27/06/2024
Novo estudo publicado! The study compares the reef fish community structure of the three tropical islands on the Mid-Atlantic Ridge: St. Paul's Rocks, Ascension Island, and St. Helena.https://doi.org/10.1016/j.marenvres.2024.106611
16/10/2023
Book review: Brazilian Reef Fishes Book is the Most Comprehensive Reference to Date
Brazilian Reef Fishes Book is the Most Comprehensive Reference to Date | Reef Builders | The Reef and Saltwater Aquarium Blog
We knew this book would be good, but we didn’t know just how good it would be until we downloaded a preview from the publisher. Peixes Recifais Brasileiros, or Brazilian Reef Fishes, is a brand-new…
18/01/2022
O mestrado da nossa querida Angela Canterle virou um paper publicado na Marine Biology! Ela e seus colaboradores investigaram o nicho ecológico de duas espécies de peixes recifais criptobentônicos de parentesco próximo, o e o . Esses peixes estão separados há milhões de anos em diferentes continentes, mas aqui no sul do Brasil elas coexistem naturalmente! (Imagem 2)
Durante seu mestrado, a Angela avaliou a dieta, a seleção do habitat e a distribuição dessas espécies quanto a temperatura e profundidade nos recifes. Para entender se essas espécies estão coexistindo usando os mesmos recursos, ou seja, será que elas estão presentes nos mesmos locais? Se alimentam das mesmas presas?
Como resultados, viram que a temperatura se revelou um fator mais distintivo, já que em água frias foram encontrados mais , enquanto em águas quentes havia mais (Imagem 3).
Já a dieta mostrou que eles comem as mesmas coisas, apresentando uma dieta onívora, composta principalmente de crustáceos e algas.
A distribuição das espécies quanto a seleção da profundidade e do substrato não apresentou grandes diferenças entre si. No entanto, escolheu o habitat zoantídeos (principalmente o coral baba-de-boi), enquanto escolheu ficar nas algas calcárias incrustantes.
Cruzando todas essas informações para analisar a relação do nicho entre essas duas espécies, o trabalho revelou como há uma alta sobreposição do nicho delas. Isso sugere que a coexistência delas possa não depender só de uma evolução na divergência do uso dos recursos, mas sim da história evolutiva das espécies. Isso porque como ambas têm um parentesco muito próximo, já que são do mesmo gênero, há a tendência de conservarem as características ecológicas de seu ancestral em comum ao longo do tempo.
Para acessar o trabalho: https://doi.org/10.1007/s00227-021-04009-4
📸: se alimentando de um camarão, registrado por Sergio Floeter
21/10/2021
Novo paper publicado no Proceedings of the Royal Society B - Biological Sciences! O estudo feito pela colaboração internacional de pesquisadores dos centros de síntese ecológica da França (CESAB) e do Brasil (ReefSYN, da SinBiose), mostrou uma quebra de paradigma no entendimento de como são formadas as comunidades de peixes recifais em escala global. Análises biogeográficas e macroecológicas anteriores já revelaram uma consistência na estrutura taxonômica de comunidades de peixes através dos recifes de coral do Indo-Pacífico, sugerindo certa regra na formação das comunidades.
No entanto, usando dados de distribuição global de 3.586 espécies de peixes recifais e os mais avançados modelos matemáticos de distribuição de espécies, nós encontramos sim gradientes marcados pela prevalência de atributos da história de vida - como classes de tamanho e dietas - através do gradiente global de biodiversidade. Isso em contraposição à uniformidade observada taxonomicamente por estudos anteriores.
Essa divergência encontrada agora na estruturação desses aspectos ecológicos é explicada por fatores históricos, tal como o isolamento do recife durante condições climáticas desfavoráveis no passado. Nós descobrimos que os peixes menores e que se alimentam de pequenos invertebrados são proporcionalmente mais importantes em áreas mais ricas, enquanto grandes peixes piscívoros, são mais representativos em recifes de áreas mais isoladas, como ilhas oceânicas.
Parravicini V., Bender, M.G. Villéger, S., Leprieur, F., Pellissier, L., Donati, F.G.A., Floeter, S.R., Rezende, E.L., Mouillot, D. & Kulbicki, M. (2021) Coral reef fishes reveal strong divergence in the prevalence of traits along the global diversity gradient. Proc. R. Soc. B 288: 20211712. https://royalsocietypublishing.org/doi/abs/10.1098/rspb.2021.1712
14/10/2021
Novo paper publicado na Coral Reefs! Thiony Simon e colaboradores buscaram compreender o papel dos montes submarinos para a dispersão e diversificação de comunidades marinhas. Para isso, utilizaram uma abordagem genética para testar diferentes modelos de dispersão marinha na cadeia Vitória-Trindade, entre a costa continental e a cadeia vulcânica composta por montes marinhos e ilhas oceânicas. Esse estudo ressaltou o papel dos montes submarinos para abrigar subpopulações que, por sua vez, permitem a colonização, diversificação e um processo de retorno da biodiversidade que nutre as populações fonte, com novidades evolutivas das regiões periféricas.
Um paper em homenagem ao grande cientista Thiony Simon!
Simon T, Pinheiro HT, Santos S, Macieira RM, Ferreira YSS, Bernardi G, Rocha LA, Floeter SR, Ferreira CEL & Joyeux JC (2021) Comparative phylogeography of reef fishes indicates seamounts as stepping stones for dispersal and diversification. https://link.springer.com/article/10.1007/s00338-021-02178-8
Edição gráfica: Jaqueline de Toledo
05/10/2021
Novo paper publicado no journal of Environmental Management! Pesquisadores do ICMBio, da UFSC e da UFF buscaram entender a efetividade ecológica das Unidades de Conservação Marinhas (UCM) brasileiras para a biodiversidade regional. Foram consideradas unidades de toda costa brasileira, tanto as mais restritivas, de proteção integral (Reservas Biológicas, Parques Ecológicos, Parques Nacionais, Estações Ecológicas), quanto as menos restritivas, de uso sustentável, (Áreas de Proteção Ambiental, Reservas Extrativistas) para comparar os efeitos de cada uma e os principais fatores que levaram à sua efetividade ou não. Com isso, observaram que as Unidades de Conservação Marinhas trouxeram um aumento de 17% na abundância de espécies, tamanho dos indivíduos, e diversidade da comunidade. Já as UCM de proteção integral, se comparadas às de uso sustentável, trouxeram aumento de 45% da biodiversidade. As unidades de uso sustentável precisaram de um longo período de proteção (+15 anos) e alto nível de conectividade para trazer efeitos positivos. Esse artigo traz formas valiosas para avaliar a associação dos impactos ecológicos das UCM com os fatores que indicam uma conservação efetiva.
Ferreira H.M., Magris R.A., Floeter S.R. & Ferreira C.E.L (2021) Drivers of ecological effectiveness of marine protected areas: A meta-analytic approach from the Southwestern Atlantic Ocean (Brazil). Journal of Environmental Management. https://doi.org/10.1016/j.jenvman.2021.113889
📸: Vista aérea da Reserva Biológica do Arvoredo, registrada por Thiago Fiuza
Edição gráfica: Jaqueline de Toledo
31/08/2021
Novo paper publicado na Journal of Fish Biology! Nele foi reportado uma sequência de avistamentos de Raias-Violas (Pseudobatos horkelii) aglomeradas sobre o fundo arenoso da Reserva Biológica do Arvoredo (SC), durante certos dias do verão em 3 anos distintos. É uma espécie criticamente ameaçada de extinção, portanto se já é difícil de avistá-la, conseguir encontrar elas reunidas em grupos tão grandes se mostra um fenômeno magnífico de ser preservado. Ainda mais porque essa aglomeração acontecendo sempre na mesma época em diferentes anos, sugere um possível local onde essas raias se encontram para reprodução. Isso reforça ainda mais a importância da Reserva Biológica do Arvoredo, que não só é um oásis para diversas espécies marinhas tropicais, como também um potencial local de reprodução dessa espécie criticamente ameaçada.
Link para a publicação científica: http://doi.org/10.1111/jfb.14880
Anderson, A.B., Fiuza T.M.J., Araujo G.S., Canterle, A.M., Canto L.M.C, Freitas, R.H.A, Gadig, O.B.F. & Floeter, S.R. (2021) A safe haven for potential reproductive aggregations of the critically endangered Brazilian guitarfish (Pseudobatos horkelii). Journal of Fish Biology. doi:10.1111/jfb.14880
📸: Thiago Fiuza e ICMBio
09/08/2021
Nova publicação científica na revista Functional Ecology! Lucas Nunes, Diego Barneche e colaboradores utilizaram a Teoria Metabólica da Ecologia, para elaborar um modelo que nos diz como a taxa de consumo alimentar em animais varia de acordo com o tamanho corporal, a temperatura do ambiente e a dieta. Para elaborar esse modelo, utilizaram dados de populações de peixes crípticos do gênero Ophioblennius coletados no Oceano Atlântico.
Nunes, L.T., Barneche, D.R., Lastrucci, N.S., Fraga, A.A., Nunes, J.A.C.C., Ferreira, C.E.L. & Floeter, S.R. (2021) Predicting the effects of body size, temperature and diet on animal feeding rates. Functional Ecology. DOI:10.1111/1365-2435.13872
📸: Ophioblennius macclurei registrado por Carlos Estape
04/06/2021
Novo paper publicado na Biological Invasions! Com muita tristeza, o estudo relata o encontro de 4 peixes-leão na costa brasileira, um animal exótico e invasor, originário do Indo-Pacífico, que trazem muitos danos aos ecossistemas que invadem. Anteriormente havia sido avistado apenas 2 indivíduos do gênero no Brasil, em Arraial do Cabo (RJ), enquanto o Atlântico Norte já sofre há 30 anos com a invasão e expansão da população desses peixes, dos Estados Unidos ao Golfo do México e Caribe. Esse trabalho é de extrema importância, por documentar e discutir como foi a chegada do peixe-leão no Brasil, além de indicar como mergulhadores e a comunidade pesqueira podem ajudar no combate desse agressivo invasor nos mares brasileiros.
Luiz, O.J., dos Santos, W.C.R., Marceniuk, A.P. et al. Multiple lionfish (Pterois spp.) new occurrences along the Brazilian coast confirm the invasion pathway into the Southwestern Atlantic. Biol Invasions (2021). https://doi.org/10.1007/s10530-021-02575-8
📸: Peixe-leão registrado por Sergio Floeter () em Akumal no Méxic
08/02/2021
Novo paper publicado na Ecology, sendo a maioria dos autores integrantes atuais ou antigos do LBMM! https://doi.org/10.1002/ecy.3298
Quimbayo e colaboradores criaram a maior base de dados da fauna de peixes recifais do Atlântico e Pacífico Leste, quanto atributos da história de vida, biogeográficos e de conservação dos organismo. Ela abrange 2.198 espécies pertencentes a 146 famílias e 655 gêneros de peixes recifais, distribuídos em 20 províncias marinhas, em recifes rochosos e biogênicos rasos até o mesofótico superior. Os autores compilaram os dados através de revisões cuidadosas de 104 checklists locais publicados entre 1982 e 2020, repositórios online, livros e monografia de família ou gêneros específicos. Esse banco de dados integrado e único oferece a oportunidade de explorar as questões ecológicas e evolutivas por diferentes escalas, e dá ferramentas à conservação das espécies baseados em seus aspectos.
Life‐history traits, geographical range, and conservation aspects of reef fishes from the Atlantic and Eastern Pacific (2021) Quimbayo JP, Silva FC, Mendes TC, Ferrari DS, Danielski SL, Bender MG, Parravicini V, Kulbicki M & Floeter SR. Ecology Data Paper
Diagrama central: Fernanda Silva ()
Edição gráfica: Jaqueline de Toledo ()