No dia 4 de dezembro de 1902, os cinco primeiros Irmãos Maristas, todos franceses, chegaram a Uberaba para assumirem uma escola da diocese, que funcionava onde hoje é o Marista. Dom Eduardo Duarte Silva foi o bispo responsável por trazer os Maristas para nossa cidade. O casarão da escola foi transformado em colégio para alunos internos e externos e teve uma parte reservada para a residência da comunidade religiosa dos Irmãos. A escola deveria ser chamada de Colégio Sagrado Coração de Jesus, mas o povo continuou chamando-a de Colégio Diocesano. As aulas tiveram início dia 3 de fevereiro de 1903, com 86 alunos, internos e externos. Com um ano sob a direção dos Maristas, o Diocesano foi equiparado ao Pedro II, do Rio de Janeiro, pela qualidade do ensino, podendo seus alunos entrar direto em qualquer curso superior do Brasil, sem terem de fazer exame vestibular. Quando os Maristas chegaram, no começo do século passado, Uberaba tinha cerca de 20.000 habitantes. Os alunos internos vinham de longe, levando cerca de 30 dias, a cavalo, para chegar aqui, por estradas de terra. Durante os 3 primeiros anos não havia luz elétrica na cidade. Uberaba era ligada a Franca, São Paulo e Rio, por estrada de ferro. Construções: garantindo a estrutura física
Em 1958 foi demolido o casarão inicial, do tempo de Dom Eduardo. O prédio onde atualmente está a biblioteca é da década de 1920. A capela e o prédio da portaria são de 1944. A construção onde estão os laboratórios e o judô data da década de 1960. O Ginásio Marista foi inaugurado em 1988. O Marista de hoje tem 32.000 m2 de área construída e 35.000 m2 de terreno. Ele é fruto do sacrifício e da abnegação dos primeiros Maristas que implantaram em Uberaba esta bela estrutura física, e que se empenharam em formar bons cristãos e virtuosos cidadãos. Os ex-alunos maristas estão espalhados pela região do Triângulo Mineiro, Goiás, São Paulo. Preocupados com a qualidade do ensino, os Maristas trouxeram da Europa aparelhos de física, química e biologia para os laboratórios. Criaram a editora FTD para seus alunos terem bons os livros didáticos. O mérito é deles, do primeiro diretor Irmão Gondulfo, ao Irmão Eugênio Franco de Jesus, último diretor Marista. A partir de 1984 os diretores não são religiosos membros do Instituto dos Irmãos Maristas, mas são professores leigos. O Colégio Marista Diocesano continua pertencendo aos Irmãos Maristas que traçam suas diretrizes pedagógicas e religiosas e o gerenciam financeiramente. O colégio na atualidade: os mesmos valores de sempre. Em 2003 o Marista Diocesano celebrou festivamente seu centenário. Um monumento, em placa de ferro, de dois metros de altura, na Praça Dom Eduardo, da autoria do artista plástico uberabense Demilton Dib, oferecida pela Prefeitura, marca e comemora esta data. Desde sua fundação até 1970 o Diocesano atendia a alunos internos e externos e era só para meninos. O alunado atual é composto, em média, por 55% de meninos e rapazes e 45% de meninas e moças. Tanto entre os alunos, como entre os professores, há pessoas de outras religiões, além da católica. Entretanto o Marista afirma sua identidade católica e oferece às famílias a oportunidade de participar de celebrações religiosas na sua bonita capela. Há duas aulas de ensino religioso por semana, para todas as turmas, mas não são aulas de catequese. Sensível aos apelos atuais da Igreja católica e da sociedade, o colégio dá aos seus alunos a oportunidade de participarem de projetos sociais e ambientais, em grupos juvenis ou grêmio.