09/03/2015
Em homenagem aos 38 anos da Escola Estadual Aparício Alves Murta, comemorado neste 9 de março, deixo aqui a história do seu patrono. O texto tem como fonte o belo trabalho de Hadassa Martins Ferraz, intitulado “História da cidade de Umburatiba – MG: uma jornada em construção”. Conforme esta obra, Aparício Alves Murta nasceu na cidade de Joaíma, também em Minas (na região de Araçuaí, hoje Jequitinhonha). Descendo 119 quilômetros para o Sul, passou por Fronteiras dos Vales, Águas Formosas até se estabelecer como o primeiro farmacêutico do então próspero distrito de Barra das Umburanas (como foi chamado até 1943, passando a partir daí para Umburatiba). Naquela época, farmacêutico cumpria a função de médico, onde este não existia. Era o caso da “Barra” e era o caso do senhor Aparício, que ficava responsável por diagnosticar doenças, receitar medicamentos, aplicar injeções e outras atividades típicas da profissão. Chegou solteiro, mas bons partidos não ficam nesta condição por muito tempo. Logo se interessou por Crizontina G. de Oliveira (Zó) (ou vice-versa), com quem viria a se casar. Agora não precisaria mais fazer suas refeições na casa de dona Izalina, como era hábito até então. Da bela união com Zó nasceriam três filhos: Creuza, Aparício Júnior e Creuma. Mas esta não é uma história de amor com final feliz. A grande doença da época era a tuberculose (conhecida como peste branca), que matou lentamente e dolorosamente milhares de brasileiros na primeira metade do século XX. Era também a da grande adversária do farmacêutico, que heroicamente buscava ajudar seus pacientes em um tempo em que ainda não existiam antibióticos. Acabaria ele próprio vítima do mal que tanto combateu. Mas graças à homenagem feita a ele, ao batizar a escola da cidade com o nome daquele pioneiro farmacêutico de Joaíma, o nome do senhor Aparício Alves Murta permanece vivo na história de Umburatiba.