15/01/2026
O Grito da Consciência
Quando vivemos na subserviência, de cabeça baixa, aceitando imposições, comandos e ordens sem questionar, somos facilmente julgados como pessoas maravilhosas, amadas por todos — os famosos “bonzinhos”.
Mas esse amor, muitas vezes, é apenas aparência. Não é por quem somos, e sim pelo que oferecemos: silêncio, obediência e disponibilidade irrestrita. Somos tratados como servos, usados ao bel-prazer de quem se aproveita da nossa boa vontade.
O despertar acontece quando percebemos que esse amor é uma ilusão. Quando começamos a nos posicionar, a reconhecer nosso valor e a não permitir mais que nos usem ou manipulem, tudo muda.
Passamos a dizer não. As imposições cessam. As palavras se tornam medidas. O respeito, antes inexistente, passa a ser exigido.
É nesse momento que florescemos. Tornamo-nos donos das nossas vontades e conscientes de que merecemos respeito. E, paradoxalmente, é também nesse momento que começamos a perder supostos amigos — talvez todos.
Ouvirá frases como: “Fulano mudou”, “Deus me livre, ficou diferente”, “Não quero mais saber dele”.
Seremos julgados como pessoas ruins, quando, na verdade, apenas deixamos de ser tapete.
Os que nos acusam, muitas vezes, eram as verdadeiras aves de rapina, que se alimentavam da nossa submissão.
Por isso, dê o seu grito de libertação. Ele pode doer, mas liberta.
E tenha certeza: você terá o aval de Deus.
Gratidão, Senhor!
Um bom dia a todos!
Wilton Pereira de Araujo