Foi criado em 1967, o Curso Técnico em Agrimensura foi ofertada até 2000. A partir de 2001, o Curso foi transformado para Curso Técnico em Geomática. E recentemente, o Curso foi novamente transformado para Curso Técnico em Geoprocessamento. O Curso Técnico de Estradas foi o primeiro a ser criado. Segundo o professor Élvio Sartório (1996, p.764), “o Curso de Estradas da ETFES foi fundado em 1961 e reconhecido em 1962.” E segundo Sueth et al (2009, p.77), “em 1961, o ensino [da ETV] foi elevado à categoria de ‘técnico’. No ano seguinte, foi instalado o Curso Técnico de Estradas”.
“O primeiro curso técnico criado na Escola tinha sido o de Estradas em 1961. Depois vieram os de Edificações (1962), Mecânica (1964), Agrimensura, Eletrotécnica e Eletromecânica (1967). No final da década de 1970, foi criado o de Metalurgia.” (Sueth et al, 2009, p.91)
Projetar e construir estradas demanda conhecer topograficamente os terrenos onde se localizam essas estradas. Essa necessidade de serviços de Topografia e Geodésia induziu a criação posterior do curso de Agrimensura. A ETV já havia se transformado em ETFES, quando o Curso Técnico de Agrimensura foi criado em 1967. Durante três décadas, a COAGRES ofereceu e desenvolveu os dois cursos: o de Agrimensura formava técnicos que mediam terrenos e o de Estradas que atuavam na construção e manutenção das vias rodoviárias e ferroviárias. Havia uma integração entre esses cursos de Agrimensura e Estradas. O Curso Técnico em Agrimensura era um curso de ensino médio integrado, ou seja, os alunos faziam o ensino médio e ao mesmo tempo faziam o curso técnico de nível médio. Durante, aproximadamente, duas décadas, esse curso funcionou em horário integral e tinha duração de três anos. Depois, durante, aproximadamente, uma década, esse curso funcionou em apenas um turno e passou a ter duração de quatro anos. Infelizmente, a especialização do conhecimento, as situações social, econômica e política estadual e brasileira, os contextos escolares do CEFETES e da COAGRES promoveram um nefasto afastamento entre os cursos de Agrimensura e Estradas ao invés da saudável intensificação da integração entre esses cursos. A Coordenadoria de Agrimensura se separou da de Estradas e passou a oferecer o curso técnico de Agrimensura separado do ensino médio em 4 módulos semestrais em 1999. O Curso de Agrimensura, que fora criado em 1967 foi modificado para Curso Técnico em Geomática em 2000 e a nossa Coordenadoria de Agrimensura foi renomeada para Coordenadoria de Geomática. O novo Curso de Geomática representava a união dos conhecimentos anteriores da Agrimensura com os conhecimentos advindos das novas tecnologias, eletrônica e principalmente, informática. O Curso Técnico em Geomática preparava “o profissional de nível médio visando a sua integração ao mundo do trabalho, por meio do desenvolvimento de competências que levem ao aprendizado permanente e permitam o acompanhamento da evolução dos conhecimentos e das tecnologias. Em uma estrutura educacional flexível, que atenda a situações diferenciadas no tempo e no espaço, considerando a evolução tecnológica e as tendências do mercado de trabalho.”
Em 2008, o Ministério da Educação publicou o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT), um importante instrumento de divulgação e regulamentação da oferta de cursos técnicos por todo o Brasil. Esse Catálogo não reconhecia o Curso de Geomática, e na nossa área de conhecimento, o CNCT trazia as opções de convergência para os cursos técnicos em Agrimensura, em Geodésia e Cartografia, e em Geoprocessamento. Ainda em 2008, após reuniões e debates, a Coordenadoria de Geomática resolveu modificar o Curso de Geomática para Geoprocessamento. Na forma de educação profissional técnica de nível médio concomitante e/ou subsequente, a proposta desse Curso Técnico em Geoprocessamento do Ifes Vitória foi desenvolvida em 2008 e 2009 a partir das experiências adquiridas nos cursos técnicos de Agrimensura e de Geomática anteriormente oferecidos, das referências legais (LDB Lei nº 9.394/1996, Decreto 5.154/2004, CNTC e outras referências), das sondagens feitas em empresas que prestam e demandam serviços técnicos e dos debates ocorridos na Coordenadoria de Geomática. O CNCT informa que as possibilidades de temas a serem abordados na formação do técnico em Geoprocessamento são “Lógica e linguagem de programação. Fotogrametria. Geodésia. Sensores remotos. Topografia. Posicionamento por satélite. Sistemas de informação geográfica. Processamento de imagens.”