A ACADEMIA BRAZUKA JIU-JITSU, surgiu em Porto Alegre no ano de 1994, quando no início daquele ano eu procurava uma academia para treinar,pois estava recém chegado a capital gaúcha transferido do Rio de Janeiro. Chegando a uma academia no centro de Porto alegre para me matricular verifiquei que não havia uma faixa preta responsável pelos treinos e fui convidado pelo proprietário da academia para as
sumir os treinos, resolvi aceitar o desafio comecei a ministrar aulas nessa academia e após um breve período resolvi sair e seguir meu caminho sozinho, recebi uma proposta de sociedade com um amigo chamado Giovani que também era meu aluno e no mês de setembro de 1994, com uma área de 100m2 inauguramos as instalações da ACADEMIA BRAZUKA DE JIU-JITSU. Na época existiam poucas academias que ministravam aulas dessa arte marcial, rapidamente passei a contar com algumas dezenas de alunos oriundos da academia anterior, situava-se na Avenida Mauá. As aulas de todos os períodos do dia eram lotadas e os resultados em competições falavam por si: o trabalho estava sendo executado de forma perfeita. Em Dezembro de 1998, por problemas de cunho profissional, tive que retornar ao Rio de Janeiro – a capital mundial do Jiu-jitsu. Mesmo oferecendo suporte aos alunos mais antigos para que tocassem o projeto, a maioria migrou para outras equipes ou simplesmente abandonou a arte. No Rio de Janeiro, aprimoro minhas técnicas, através de treinos no QG da Academia FADDA, com o grande Mestre Hélio FADDA, Mestre Sérgio Bastos e demais professores dessa academia. Dedico-me a docência a apenas um seleto grupo de amigos militares da Força Aérea Brasileira. Em 2007, por um destes acasos do destino, encontrei o faixa marrom Solon Mateus, que já havia treinado em diversas equipes do Rio, mas que principalmente, teve como primeiro professor um dos melhores alunos meu em Porto Alegre: Jurandir Teixeira (entre os anos de 1997 e 2000). Com o auxílio do Solon, iniciou-se neste ano a reestruturação da Brazuka Jiu-Jitsu no Rio de Janeiro. A metodologia de ensino da equipe é bastante abrangente. Ao receber um novo aluno, procura-se saber quais os objetivos deste em relação à modalidade. Os alunos são estimulados a aproveitar suas potencialidades ao máximo, não deixando, porém, de solidificar seus pontos fracos. Não abrimos mão de alguns pontos fundamentais que alicerçam a prática do Jiu-jitsu: aquecimento, alongamento, rolamentos, repetição de técnicas já conhecidas, ensino de novas técnicas, treino específico e o combate propriamente dito. Procuramos passar valores morais saudáveis ao convívio social de cada indivíduo. Conceitos como respeito, humildade, ética e honra são passados de forma explícita e implícita. Durante as sessões de treinamento o clima de camaradagem é estimulado. É citado frequentemente a importância de se manter a integridade física de cada praticante. É lembrado que cada um ajuda no desenvolvimento técnico dos outros e vice-versa. Técnicas básicas do Jiu-jitsu clássico são priorizadas, sem renunciar às novidades desta arte em contínua evolução. O sistema de graduação segue critérios rigorosos, baseado no regulamento da CBJJ/IBJJF como avaliação de detalhes extra academia, inclusive. Mesmo o indivíduo que apresentar uma performance fora de série no tatame não trocará de faixa se não apresentar conduta íntegra, condizente com o que prega a filosofia da equipe. Atitudes que denigram a imagem da academia e do Jiu-Jitsu não são toleradas; indivíduos relacionados a isto, podem inclusive ser expulsos da equipe. Estamos abertos a propostas de filiação de equipes. Independentemente do estado e preenchendo algumas exigências estipuladas, outras academias podem passar a integrar a família Brazuka. Para finalizar agradeço a todos que de uma maneira ou de outra fizeram e fazem parte desse trabalho em prol do Jiu Jitsu Brasileiro.