11/06/2015
(Assim como uma espinha prestes a sair, a bolsa de uma gravida prestes a estourar, o xixi que nao consegue mais esperar, finalmente esse texto encontrou sua saida pelos meus dedos para se tornar publico. Eternamente de minha autoria mas nao mais sobre meus cuidados, nao mais me pertencendo unica exclusivamente)
Hoje eu experimentei o sabor de menta.
Mas dur !? E quem nao conhece o sabor de menta ?
E sera que conhecemos mesmo ? Quando sera que foi a ultima vez em que a saboreamos ? No chiclete furiosamente mastigado para mascarar o cheiro do cigarro ? No cha que tomamos queimando os labios para aliviar a asia apos refeiçoes ? Na barra requintada e cara de ‘chocolate com menta’ que nos demos direito de comprar?
E se eu te disser que a menta nao é um pozinho para dar sabor ? Que nao é um industrializado mas sim um mato verde bem simples e bem natural ?
Ta ta, mas onde eu quero chegar com tudo isso ?
Me pego me questionando que outra ‘coisa’ mais sera que estamos perdendo da natureza por conta da industrializacao em massa dos nossos bens naturais ? Quais outros tantos vinculos estamos deixando escapar para preferir algo com rotulo, embalagem e calorias contadas ?
Eu acredito que antes da revoluçao industrial, cada ser humano era responsavel por conseguir alcançar seu alimento de uma maneira ou de outra. Assim sendo, é claro que a produçao em massa veio para resolver inumeros problemas :
1- Diversificaçao nutricional, ou seja, nao precisamos mais nos alimentarmos apenas do que cresce ao nosso em torno e/ou nessa estaçao, mas claramente da fruta de cresce do inverno rigoroso do Japao por exemplo.
2- Desenvolvimento como um todo, ou seja, Liberdade de pessoas poderem realizar outros trabalhos enquanto apenas alguma parte das pessoas se ocupam dos alimentos
3- Estudo mais aprofundado dos alimentos : O que é venenoso, o que causa alergia, o que faz bem para qual deficiencia nutricional etc
E é claro que essa lista de qualidades é bem longa, mas ao meu ver, tantos anos apos, eu acredito que chegamos no extremo. Onde grandes quantidade de alimentos têm de se prorduzidas, e para tal grandes areas naturais sao devastadas visando unica e exclusivamente o lucro monetario. Desenvolvimento de agrotoxicos mais e mais potentes, para expulsar insetos « malignos », mas que nao se tem estudos a longo termo afirmando quais seus reais resultados no corpo humano. Ainda que ficamos no quesito ‘alimento de verdade’
O capitalismo nos tirou o tempo de saborear uma refeiçao. Nao temos tempo para cozinhar. Fast-foods nao considedos comida e a ‘fome’ tomou proporcionais incomensuraveis. Nao comemos mais porque nosso corpo precisa, mas sim porque salivamos ao ver aquela torta bem exposta ou passamos em frente daquela sorveteria cheirosa. E finalmente ? Estamos embaixo dos bisturis dos medicos pois nosso estomago nao aguentou tamanho excesso de ‘alimentos’ e pifou. Pifou porque nao precisamos mais caçar/plantar nossa propria refeiçao. Precisamos trabalhar e em troca de uma nota verde ou azul tem-se a comida.
Criou-se um ciclo interminavel :
Nao caçamos nosso alimento nao gastamos energia para obte-lo nao sabemos a dificuldade que é cultiva-lo temos acesso facil a todos os alimentos a industria produz cada vez mais alimentos artificais e « rapidos » queremos pois eles aguçam nossos instintos queremos porque o nosso corpo pede mais nao suprimos as necessidades nutrionais basicas
Nao estou me isentando de quaisquer acusaçoes citadas anteriormente. Acredito que tambem fui afetada e mesmo tentando me livrar das garras do consumismos, ainda falho miseravelmente.
Esse texto focou principalmente no quesito alimentos, mas quantas outras riquezas a mae natureza nos fornece gratuitamente e damos as costas preferindo sempre tal ou tal marca., tal ou tal produto industrializado, ou ate mesmo tal parque ao inves de um passeio na mata ou nos lagos ?
Nos tornamos escravos do sistema.
A sociedade criou um esteriotipo de modo de vida convencional, onde tudo o que ja temos nao é suficiente e precisamos sempre mais, e ainda por cima conseguiu nso impor que esse era o modo correto e que qualquer outro estilo de vida fora do padrao é inaceitavel.
Eu achei que essa viagem me daria mais vontade para viajar mais, mas finalmente, so tenho vontade de voltar, de encontrar o começo de tudo e entender como pode chegar onde chegou.
« A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltara ao seu tamanho original » Albert Einstein
(Hesitei profundamente em postar esse texto. Acredito que muitas pessoas me tacharao de exagerada, de critica ou de sei la mais oque, mas no fundo do meu coraçao eu senti que devia, fui la e fiz)