26/01/2022
Seguindo o que disse o neurobiólogo Francisco Mora, foi há 2 ou 3 milhões de anos atrás que "aprendemos" a falar.
"Desde então, nós nascemos com circuitos neurais da linguagem — embora seja importante lembrar que só aprendemos a falar mediante o contato com os outros.
"Pode-se dizer que nascemos com um disco cerebral no qual podemos gravar, mas que ficará vazio se nada for gravado nele", escreveu Mora em "Neuroeducación y lectura".
A leitura surgiu há cerca de 6 mil anos junto ao desenvolvimento da escrita. Com o surgimento dos mais variados tipos de textos ao longo dos anos, a leitura acabou se tornando uma habilidade extremamente importante para a humanidade. E ainda hoje podemos perceber como ela é indispensável para a nossa vida.
Além disso, sua base não é genética, mas artificial — ou melhor, cultural.
"Ler é um processo que, por não ser geneticamente codificado (e, portanto, não transmitido de pais para filhos), se repete arduamente em cada ser humano e exige um trabalho duro de aprendizado e memória" que leva anos, quando não a vida inteira, explica no livro.
Um fato importante de ser dito é que, após a execução das funções motoras, a comunicação é o que mais nos gasta energia. A linguagem é tão importante e nos estimula com tanta frequência que, mesmo com todas as funções executadas por nossos corpos, a comunicação ganha a medalha de prata em gasto energético!
Sabendo de tudo o que foi dito aqui, qual será o próximo livro que você vai ler?
Aqui vai uma sugestão: "E Não Sobrou Nenhum", da Agatha Christie!