Interfaces Ufes

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Grupo de Estudos - Teoria Social Crítica, Serviço Social e Política Social
Universidade Federal do Espírito Santo
Departamento de Serviço Social

17/09/2020

[HOMENAGEM] Faleceu no último dia 13, o assistente social Jorge Krug. Nós do Interfaces manifestamos pesar e o homenageamos através do texto produzido pelo assistente social e membro do nosso grupo, Thauan Pastrello.

Jorge Krug, presente! Assistente social, dirigente de importantes entidades da categoria profissional como o CBCISS e o próprio CFESS, então CFAS, foi ativo na vanguarda profissional que operou a chamada reconceituação do Serviço Social latino americano. Krug, ainda jovem, assistiu a movimentação da chamada Geração-65, termo atribuído pelo uruguaio Herman Kruse, que se refere ao grupo de assistentes sociais que, entre outras ações, organizaram o "I Seminário Regional Latino Americano de Serviço Social" no Brasil. O grupo de profissionais dinamizou a construção da primeira escola uruguaia de Serviço Social já sob sua intenção reconceitualizadora na Universidade de la República e também atuou na construção da chamada editora Grupo ECRO, em Buenos Aires, publicando diversos materiais, incluindo a revista “Hoy em Serviço Social”. Os encontros que deram início as influências latinas no Serviço Social brasileiro partiram de Porto Alegre e seguiam pelo Cone Sul escapando e enfrentando ditaduras marcando os primeiros traços de uma mudança que ali se engendrava. A jornada de encontros desta natureza se iniciou e concluiu no Sul do país, tamanha a incidência nacional sobre o movimento, o primeiro sob a coordenação de Seno Cornely e o último sob forte influência de seu orientando Jorge Krug. Krug sob a direção do CFAS atuou contra a ditadura militar apoiando assistentes sociais que resistiam ao regime. Era um professor preocupado com o Desenvolvimento de Comunidade, seu principal objeto. Detinha a crença firme de que aquela ferramenta poderia, como nas suas palavras, ser “uma técnica acadêmica transformada em potente alavanca para mobilização” esforçando-se para que a profissão e seus sujeitos fossem “partícipes da elaboração de políticas” e que pudessem “não só geri-las depois de concebidas”. Esta obra, resultado de seu mestrado, publicada em 1982, foi submetida a pertinentes críticas, tal como outras, que detinham idealistas expectativas diante do processo de redemocratização que vivia o país. Muito sob influência de seu próprio orientador que atribuía a pertinência de seu trabalho sob o suposto mérito de atender aqueles “que vislumbram no planejamento um instrumento de transformação social”, as palavras são de Cornely no prefácio do livro Mobilização Social, de Krug. A crítica a todo este processo está melhor decantada após quase 40 anos de seu desenrolar, mas sempre solicita revisitações diante de um contexto tão adverso quanto o vivemos. Podemos homenagear Krug partindo do próprio agradecimento de sua obra subscrevendo-o: “Aos que escreveram na história estas páginas que aqui tracejei, a maioria ainda vivos e atuantes [...] meu reconhecimento pelo exemplo profissional”. Embora Krug nos tenha deixado, nesta modesta opinião, muitas lições e tantos exemplos, seguimos com este singelo reconhecimento cujas divergências não são capazes de menosprezar a importância das lutas travadas coletivamente, deixando sobrepor-se o exemplo profissional.

19/08/2020

[PESQUISA] O subprojeto de pesquisa “A trajetória dos 50 anos do Curso de Serviço Social da UFES: tendências teóricas metodológicas dos PPC’S”, coordenado pela Prof. Drª Andréa Monteiro Dalton e vinculado ao projeto “A trajetória dos 50 anos do curso de serviço social da UFES: configurações histórico-sociais e formação profissional”, acaba de ganhar um reforço: duas estudantes de Iniciação Científ**a. Para nós, a iniciação científ**a é um espaço privilegiado para inserir estudantes na produção do conhecimento e ainda contribuir para a formação de um perfil profissional alinhado a dimensão investigativa. Sejam bem vindas as estudantes de graduação: Lauane e Stella, desejamos um profícuo trabalho!

05/08/2020

[INSTITUCIONAL] O Interfaces é um grupo que valoriza o trabalho coletivo que se sustenta nas defesas dos princípios de uma universidade pública, gratuita, laica, de qualidade, socialmente referenciada e com os princípios do Projeto Ético Político Profissional. São esses princípios que norteiam nossas ações de ensino, pesquisa e extensão. Desde a sua criação o grupo busca envolver não somente docentes e estudantes de graduação e pós-graduação, mas também assistentes sociais que atuam nas políticas sociais do Estado. No âmbito do ensino, temos algumas atividades onde os profissionais são convidados a trazer suas experiências para estudantes, no âmbito da pesquisa a atuação dos profissionais são signif**ativas, sobretudo nos projetos sobre o financiamento da política de Assistência Social no nosso Estado; Alterações Político-Econômicas contemporâneas na América Latina e impactos nas Políticas de Assistência Social, Saúde, Previdência Social, Seguro-Desemprego: o caso de Brasil, Chile e Cuba; na extensão com atuação nos curso de formação sobre financiamento e A educação popular e a Política de Assistência Social – Vitória e Serra. Diante disso, o Interfaces, realizou no último dia 30, uma reunião com o objetivo de formalizar a entrada das profissionais que já vem atuando conosco nessas frentes há algum tempo. Sejam muito bem vindas Naara de Lima Campos, Nilda Sartório, Bruna Andrade e Roberta Rangel!!!

“Serviço Social e precarização do trabalho docente em tempos de pandemia” 28/06/2020

[ARTIGO] O post desta semana é uma contribuição da Professora Drª Erlenia Sobral Vale e da doutoranda no programa de pós-graduação em educação da UFC, Danielle Coelho Alves. Intitulado “Serviço Social e precarização do trabalho docente em tempos de pandemia”, o artigo adensa os debates que a profissão vem acumulando a partir dos desafios colocados pela pandemia e os ataques impostos às universidades. Agradecemos imensamente a contribuição das professoras.

“Serviço Social e precarização do trabalho docente em tempos de pandemia” Erlenia Sobral do Vale - Professora Drª do Curso de Serviço Social da UECE e vice coordenadora do CETROS- Centro de Estudos do Trabalho e…

Em um mundo que nos asfixia, é hora de retirar a máscara do racismo para voltarmos a respirar! 03/06/2020

[ARTIGO] Em um mundo que nos asfixia, é hora de retirar a máscara do racismo para voltarmos a respirar! Esse é o título do potente artigo da integrante do nosso grupo, Maria Helena Elpidio. A professora traz em seu texto os fundamentos do racismo estrutural para compreender os impactos da pandemia do novo corona vírus na população negra. Leitura indispensável.

Em um mundo que nos asfixia, é hora de retirar a máscara do racismo para voltarmos a respirar! Dra. Maria Helena Elpidio[1] — membro do Grupo de Estudos Interfaces

A polêmica entre uma pioneira e um marxista impenitente: a importância dos fundamentos para o… 21/05/2020

[ARTIGO] A publicação intitulada “A polêmica entre uma pioneira e um marxista impenitente: a importância dos fundamentos para o Serviço Social”, é contribuição de Thauan Pastrello, um dos membros do nosso grupo.

A postagem desta semana do Interfaces busca apresentar o resgate de dois textos sobre o movimento de Reconceituação do Serviços Social. Eles foram escritos há quarenta anos. Esta talvez seja a melhor definição de um clássico: uma obra que atravessa seu tempo, que fala tanto de sua época como dos dias atuais.
E porque ler um texto de quarenta anos se temos tanta coisa "nova" para ler? Justamente porque estas obras servem mais para conhecer a atualidade e o contemporâneo do que necessariamente o passado.

O convite é para uma viagem no tempo, num buraco de minhoca que conecta nossa matéria, o Serviço Social, à dois momentos distintos interligados pelo espaço e pelo tempo. A polêmica aqui apresentada entre José Paulo Netto, Helena Iracy Junqueira e seus contemporâneos marca uma época intensa e nos deixa algumas lições para os dias de hoje. A gente pode até divergir sobre elas, mas não podemos deixar de trata-las: vamos (re)descobrir isto juntos/as?

O exercício desta publicação é destacar modestamente, como diz seu título, a importância dos fundamentos para o Serviço Social. A quantas anda nosso debate sobre os fundamentos desta profissão? .ufes # politicasocial

A polêmica entre uma pioneira e um marxista impenitente: a importância dos fundamentos para o… Ms. Thauan Pastrello — Membro do Grupo de Estudos Interfaces

19/05/2020

[PESQUISA] Recentemente a Universidade Federal do Espírito Santo completou 66 anos de muita história e lutas. Implementado na UFES 11 anos depois, o nosso curso, o Serviço Social, completará 50 anos de existência em 2021. Até o ano 2000, foi o único curso no Espírito Santo, portanto responsável pela formação de muitas/os assistentes sociais no Estado. A partir desses dados, o Interfaces elaborou um projeto de pesquisa que busca apreender a trajetória sócio-histórica do curso em suas dimensões formativas e de trabalho profissional. Busca ainda, compreender como o curso de serviço social da UFES se inseriu no debate do processo de reconceituação na América Latina e no processo de renovação do Serviço Social brasileiro. Esse movimento dialético é fundamental para apreendermos as principais influências e tendências teórica metodológicas do nosso curso.

Desenvolvido desde 2017, o projeto conta com vários resultados e ações importantes: Uma delas será o I SEMINÁRIO 50 ANOS DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL DA UFES: HISTÓRIA E MEMÓRIA que tem o objetivo de socializar os resultados dessa pesquisa. Tal Seminário seria realizado em agosto/2020, porém, em razão da pandemia, será reagendado! Essa pesquisa merece todo destaque! Por isso iremos falar mais dela... Aguardem que vem coisa legal por ai!

COVID-19- Nota dos Pesquisadores em Política Social da UFES | Política Social 07/05/2020

A pandemia provocada pelo novo coronavírus desencadeou a maior crise sanitária enfrentada pela nossa geração. Nesse processo as universidades têm se destacado com a realização de ações que muito contribuem para o enfrentamento o COVID-19. Na contramão do reforço ao combate no Brasil, a educação, a ciência e os serviços públicos tem sofrido graves ataques. Hoje, dia de manifestações virtuais em defesa da ciência e isolamento social como as principais formas de enfrentamento ao novo vírus, nós do Interfaces, reiteramos a Nota dos Pesquisadores em Política Social da UFES, lançada ainda em março. Nela professoras que compõem o nosso grupo (Jeane Andreia Ferraz Silva, Maria Helena Elpidio e Andréa Monteiro Dalton), contribuíram na construção do documento cujo teor destaca-se pelo conjunto de ações econômicas e sociais apresentadas para o combate ao vírus no Espírito Santo. Com isso, reafirmamos o compromisso da universidade e da produção do conhecimento socialmente referenciado. A universidade é patrimônio da sociedade e precisa ser defendida! SEM CIÊNCIA, SEM FUTURO.

Acesse a nota na integra pelo link:

COVID-19- Nota dos Pesquisadores em Política Social da UFES | Política Social © 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras, Vitória - ES | CEP 29075-910

01/05/2020

Para responder essa questão, inicialmente devo demarcar o espaço do qual ocupo enquanto profissional de Serviço Social. Atuo na Comissão de Orientação e Fiscalização – COFI do CRESS-ES desde o ano de 2013, lidando diariamente com diferentes situações envolvendo o processo de trabalho do/as assistentes sociais do estado. Essa experiência possibilita compreender ainda mais a função social da nossa profissão no interior das instituições, ao compor equipes inter/multi profissionais, especialmente das políticas públicas nesse momento crítico no qual o/a assistente social se coloca na linha de frente dos serviços essenciais. A COFI vem empreendendo ações, dentro dos limites impostos pelo trabalho remoto, de busca pela garantia de condições éticas e técnicas (Resolução CFESS n.º 493/06) e acesso aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIS), a partir do que estabelece a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde. Um grande desafio considerando que a precarização nos espaços de trabalho já existia. Estamos com a proposta de publicar boletins específicos disponíveis no site do conselho, para orientar a categoria e dar ciência das ações executadas para a defesa da profissão diante desse contexto complexo que exige intervenções articuladas a outras instituições e com a própria categoria, ao denunciar a ausência de condições para o trabalho.

Desse modo, para responder à questão colocada, diria que o/a assistente social deve mais do que nunca demarcar as especificidades de suas atribuições técnicas, identif**ar o que são demandas institucionais e demandas dos/as usuários/as. Para isso, deve se reportar ao aparato jurídico-normativo e orientador do conjunto CFESS-CRESS, com destaque para o conjunto de Resoluções que dispõe sobre diversos aspectos do nosso exercício profissional.
**link de acesso http://www.cress-es.org.br/banner/conheca-a-coletanea-de-legislacoes-e-resolucoes-sobre-o-trabalho-doa-assistente-social/

Essa realidade em que se inseri o/a profissional é permeada por contradições, tensionamento diário com chefias e demais das equipes que muitas vezes não compreendem o que faz o/a profissional de Serviço Social, e aqui acrescento uma demanda histórica que se materializa no cotidiano de trabalho que é o de legitimação do Serviço Social enquanto profissão inserida na divisão sociotécnica do trabalho, ainda lidamos com a subalternização da profissão no interior das equipes, sobretudo, por ser uma profissão predominantemente feminina.Tema que ainda carece de ser mais aprofundado pelo conjunto, por pesquisas que priorizem os fundamentos teórico-metodológicos do Serviço Social.

Importante analisar também, com as mediações necessárias, como o estatuto de assalariado subordina o/a trabalhador/a às determinações institucionais que, sem preparo técnico e domínio ético-político do papel do Serviço Social, f**a ainda mais difícil se portar perante os desafios da atuação, assim, é preciso manejar as nossas normativas, digo isso no momento de produzir um documento, relatório, parecer nos quais devemos citar a lei que regulamenta a profissão (8.662/93), se reportar aos artigos do Código de Ética nas nossas opiniões técnicas escritas e faladas. Interpretá-lo até mesmo entre colegas de profissão.

Ressalto que o Código de Ética conduz e delimita posturas, isso está bem colocado, por capítulos, sobre as relações com empregador/a, com outros/as profissionais, com a justiça e com o próprio conselho. A tarefa primordial de qualquer profissional que atua numa profissão regulamentada. Se apropriar do que diz as normativas de sua profissão interpretando-as na situação que estiver vivenciado no seu trabalho ou intervenção.

Enquanto agente fiscal, provoco também as unidades de ensino a incorporarem as resoluções e publicações produzidas do conjunto CFESS-CRESS, em sala de aula, enquanto conteúdo programático em todas as disciplinas do curso. Considero que temos que avançar nesse aspecto, pois na COFI registramos um desconhecimento total das resoluções por parte da categoria o que nos preocupa e exige maior articulação entre formação e entidades representativas. Afinal, faz parte do projeto de profissão, seu arcabouço legal e institucional.

Isso possibilita ultrapassar respostas individuais às questões complexas que nos deparamos na atuação profissional. Isso diz de uma postura que requer ir além da leitura das cartilhas e manuais técnicos das políticas sociais nas quais nos inserimos. Por vezes, eu mesma me surpreendo com os materiais que encontro e utilizo tanto do CFESS como de outros CRESS, que também podem ser utilizados nas fundamentações de toda a categoria (notas técnicas, revistas, subsídios por área de atuação).

Reforço que o compromisso com nosso projeto de profissão faz muito sentido no atual contexto, vinculado a defesa de uma nova ordem societal, que explicita o esgotamento desse sistema antivida que vivemos e que hoje escancara as desigualdades sociais com essa crise sanitária que atinge principalmente a população negra e periférica.
Quando pensamos sobre isso, temos que analisar a conquista pelo reconhecimento legal do Serviço Social como profissão que presta serviços relevantes à sociedade, isso se concretiza por meio da Lei Federal n.º 8.682/93 (art.4º e 5º). A partir daí, destaco como ficou nítida, nesse momento de pandemia, a imposição de atribuições ou tarefas que corroboram com a imagem do/a profissional “faz tudo”, a profissão “humanizadora”, ou mesmo, de uma maneira distorcida, atrelar o Serviço Social, dentro de uma hierarquização de profissões, a tarefa do repasse à população sobre decisões institucionais (regras, mediação de conflitos). Isso foi recorrente no campo da saúde, enquanto um serviço essencial, quando foi imposto aos/às assistentes sociais darem notícias de óbitos e de boletim médico. O CFESS, enquanto órgão normativo de ordem superior, publicou uma nota que veda o/a assistente social responsabilizar-se por noticiar causa mortis e comunicar opiniões técnicas que diz respeito a outras profissões (http://www.cfess.org.br/arquivos/OrientacaoNormat32020.pdf) Como dizemos em orientações da COFI, temos que adotar uma postura contrária a incorporação de tarefas que deturpam o papel do Serviço Social ou mesmo impedem os/às usuários/as de acessarem informações e serviços técnicos que tenham direito. Essas questões estão previstas no art. 4º do Código de Ética e nos exige a análise sobre autonomia relativa para desempenhar o trabalho de maneira ética.

Nossa profissão tem um acúmulo teórico e ético-político estratégico nesse momento. Constatamos nesse contexto atual, como assistentes sociais vêm demonstrando domínio técnico e muito compromisso ético, mesmo com apreensão e riscos. Isso provoca um misto de orgulho e preocupação com quem está atuando na linha de frente dessa crise sanitária. O aspecto pedagógico junto à população se faz imprescindível ao falar de educação em saúde, direitos sociais elementares, luta antirracista e de enfrentamento a violência doméstica que se intensificou em tempos de isolamento social e, acima de tudo, o questionamento a esse modelo de sociedade. Temos um protagonismo inegável na defesa de políticas públicas e hoje vemos, por exemplo, como o SUS diante do projeto de desmonte em curso, vem sendo demandado como serviço indispensável. O mesmo ocorre com a política de assistência social na demanda por acesso a renda emergencial, aos atendimentos às necessidades elementares de quem já vinha enfrentando o aumento do desemprego. Tudo isso requer análise crítica por parte do/a assistente social, associada a uma aproximação com os movimentos sociais como expressa nossos princípios fundamentais. Lembrei aqui do que diz o escritor moçambicano, Mia Couto: quanto menos entendemos, mais julgamos e não há lugar melhor para conhecermos, com compromisso ético-político, as demandas dos seguimentos sociais da classe trabalhadora que atendemos, que os movimentos sociais. Destaco aqui o movimento de pessoas em situação de rua, fórum em defesa da saúde pública, o movimento negro e o feminista. Essa aproximação permite que o/a assistente social enfrente o que historicamente permeia o perfil profissional que seria o conservadorismo, muitas vezes o/a assistente social é demandado ao papel coercitivo, moralizador. E lá no Código de Ética fala sobre abster-se, no exercício da profissão, de práticas que cerceiam a liberdade, que policiam o comportamento.

Ainda sobre a pergunta inicial, diria que o/a assistente social deve reservar um tempo para apreender o que a categoria construiu histórica e democraticamente, consultando o acervo digital disponível no site do CFESS. Muitas publicações que auxiliam nas argumentações e alinhamento de posicionamentos da profissão e não somente de um/a profissional. Deixo aqui a indicação do acesso à cartilha de termos de orientação produzida pela COFI/ES e profissionais de base (http://www.cress-es.org.br/wp-content/uploads/2019/06/CARTILHA-CRESS_2a-edicao-2019_web.pdf)

Para encerrar, deixo expressa a importância do cuidado com a nossa saúde mental tão afetada neste tempo. Para isso, confio muito no poder da literatura em produzir sentidos, sigo me entendendo como uma realista esperançosa, como o escritor Ar**no Suassuna. Acredito na resposta coletiva e crítica a essa realidade injusta, com os pés firmes no chão e com consciência da certeza de estarmos do lado certo na história, ao lado da classe a qual pertencemos, classe trabalhadora!

Dúvidas? O CRESS-ES seguindo as recomendações de isolamento e também como forma de proteger seus funcionários tem atendido as demandas dos profissionais via trabalho remoto. Para mais informações sobre o trabalho da COFI, envie e-mail para: fiscalizaçã[email protected].

Photos from Interfaces Ufes's post 21/04/2020

O trabalho desenvolvido pelo nosso grupo, prioriza o coletivo com articulação permanente de vários sujeitos. Além de professores, contamos com estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais e militantes dos movimentos sociais para realizar nossas ações sejam elas de ensino, pesquisa e extensão. Nossos professores, todas/os vinculados ao Curso de Serviço Social da UFES, têm em suas trajetórias a dedicação e o compromisso com o estudo e a defesa do legado crítico do Projeto Ético Político do Serviço Social. Quer saber mais sobre nossos professores? Acessem nos links abaixo nossos currículos e oh, diga para nós: nesse período de quarentena, de qual professora(or) você gostaria de receber dicas de leituras?
Profª Drª Jeane Andréia Ferraz Silva CV: http://lattes.cnpq.br/1191662939408746
Profª Drª Maria Helena Elpidio CV: http://lattes.cnpq.br/1691897538435694
Profª Drª Andréa Monteiro Dalton CV: http://lattes.cnpq.br/7067768753753300
Profª DrªJuliana Iglesias Melim CV: http://lattes.cnpq.br/8874692437191296
Profº Drº Rafael Teixeira Vieira CV: http://lattes.cnpq.br/4063259554145218
Profª Drª Salyanna Souza Silva CV: http://lattes.cnpq.br/0960034302893803
Profº Ms Thauan Pastrello
CV: http://lattes.cnpq.br/7414650928905321

16/04/2020

O Interfaces é um Grupo de Estudos cujo eixo temático volta-se para o debate dos fundamentos da teoria Social Crítica, Serviço Social e Política Social. Vinculado ao Curso de Serviço Social da UFES, o grupo foi fundado em 2015 pelas professoras Jeane Andréia Ferraz Silva, Maria Helena Elpídio, com o objetivo de reunir estudos e pesquisas sobre Fundo Público e Políticas Urbanas. Reformulado em 2017, o grupo, amplia seu corpo docente e redireciona sua área temática. Em pouco tempo de existência, temos muita história para contar...
Com os objetivos de divulgar nossas ações; democratizar as informações e debates sobre os fundamentos da teoria social crítica, serviço social e política social e o mais importante, interagir com estudantes e profissionais, lançamos nossas redes sociais! Quer conhecer mais e interagir conosco? Siga e compartilhe.

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