24/10/2023
Temos a satisfação de convidá-los para o evento "Balanços do socialismo no século XX: Um olhar Tricontinental"
O evento é uma realização da .rio do Grupo Moniz Bandeira e do Nucleas-UERJ e contará com as presenças dos professores Alexis Toribio Dantas (Nucleas-UERJ), João Claudio Platenik Pitilo (Nucleas-UERJ) e Francisco Carlos Teixeira (História-UFRJ).
A ocasião se tratará do lançamento de um ciclo mensal de debates sobre o socialismo e o mundo contemporâneo a ser iniciado no primeiro semestre de 2024.
13/09/2023
"Cada revolução é um processo único, mas leis gerais podem ser extraídas da experiência de lutas históricas concretas. " (Carta de Theotonio dos Santos ao Comandante Hugo Chávez )
Dando continuidade a nossa série de artigos, polêmicas e depoimentos de renomados pensadores e personagens da história latino-americana sobre os 50 anos do golpe de Estado de 11 de setembro de 1973 no Chile publicamos a tradução de um trecho de "Bendita Crisis" de Theotonio dos Santos. A publicação ademais é uma homenagem ao autor, como um dos mais renomados pensadores sociais brasileiros e do marxismo mundial desde o fim da II Guerra Mundial, e que justamente no Chile (antes do golpe) quando trabalhava no Centro de Estudos Socio-Economicos (CESO) elaborou ao lado de Vania Bambirra as linhas fundacionais da teoria marxista da dependência.
"no dia do golpe de Estado, nós nos trancamos no prédio do Centro de Estudos Socioeconômicos (CESO), cerca de 40 pesquisadores e funcionários administrativos. Evitamos levantar qualquer suspeita de presença no local, pois estávamos entre os mais procurados do país. Como a junta havia estabelecido um toque de recolher, preferimos nos esconder, mantendo um amplo contato telefônico com todo o país. Estávamos registrando de forma impressionante informações das mais variadas fontes que apontavam para o lançamento de uma ampla resistência por parte das forças populares, com o apoio de uma coluna militar vinda do norte e outra de Valparaíso liderada pelo general Prats.
De acordo com esses depoimentos, tudo indicava que o projeto de resistência preparado pela esquerda como um todo estava em andamento. Entretanto, essa era uma construção totalmente imaginária. Na realidade, quem coordenava o plano de resistência a um golpe de Estado era o chefe do Estado-Maior, ou seja, o general Pinochet, que assumiu o comando do golpe. Ele conhecia todos os movimentos de uma possível resistência que estava se tornando inviável. "
11/09/2023
Publicamos em nosso site a introdução de “Fórmula para o Caos: A derrubada de Salvador Allende, 1970-1973” de Luiz Alberto Moniz Bandeira (2008). O texto é o primeiro de uma série de artigos, polêmicas e depoimentos de renomados pensadores e personagens da história latino-americana sobre o Golpe de Estado de 11 de setembro de 1973 no Chile.
"Conheci Salvador Allende, em 1964, no apartamento do presidente João Goulart, na praça Villa Biarritz (Pocitos), em Montevidéu, quando foi visitá-lo e prestar-lhe solidariedade, após o golpe de Estado ocorrido no Brasil, naquele ano. O presidente João Goulart estava asilado. E Salvador Allende, um homem muito afável e tranquilo, era então o candidato à presidência no Chile da Frente da Acción Popular (FRAP), constituída pelo Partido Socialista, pelo Partido Comunista e por partido menores. Mostrava-se muito confiante na vitória. Dizia que no Chile as Forças Armadas eram legalistas, não intervinham na política, e que lá havia uma tradição de estabilidade. Essa era a opinião de todos os chilenos, que, àquela época, conheci em Montevidéu, onde eu também estava exilado (...) Esse mesmo argumento, que eu ouvira em 1964, voltei a escutar, no final de 1970, quando fui aconselhado a asilar-me no Chile, ao ser libertado após passar quase todo o ano como preso político da Armada brasileira. No Chile estaria seguro- assim me diziam - porque Salvador Allende se elegera e assumiria a presidência da República. Contido jamais acreditei que Salvador Allende pudesse sustentar-se por muito tempo no governo. O Chile nunca fora um país tão estável como se propalava. Em 150 anos, desde a independência até 1970, lá houve quatro guerras civis e também golpes de Estado, que derruíram os governos existentes. E o fato de que desde 1932 não ocorria um golpe de Estado não significava que a ameaça não existisse. As circunstâncias históricas são mutantes. E o Chile não recebera nenhuma vacina contra golpe de Estado. O excepcionalismo do Chile afigurava-se-me como um mito."
07/09/2023
7 de setembro à Elisa Branco, heroina da Pátria e da humanidade progressista
“os nossos filhos jamais irão para a Coréia matar os filhos de outras mães. O povo brasileiro não será o agressor de qualquer outro povo”.
Esses foram os bravos dizeres contidos numa faixa a qual a costureira Elisa Branco levou ao desfile da Independência de 7 de setembro de 1950 no Vale do Anhangabaú em São Paulo. Elisa operária militante do Partido Comunista, se engajava na coleta de assinaturas para o “Apelo de Estocolmo” pela proibição das armas atômicas, quando o imperialismo ianque pressionava o governo subserviente do Marechal Dutra à enviar soldados para massacrar o povo coreano. Elisa, uma simples mãe e costureira, ousou levar a tal faixa em pleno desfile militar.
A corajosa jovem operária ficou presa por 5 dias numa solitária, sendo submetida à tortura psicológica, e depois foi condenada por 4 anos e meio de prisão por crime contra a Segurança Nacional. No mesmo momento trabalhadoras de todo o país tiveram a iniciativa de formarem comitês em todo país pela libertação de Elisa, só em São Paulo cerca de 20.000 pessoas incluindo Jânio Quadros assinaram uma petição pela libertação da operária.
A sua bravura, e coragem, típico da mulher trabalhadora brasileira, atingiu o mais alto reconhecimento ao ser nomeada Prêmio Stalin da Paz, na época a mais alta premiação que era dado a figuras destacas do movimento operário e do movimento comunista. Na URSS ao receber a premiação Elisa declarou: “os nossos filhos jamais irão para a Coréia matar os filhos de outras mães. O povo brasileiro não será o agressor de qualquer outro povo”.
Elisa ainda faria parte de outras tantas lutas, organizando operárias têxteis de São Paulo, e durante a ditadura militar. Foi presa outras duas vezes, em 1964, e em 1971. Elisa foi comunista até o fim de sua vida em 2001 (faleceu aos 88 anos), sendo seguidora fiel aos ideias de Luiz Carlos Prestes, e sendo uma das fundadoras no ano 2000 do Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML).
Viva Elisa Branco!
Viva o dia da Pátria e as mulheres do Brasil!
07/09/2023
Moniz Bandeira: D. João VI e a construção do Estado brasileiro
Reproduzimos abaixo em ocasião do 201º aniversário da independência política do Brasil o apêndice do livro de Luiz Alberto Moniz Bandeira "A Expansão do Brasil e a Formação dos Estados na Bacia do Prata: Argentina, Uruguai e Paraguai (Da colonização à Guerra da Tríplice Aliança)" em sua 4ª edição (2012)
"Ao contrário dos Estados Unidos, onde a nação terminou por conformar o Estado, o Estado-Império, instituído no Brasil, foi que construiu a nação, sem ruptura da ordem política, a desdobrar a obra empreendida por D. João VI, e assegurou a unidade de vasta extensão territorial. Com razão, o cientista político José Murilo de Carvalho acentuou que a elite brasileira, particularmente na primeira metade do século XIX, teve treinamento em Coimbra, concentrado na formação jurídica, e seria em grande maioria integrante do serviço público, sobretudo da magistratura e do Exército. Ela era ideologicamente homogénea e reproduziu-se no Brasil em condições muito semelhantes. E, conforme José Murilo de Carvalho ainda observou, “essa transposição de um grupo dirigente teria talvez maior importância que a transposição da própria Corte e foi fenômeno único na América”. Na sua opinião, “a maior continuidade com a situação pré-independência levou à manutenção de um aparato estatal mais organizado, mais coeso e talvez mesmo mais poderoso”. Com efeito, o Império do Brasil, na metade do século XIX, já estava consolidado como nação, com um aparelho burocrático-militar capaz de defender e mesmo impor, tanto interna quanto externamente, a vontade política de suas classes dirigentes. Tornara-se potência regional, tanto que o encarregado de negócios da França em Montevidéu, Pierre-Daniel Martin-Maillefer (1798-1877), em 1854, referiu-se ao Império do Brasil como “Rússia tropical”, por ter a “vantagem da organização e a perseverança, em meio dos Estados turbulentos ou mal constituídos” da América do Sul."
15/08/2023
Para quem é ou está no Rio de Janeiro, debate imperdível logo mais promovido pela .rio e a Casa da América Latina.
05/08/2023
Ato pela liberdade e asilo político imediato de Julian Assange no Brasil realizado nesse sábado (05/08) no Rio de Janeiro em frente ao Consulado Britânico.
04/08/2023
Nesse sábado (05/08) às 10h da manhã em frente ao Consulado Britânico.
Liberdade e asilo político imediato para Julian Assange no Brasil!
Por uma lei de meios de comunicação no Brasil!
Pela soberania digital, informativa e comunicacional do Brasil!
Pelos direitos dos povos à informação!
ASSANGE LIVRE!
Abaixo todos os crimes do imperialismo!
Abaixo as torturas contra Assange e todos os prisioneiros do Império!
03/08/2023
Leia em nosso site o texto PESQUISANDO AS NARRATIVAS SOBRE LUIZ CARLOS PRESTES NA HISTORIOGRAFIA E NA MEMORIALÍSTICA BRASILEIRA gentilmente cedido pela historiadora Anita Prestes e o Instituto Luiz Carlos Prestes.
"Autores descomprometidos com uma concepção científica das sociedades humanas, autores que condenam o materialismo histórico, considerando-o um determinismo inaceitável, resvalam seguidamente para o idealismo filosófico, revelando a ausência de qualquer preocupação com as evidências a que Hobsbawm dava tanta importância. Tais autores, ao avaliar os trabalhos de pesquisadores partidários do esclarecimento dos fatos históricos através da utilização da maior quantidade possível de fontes primárias disponíveis, costumam privilegiar, no caso específico de Luiz Carlos Prestes, as narrativas que contribuem para a desqualificação do seu legado histórico e político, encarando as possíveis avaliações positivas desse personagem como resultado de supostas mitificações ou da sua “monumentalização”, categorias divulgadas por adeptos das concepções e das teorias pós-modernas como R. Girardet, J. Ferreira, J. Le Goff, para citar apenas alguns. Em contrapartida, de acordo com esse discurso, devem ser valorizados os escritos que possam ajudar a “desmistificar” personagens considerados indesejáveis, como seria o caso de Prestes, segundo os critérios pós-modernos. " (Anita Prestes)
31/07/2023
Conclamamos ao povo brasileiro que pressione o governo Lula, pela
concessão de asilo político para Julian Assange no Brasil, tendo em consideração que essa luta é também um embate pela democratização da comunicação e informação no nosso país. É uma luta pela nossa soberania cultural, informacional e tecnológica, é uma luta para os que desejam ver as expressões nacionais e populares na mídia, é uma luta para os que clamam pela verdade dos fatos e da realidade, é uma luta para os que querem ter o direito de informar e serem informados sobre todas as formas de
violência e arbitrariedades sofridas no Brasil ou em qualquer parte do mundo, é uma luta para que nossas empresas e riquezas não sejam espionadas e os governos não
sejam derrubados por contrariar interesses de potências estrangeiras.
29/07/2023
Ato pela libertação de Julian Assange foi transferido para o próximo sábado, 05/08.
29/07/2023
Em virtude das fortes chuvas que caem na cidade do Rio de Janeiro, o ato em defesa da libertação de Julian Assange, marcado para hoje, 29/07, foi transferido para o próximo sábado, 05/08. Até lá, companheiros!