23/09/2023
Alunos Superdotados
Engana-se o educador que busca a superdotação apenas nos alunos que tiram notas elevadas. As características apresentadas pelas pessoas talentosas vão muito além disso, posso citar algumas delas: são questionadores, com elevado senso de justiça, humor peculiar, e muitas vezes preferem discutir sobre fenômenos da natureza, estar em movimento, sentindo-se incomodados com o ambiente repetitivo das salas de aula.
É necessário que os professores aprendam a reconhecer essas características afim de oferecer aos pais informações para possível busca do diagnóstico e também para no contexto escolar uma possível aceleração, mas principalmente estabelecer a parceria pais/escola para que o desenvolvimento dessa criança aconteça harmoniosamente.
Um educador que se destaca na área da superdotação
é o Dr. Jim Delisle. No livro “Entendendo seu filho superdotado de dentro para fora, p. 08” ele caracteriza a superdotação como uma capacidade inata do indivíduo para detectar e compreender o mundo de formas complexas, que diferem de maneira significativa dos pares da mesma idade.
Como alunos divergentes, é importante que o educador se dedique com afinco aos estudos das possíveis características apresentadas por eles, para que não se cometa o erro e se perpetue o mito de que alunos superdotados são apenas aqueles que se destacam em todas as matérias, e apresentam as notas mais altas.
Alunos superdotados são multifacetados, mas podemos notar características comuns que podem despertar o educador para o fato. Como: curiosidade, resolução criativa de problemas, nível de compreensão superior, hiperfoco, preocupação com questões sociais e ecologia, emoções intensas, senso de justiça, perfeccionismo, etc.
É preciso pensar a educação além das referências dos livros paradidáticos que a maioria das escolas utilizam. Um aluno bem avaliado pode e será um potencial em sala, e contribuirá muito para o desenvolvimento das aulas, desde que reconhecido.
Não priorizar a educação especializada para alunos superdotados é trabalhar contra o potencial humano, e não contribuir para o avanço da sociedade.
Prof. Cláudia Moraes com a colaboração de