16/09/2026
🎶Se tem PICOLÉ, tem música também…
Na formação dos professores do 1º ano de Saquarema/RJ, pelo Instituto Brincar, com grupos separados entre manhã e tarde, transformamos a palavra PICOLÉ em ritmo, movimento, linguagem e aprendizagem e isso não é apenas diversão.
A neurociência mostra que a experiência musical envolve uma ampla rede cerebral, articulando percepção auditiva, emoção, movimento, atenção, recompensa, predição e aprendizagem. Koelsch (2014) demonstra que a música pode modular estruturas cerebrais relacionadas à emoção e à recompensa, enquanto Patel (2011) destaca cinco condições presentes nas experiências musicais capazes de favorecer a plasticidade de redes também utilizadas no processamento da fala: sobreposição, precisão, emoção, repetição e atenção.
Por isso, a pergunta não é apenas:
Podemos usar música na alfabetização?
A pergunta é:
Como podemos usar a música com intencionalidade pedagógica?
Quando cantamos, marcamos o ritmo, repetimos palavras, percebemos sílabas, rimas e sons, estamos criando uma experiência em que linguagem, corpo, emoção e atenção podem trabalhar juntas.
PI-CO-LÉ…rima com CAFÉ!
Aos poucos postaremos como foi esse dia incrível com os professores manhã e tarde…
Referências científ**as:
PATEL, A. D. (2011). Why would Musical Training Benefit the Neural Encoding of Speech? The OPERA Hypothesis. Frontiers in Psychology, 2, 142.
KOELSCH, S. (2014). Brain correlates of music-evoked emotions. Nature Reviews Neuroscience, 15, 170–180.