27/08/2026
Às vezes, penso que ser psicólogo é como ser um farol.
O farol não escolhe o destino de ninguém, não determina a rota nem atravessa o mar por quem navega. Permanece firme, lançando luz sobre o que a escuridão escondia.
Na psicoterapia, é assim. A pessoa chega envolta em dúvidas, tentando compreender o que sente, vive e pode escolher. Nosso trabalho não é oferecer respostas prontas, mas iluminar padrões, feridas, necessidades e possibilidades.
Não conduzimos o barco nem escolhemos o porto. Oferecemos luz para que cada pessoa reconheça o próprio caminho e decida, com mais clareza, para onde seguir.
Talvez seja isso que mais me encanta na psicologia: não salvamos ninguém. Acompanhamos.
Permanecemos ao lado, com presença e escuta, enquanto alguém reencontra em si a coragem, a direção e a possibilidade de continuar navegando.
Estar presente nesse reencontro com o próprio caminho é um dos maiores privilégios que uma profissão pode oferecer.
Hoje, no Dia da Psicólogo, celebro esse privilégio: ser presença quando alguém precisa de luz.