03/10/2026
Na última quarta-feira, tivemos um momento muito importante com nossos alunos do Ensino Fundamental II: falamos sobre bullying.
Começamos assistindo ao filme Extraordinário. A partir dele, conversamos sobre situações que, muitas vezes, fazem parte do cotidiano dos adolescentes: as brincadeiras que passam do limite, os apelidos, a exclusão, os comentários sobre a aparência, a pressão do grupo e também a responsabilidade de quem presencia uma situação e escolhe rir, incentivar ou simplesmente permanecer em silêncio.
Nessa faixa etária, falar sobre bullying é especialmente necessário. As relações entre os pares ganham uma força enorme e, ao mesmo tempo, os adolescentes ainda estão aprendendo a perceber o peso das próprias palavras e atitudes. Por isso, mais do que dizer o que não deve ser feito, queremos ajudá-los a formar critérios: quando uma brincadeira deixa de ser brincadeira? O que fazer quando alguém é ferido? Qual é a minha responsabilidade diante do outro?
Depois do filme, tivemos um momento de conversa e reflexão. Em seguida, divididos em grupos, os alunos produziram cartazes a partir do que havíamos discutido. E o trabalho não terminou ali: eles foram às turmas do Ensino Fundamental I para apresentar suas reflexões aos alunos mais novos.
Quando um adolescente precisa explicar a uma criança por que determinadas atitudes machucam, ele também precisa organizar aquilo em que acredita e assumir uma posição diante do que aprendeu.
Educar para o respeito, para a responsabilidade e para a coragem de fazer o que é certo também é tarefa da escola. E são conversas assim, feitas com seriedade e proximidade, que ajudam nossos alunos a compreender que aquilo que fazemos ao outro importa.
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