03/08/2026
"Quem não respeita a folha que cai, não se abriga na sombra da árvore que cresce."
O Tempo do Axé onde cessa e o Sagrado e Amadurece.
Atrás de uma parede inteira de relógios tentamos, as vezes sem sucesso, em vão, "capturar o tempo". Cada ponteiro gira em sua própria cadência, medindo horas, minutos e segundos de um mundo que tem pressa. Mas, para quem traz o axé na veia e na alma desde o nascimento, a verdadeira medida da vida não está na engrenagem do metal — está no bater do coração e no ritmo sagrado da maturação de um jovem ancião k*k
Aos 48 anos de idade, boa parte deles, vividos dentro do axé, a foto revela um contraste belíssimo, que nesta breve viagem, nos trás reflexãoes, pois enquanto os relógios ao fundo marcam o tempo que passa e consome, o olhar reflete a maturidade que se renova a cada momento. Não somos escravos do tempo; somos fruto dele. Cada relógio ali na parede é como um ciclo ultrapassado, um ano de aprendizado, uma tempestade superada, mas o homem que sorri à frente é a própria vida em constante evolução. Ele não estagnou naquilo que aprendeu ontem; ele amadurece a cada novo amanhecer.
Existe uma beleza comovente no lugar que ele ocupa na teia da vida religiosa, emocional e terrena..
Isso por que , trazermos nos ombros a reverência profunda de quem olha para os mais velhos e enxerga árvores frondosas, carregadas de sabedoria secular, cujas raízes sustentam o chão onde pisamos e deles, ele bebemos a experiência, a palavra firme e o silêncio respeitoso dos sábios sempre lembrando daqueles que se foram e nos deixaram tais sabedorias conhecimentos e fundamentais, que tivera a sorte de encontrar.. desses, lembramos de pai Antônio Carlos, mãe Vera, Mãe Lurdinha Vó Alda e tantos outros.. tivera a sorte de conhecer e quem sabe, não foi apenas sorte e sim tenha sido a própria armadilha do destino.
Mas é ao olhar para os mais novos que nossa alma se ilumina e se renova. Nos passos simples, hesitantes ou curioso de quem está chegando, enxergando o broto da verde pureza e a renovação da fé. Aprendemos e com a simplicidade e com o brilho nos olhos de quem descobre o sagrado pela primeira vez, lembrando-se de que a humildade é a única certeza da nossa missão.
não carregamos a vaidade de ser o mais antigo, nem a ansiedade de ser o mais novo, talvez , somos a ponte de ligação e a árvore o que já criou raízes profundas, mas que continua dando folhas novas a cada estação alguns frutos que deles surgiram novas sementes que no futuro próximo certamente se fará uma nova árvore . E que este pomar não seja e nem há um meio de ser o quantitativo mas de preferência ou qualitativa para que possamos preservar o pouco daquilo que nos restou dos nossos antepassados
Enquanto o mundo se perde na corrida dos relógios, o precisamos sorrir para a vida, sabendo que amadurecer no axé não é envelhecer é tornar-se, a cada dia, mais humano, mais sábio e mais abençoado pela força dos orixás e o privilégio de ter descendentes para contar está história para os seus .
Boa semana e que Exú abra nossos caminhos para coisas boas sempre, caso necessário, atinja o pássaro "amanhã com a pedra arremessada ontem".
Entendedores conhecem este itã
Texto
Terreiro Pai Leandro Nação Cabinda
Babalorixá & Escritor