga Vivi Paiva Reis | autonomia na T21 para ter uma rotina mais leve

inclusiva

Tem uma dor silenciosa quando nossos filhos crescem.Porque o tempo passa, a infância f**a para trás, mas ainda existem h...
19/08/2026

Tem uma dor silenciosa quando nossos filhos crescem.

Porque o tempo passa, a infância f**a para trás, mas ainda existem habilidades importantes para a vida jovem e adulta que precisam ser construídas.

E aí vem aquela pergunta que aperta por dentro:

“Será que ela/ele vai conseguir se virar sozinha(o) ou com pouco apoio?”

Autonomia não aparece com a idade. Ela precisa de oportunidades reais, apoio na medida certa e um olhar que acompanhe esse crescimento.

Seu filho cresceu.
As estratégias também precisam crescer.

Se isso fez sentido para você, salva este post, segue Vivi Paiva Reis | autonomia na T21 e me conta: qual habilidade você mais gostaria de ver seu filho desenvolver agora?

18/08/2026

Autonomia na T21 não aparece só com a idade, ela precisa ser construída na rotina, no dia a dia, com recursos e estratégias para jovens e não materiais infantilizados.

Para além disso, existe toda uma sociedade dizendo NÃO para este jovem, para esta família. Precisamos ser rede, uma aldeia que acredita, oportuniza momentos de aprendizados e vivências importantes para a vida adulta.

Hoje, a partir das 21h, estarei no YouTube do Instituto Casa Grande, para estarmos juntas e juntos, reconhecendo a potência dos nosso jovens e contribuindo para um real desenvolvimento.

Te espero.

Inscrições no link da bio do Instituto Casagrande e transmissão pelo YouTube.

18/08/2026

Existe uma frase que ainda me incomoda muito: “o luto do filho idealizado”.

Porque tentam colocar no nosso coração o que na verdade é o sentimento da sociedade. O “sinto muito” nasce do capacitismo.

Quando a Clarinha nasceu, eu senti medo. Medo de não dar conta. Medo de não ser a mãe que ela precisava. E quando eu levava ela em médicos, terapeutas, não existia um olhar sobre as possibilidades, apenas para as limitações. Desinformação somada ao Capacitismo, é o que faz este caminho difícil.

A sociedade olha para um bebê com T21 e tenta transformar uma vida inteira em um diagnóstico. Tenta antecipar limites. Tenta dizer quem ele será, o que conseguirá fazer, até onde poderá chegar.

E no meio disso tudo está uma mãe que acabou de conhecer seu filho e também está tentando entender o que sente.

Talvez seja tristeza. Talvez seja medo. Talvez seja confusão, raiva, alívio, amor, encantamento. Talvez tudo isso junto.

Permita-se sentir o que vier.

Mas não deixe que ninguém dê um nome aos seus sentimentos antes de você.

E, principalmente, não deixe que contem a história do seu filho antes que ele tenha a oportunidade de vivê-la. ❤️

17/08/2026

Nem tudo é da T21.

Às vezes, é só a adolescência batendo à porta.

É a vontade de escolher a própria roupa, de f**ar sozinho no quarto, de discordar, de decidir, de ter privacidade.

É um adolescente tentando dizer, do jeito que consegue: “Eu estou crescendo.”

A síndrome de Down pode influenciar a forma como nossos filhos compreendem uma situação, organizam uma resposta ou comunicam o que sentem. Mas ela não apaga os hormônios, os desejos e todas as mudanças dessa fase.

E nós também estamos atravessando nossas próprias mudanças, muitas vezes cansadas, sem paciência e tentando dar conta de tudo.

Talvez, antes de pensar “isso é da síndrome”, a gente precise se perguntar:

Será que não tem um adolescente aqui tentando encontrar o seu lugar?

A T21 não apaga a adolescência.

Por aí, qual foi o comportamento que fez você pensar: “Meu filho cresceu”?

Me conta nos comentários. Vamos conversar sobre isso. 💛

Siga Vivi Paiva Reis | autonomia na T21 para continuarmos juntas essa conversa sobre T21, adolescência e autonomia.

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