22/04/2020
De acordo com o dicionário, resiliência no sentido da física, significa a capacidade que alguns corpos tem de voltar ao seu estado original após serem submetidos a uma deformação elástica. No sentido figurado, é a capacidade de nos recuperarmos rapidamente de dificuldades, desafios e crises.
A pandemia global do COVID-19 está expondo os efeitos colaterais de vivermos em uma sociedade altamente globalizada. Compartilhamos os benefícios e agora estamos juntos nos riscos e prejuízos. Ao recorrermos novamente ao dicionário para entendermos o significado da palavra “estresse” encontramos a seguinte definição: estado mental ou tensão mental decorrente de grande exigência resultante de circunstâncias adversas.
Imprevisibilidade, instabilidade, confusão, insegurança emocional e social, além de vulnerabilidade advindas de uma crise dessa magnitude são quase tão estressantes quanto a ameaça a vida que o vírus nos impõe.
Quando esse tsunami passar o que nos diferenciará será a nossa resiliência. Nossa capacidade de adaptar, aceitar e cooperar com as circunstancias visando nossa sobrevivência e dos demais.
Felizmente, resiliência é uma habilidade que pode ser aprendida e desenvolvida. A partir dos 3 anos começamos a desenvolver nossas funções executivas, entre eles a atenção, o foco, flexibilidade e auto controle. Posteriormente e igualmente importante e complementar, é o autoconhecimento, a capacidade de se adaptar a novas circunstancias e o cultivo das emoções positivas. Nesta corda bamba que é equilibrar mente e corpo precisamos calibrar nossa mente e corpo para a esperança de que tudo muda, tudo passa e ganha quem sobrevive.
22/03/2020
O que o COVID-19 tem em comum com desenvolvimento infantil??????
É aterrorizante o noticiário com a evolução da contaminação do vírus em todo o mundo e o risco que isso representa para a saúde e economia mundial. Porém, mais ainda assustador é o que não sabemos sobre ele. Conforme o tempo passa, no entanto, algumas coisas ja estão ficando claras. Uma delas é que a maioria das pessoas contaminadas nao apresentam sintomas, de forma que o virus nao representa um risco para elas mesmas, mas a má noticia é que elas se tornam portadoras do perigo para outras pessoas que estão sendo ameaçadas de sucumbir a potência do vírus pelo fato de já serem portadoras de outras fragilidades.
Isso significa que para contermos o avanço da pandemia e pouparmos vidas, precisamos bloquear a transmissao. Isto a nível global! Essas pessoas estão dependentes da nossa atitutide e iniciativa para sobreviverem. Se antes poderíamos apontar o dedo e isolar os problemas, culpando países e governos, agora não podemos mais. Como lição, o virus pede que reconheçamos que somos interdenpendentes.
O conceito de interdependência deveria já estar consolidado dentro de nós, no nosso cuidado com os nossos filhos, durante seus primeiros anos de vida e no nosso cuidado com o planeta. Como o cérebro humano se desenvolve após o nascimento, e suas habilidades sao estruturadas e suas bases desenvolvidas nos primeiros anos de vida, humanos não sobrevivem sem pelo menos um adulto cuidador, aquele que provê afeto, alimento e proteção. A natureza sobrevive sem o homem e ja o fazia muito anos antes da existência da espécie humana. Mas nós humanos não sobrevivemos sem o cuidado na infância e sem a natureza. Crianças e jovens tem sido o principal veículo de contaminação dos idosos, portanto, neste momento eles devem se isolar dos avós. Espero que cada um de nós sobreviva com o orgulho de ter feito sua parte e que sirva de lição para nunca esquecermos o quanto somos interdependentes.
18/11/2019
Genetica X Ambiente (cuidados)
Qual seria a força mais predominante em formar a características e habilidades dos nossos filhos? A genética ou o ambiente???? É o nosso DNA responsável por nos dar forma? Ou seriam os cuidados e contribuições do pais, sociedade, amigos e circunstancias da vida? Especialistas do mundo debatem, já ha bastante tempo sobre a contribuição de cada um. Além do impacto e extrema relevância para politicas publicas e formação de capital humano, famílias se beneficiam em saber se estão respondendo e amplificando características inatas ou se estão forjando essas características de acordo com seu estilo de parentalidade.
A genética usa estudo de gêmeos idênticos como campo experimental para essas respostas, e argumentam a favor da genética ao demonstrar evidencias de que gêmeos idênticos criados no mesmo ambiente e aqueles criados em diferentes ambientes não desenvolvem caraterísticas significantemente diversas.
A partir disso geneticistas reforçam que as forças atuando são: não sistemáticas, idiossincráticas e aleatórias, de forma que estilos parentais, excluindo situações de negligencia e abuso, não fariam tanta diferença no longo prazo. Filhos são 50% geneticamente iguais a seus pais mas também são 50% diferentes. Desta forma, pais deveriam buscar entender as aptidões e apetites de seus filhos e “responder”, ou seja estimular, esses traços genéticos.
Por outro lado, o bebê humano não é capaz de sobreviver sozinho sem um cuidador que provenha os cuidados e alimentação necessária. Sabemos também que pobreza, violência e negligencia afetam de forma poderosa o desenvolvimento, independentemente da básica genética da criança. Pais transmitem cultura, como vivemos, como nos relacionamos, religião e ética, de forma que aquilo que nos tornamos não pode ser dissociado das influencias dos nos pais, comunidade, amigos e ambiente.
Genética e ambiente não podem ser dissociados, pois durante o período mais sensível de formação humana – dos zeros a seis anos – os nossos pais estão provendo não somente a base genética mas o ambiente a que respondemos. Isso torna o desafio de entender quem contribui mais tão complexo.
Uma analogia interessante seria pensar que nosso material genético é um grande s**o de blocos LEGO e que a influencia da sociedade, pais, amigos e ambiente atua privilegiando a utilização e manifestação de determinados traços (blocos) que já estão la na composição genética do individuo.
O que você pensa sobre esse assunto?
16/09/2019
Cuidado responsivo é o primeiro e fundamental passo para a construção de uma sociedade melhor!
Em apenas três meses, os recém-nascidos passam por diversas etapas do desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo – e receber os estímulos corretos é fundamental. Confira os principais marcos do desenvolvimento da criança nos seus três primeiros meses de vida: http://migre.me/gdznz
06/04/2017
Os estímulos linguísticos oferecidos à criança até 2 anos de idade vão influenciar seu desenvolvimento. Um estudo publicado na revista científica JAMA Pediatrics em dezembro procurou comparar a relação entre o tipo de brinquedo usado e a qualidade da linguagem e do processo de comunicação que se estabelece na interação entre pais e filhos. Da perspectiva da linguagem, os registros mostraram que, quando os pais usaram equipamentos eletrônicos para brincar com os pequenos, as crianças vocalizaram em média 28% menos do que em comparação com o uso de brinquedos tradicionais, e 35% menos em comparação com o uso de livros. Também os pais falaram menos: em média 39,62% por minuto contra 55,56% nas brincadeiras com brinquedos tradicionais e 66,89 nas sessões de leitura de livros infantis. (Fonte: Revista Neuroeducação: http://revistaneuroeducacao.com.br/brinquedos-eletronicos-empobrecem-desenvolvimento-do-vocabulario-infantil/)
05/04/2017
Isso pode comprometer o desenvolvimento da autoconfiança da criança. É importante não menosprezarmos a capacidade assim ajudamos em seu desenvolvimento de maneira produtiva.
04/04/2017
A Neuroeducação não é uma nova área do conhecimento. Ela trata da junção dos conhecimentos da psicologia, educação e neurociência. Um novo conceito surge a partir dessa fusão interdisciplinar: “aprender é modificar comportamentos”.
O neuroeducador, profissional da Neuroeducação, observa o indivíduo em seus aspectos que precisam ser melhorados e em suas potencialidades e, através disso, constrói um planejamento individualizado para cada educando.
(Fonte: http://meucerebro.com/o-surgimento-da-neuroeducacao/)
31/03/2017
Já mostramos aqui a base e os pilares da Metodologia Pupa. Hoje apresentamos nossa estrutura completa: Base, pilares e eixos. Nossos eixos são pautados considerando o desenvolvimento da primeira infância, entre 0 a 6 anos, na questão da saúde da criança, ambiente lúdico, brincadeiras, música e literatura.
30/03/2017
Montessori tinha a convicção de que as crianças nascem com um potencial humano extraordinário, mas que e só pode ser desenvolvido quando adultos preparados abrem os caminhos para o pleno desenvolvimento da criança desde os primeiros anos de vida, ou ao menos, quando adultos não criam obstáculos ao desenvolvimento da criança.
29/03/2017
Enquanto brincam de faz de conta, as crianças imitam, imaginam, representam papéis sociais num processo que as ajudam a compreender as regras no mundo em que estão inseridas.
28/03/2017
Educadores e filósofos da antiguidade já defendiam a ideia de que a educação infantil precisa levar em consideração muito mais do que só repassar o conteúdo e deve se adequar a cada faixa etária. Precisamos levar em consideração o alimentar da mente, a aprendizagem pelo movimento, o interesse e o sentimento das crianças como fatores preponderantes para quem busca um aprendizado pleno.
27/03/2017
As crianças são muito curiosas e adoram fazer perguntas. É muito importante termos paciência e uma escuta em relação ao que elas compartilham conosco. Quando a criança sente que está sendo ouvida ela passa a ficar mais confiante, tranquila e querida. Além do mais, ela aprende a ouvir melhor as explicações dos adultos.