30/01/2020
O mercado de trabalho precisa se abrir para as pessoas trans
A promoção da saúde mental das pessoas trans é perpassada pelo acesso ao emprego e à renda. O debate acerca da abertura do mercado de trabalho para essas pessoas é urgente, considerando que o acesso a ele constitui uma dimensão importante da vida. Além disso, a presença de pessoas transgêneros em todos os lugares promove o combate ao estigma, estimulando a pluralidade e diversidade nos ambientes sociais.
A produção da saúde trans só é possível quando existe o reconhecimento da identidade com as quais elas apresentam seus corpos. Essa conquista precisa avançar para os postos de trabalho. Por isso, é importante que empregadores, privados e estatais, sejam estimulados a contratar pessoas trans.
É preciso desenvolver políticas públicas capazes de promover essa inclusão. E mostra-se primordial que seja estimulada a reflexão sobre o estigma social a ser superado na relação com essa população. Mas não há tempo para esperar passivamente ações de governos. Historicamente, o estado avança no campo dos direitos quando as mudanças sociais já estão em curso. Por isso, no Dia Nacional da Visibilidade Trans (29 de janeiro), é importante ressaltar a urgência de visibilizar essa população.
Clique no link e confira o artigo completo de Júlia Santigliani Pires, mulher trans e psicóloga conselheira do Conselho Regional de Psicologia da 16° Região (CRP-16/ES): https://bit.ly/2tPgnZr
Na imagem, há duas Carteiras de Trabalho, no modelo tradicional, que refletem no fundo azul de suas capas a imagem de mulheres e homens trans diversos. Ao fundo dos documentos, está tremulando a bandeira do Movimento Trans, em rosa, azul e branco. A imagem traz o seguinte texto: Queremos oportunidades, trabalho e renda. Estaremos em todos os lugares. Vinte e nove de janeiro. Dia Nacional da Visibilidade Trans. Conselho Regional de Psicologia do Espírito Santo. Fim da descrição.