04/26/2026
O Brasil avançou de forma significativa na redução do analfabetismo nas últimas décadas. Dados do IBGE mostram que a taxa caiu de 9,6% em 2010 para cerca de 7,0% em 2022, chegando a aproximadamente 5,3% em 2024, o menor nível da série histórica. Ainda assim, isso representa cerca de 9,1 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever.
Apesar desse progresso, o país ainda enfrenta um desafio importante: o analfabetismo funcional. Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), cerca de 29% da população entre 15 e 64 anos não consegue compreender plenamente textos, interpretar informações ou realizar operações simples envolvendo leitura e números. Isso significa que, embora muitas pessoas saibam ler e escrever palavras básicas, têm dificuldade em entender conteúdos mais complexos, o que impacta diretamente o exercício da cidadania e a inserção no mercado de trabalho.
Assim, o Brasil avançou no acesso à alfabetização básica, mas ainda precisa melhorar a qualidade da educação para garantir que a população desenvolva habilidades reais de interpretação e pensamento crítico.
Referências:
IBGE – Censo Demográfico 2022 e PNAD Contínua (educa.ibge.gov.br)
INAF – Indicador de Alfabetismo Funcional (Ação Educativa / Instituto Paulo Montenegro)