21/07/2026
Em 1994, um senhor chamado Benjamim entregou uma pequena farmácia para Raul Aguilera como parte do pagamento de uma dívida.
O nome da loja era Big Benn: Big de grande, Benn do apelido de Benjamim. Nada a ver com o relógio de Londres, embora as réplicas do Big Ben nas fachadas tenham se tornado a marca da rede.
Raul transformou a pequena farmácia em uma referência no Norte do Brasil: lojas 24 horas, funcionamento aos domingos, preços competitivos e uma experiência de compra diferenciada.
Em 2011, com 147 lojas em seis estados, a Big Benn foi vendida ao BTG Pactual por R$ 500 milhões.
Mas foi depois da venda que tudo começou a dar errado.
O BTG reuniu mais sete redes regionais, formando um grupo com 1.200 lojas. O problema? Cada empresa continuou operando com sua própria cultura, sistemas e estratégia.
Na prática, não existia um grupo. Existiam várias empresas dividindo o mesmo caixa.
As áreas não se integraram, os times não se conectaram e a cadeia de valor nunca foi construída.
Empresas raramente quebram de um dia para o outro. Elas perdem competitividade aos poucos, até que uma crise revela uma estrutura incapaz de sustentar o negócio.
Em 2018 veio a recuperação judicial. Em 2019, a falência.
Aquela pequena farmácia entregue pelo Sr. Benjamim fechou as portas definitivamente.
Para quem trabalha com pessoas, a lição é clara:
Crescimento sem integração é tamanho, não força.
E integração não nasce de comunicados ou treinamentos passivos. Ela acontece quando as pessoas enfrentam desafios juntas, tomam decisões em conjunto e percebem, na prática, como o trabalho de cada área impacta o resultado de toda a empresa.
É exatamente isso que os jogos de negócios proporcionam.
Seu time entende a cadeia de valor vivendo as consequências das decisões, faz da sinergia uma necessidade e transforma alinhamento estratégico em prática.
Quer levar essa experiência para a sua empresa?
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