22/01/2026
Edifício Residencial Poema
Ano do Projeto: 2021
Área: 3857,15m2
Autor: Ronaldo da Cunha
O Edifício Poema nasce da síntese entre matéria, luz e tempo. Sua fachada é uma composição precisa de concreto, tijolo e vidro — três elementos essenciais que dialogam entre si para criar uma arquitetura contemporânea, sólida e sensível ao mesmo tempo.
O concreto aparente estrutura e desenha o edifício com clareza e honestidade construtiva. Ele revela a força da forma, marca os planos horizontais e verticais e confere identidade atemporal à edificação. É o elemento que sustenta o conjunto, traduzindo permanência, rigor e equilíbrio.
O tijolo surge como contraponto humano e acolhedor. Sua textura e tonalidade aquecem a composição, aproximando o edifício da escala urbana e do cotidiano. Mais do que um revestimento, o tijolo conecta o Poema à tradição construtiva, trazendo memória, ritmo e profundidade visual à fachada.
O vidro, por sua vez, introduz leveza e transparência. Grandes panos envidraçados permitem que a luz natural atravesse os ambientes, criando interiores claros, fluidos e integrados à paisagem. A relação entre interior e exterior se torna direta, franca e elegante, valorizando a experiência de quem habita o edifício.
No conjunto, o Edifício Poema é uma arquitetura que não busca excessos. Cada material tem um papel claro, cada detalhe contribui para uma leitura limpa e sofisticada. É um edifício que se impõe pela qualidade do desenho, pela sinceridade dos materiais e pela harmonia entre estrutura, função e estética.
Poema não é apenas um nome — é a tradução arquitetônica de um gesto contido, preciso e duradouro, onde concreto, tijolo e vidro se organizam como versos de uma mesma linguagem: a da boa arquitetura.
Co autores: Mariana Silva da Cunha