26/06/2026
Tomar a mãe não é o mesmo que obedecê-la cegamente, não é esquecer o que não foi bom viver ao lado dela…
Tomar a mãe é olhar para o que você experimentou na convivência com ela, perceber que aquilo que não foi prazeroso foi o que essa mãe tinha pra oferecer. É olhar pra mãe como uma mulher comum, com qualidades e defeitos. Entender que a história que vocês viveram/vivem juntas lhe constitui. Fez e fará parte de você SEMPRE. Por isso é inútil negar. Foi assim. Foi o que pôde ser, dentro do contexto que se apresentava naquele momento da história de vocês.
E, a partir dessa rendição aos fatos. Você está preparada pra TOMAR a sua mãe. Entendendo que TUDO O QUE ACONTECEU CONSTITUI E EXPLICA QUEM VOCÊ É. A partir dessa tomada de consciência, você passa a decidir, o que mantém (as partes saudáveis da sua mãe) e aquilo que você deixa com ela (o que não deseja repetir, as escolhas equivocadas que lhe fizeram sofrer).
Sempre propomos repetir, em voz alta, as frases:
“Mãe, eu vejo você. Agradeço a vida que chegou até mim, através de você. Eu tomo a sua força e tudo de bom que aprendi contigo. Mas, deixo com você aquilo que entendo que não me serve. Por isso eu peço a sua benção, quando você perceber que eu estou fazendo outras escolhas, porque de agora em diante, eu me permito fazer um pouco diferente do que sempre foi escolhido na nossa família.”
Telma Cardoso