Paola Otaran - Psicóloga CRP 07/24336

Paola Otaran - Psicóloga CRP 07/24336 Psicóloga Clínica CRP 07/24336

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Tramandaí Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental

Psicóloga graduada pela Universidade do Extremo Sul Catarinense/ UNESC [2009-2014] , mestranda em Psicologia Clínica pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos/ UNISINOS [2016-2017].

Às vezes, penso que ser psicólogo é como ser um farol.O farol não escolhe o destino de ninguém, não determina a rota nem...
27/08/2026

Às vezes, penso que ser psicólogo é como ser um farol.

O farol não escolhe o destino de ninguém, não determina a rota nem atravessa o mar por quem navega. Permanece firme, lançando luz sobre o que a escuridão escondia.

Na psicoterapia, é assim. A pessoa chega envolta em dúvidas, tentando compreender o que sente, vive e pode escolher. Nosso trabalho não é oferecer respostas prontas, mas iluminar padrões, feridas, necessidades e possibilidades.

Não conduzimos o barco nem escolhemos o porto. Oferecemos luz para que cada pessoa reconheça o próprio caminho e decida, com mais clareza, para onde seguir.

Talvez seja isso que mais me encanta na psicologia: não salvamos ninguém. Acompanhamos.

Permanecemos ao lado, com presença e escuta, enquanto alguém reencontra em si a coragem, a direção e a possibilidade de continuar navegando.

Estar presente nesse reencontro com o próprio caminho é um dos maiores privilégios que uma profissão pode oferecer.

Hoje, no Dia da Psicólogo, celebro esse privilégio: ser presença quando alguém precisa de luz.

Quando vivemos experiências repetidas de crítica, rejeição, abandono, invalidação emocional ou excesso de cobrança, noss...
24/06/2026

Quando vivemos experiências repetidas de crítica, rejeição, abandono, invalidação emocional ou excesso de cobrança, nosso cérebro busca maneiras de nos proteger da dor.

É aí que surgem as estratégias de sobrevivência.

Na Terapia do Esquema, chamamos isso de estratégias desadaptativas de enfrentamento.

Elas não surgem porque você é fraca, difícil ou problemática.

Elas surgem porque, em algum momento da sua história, foram a melhor solução que você encontrou para lidar com a dor.

Mas crescer emocionalmente signif**a perceber que você não precisa continuar vivendo pelas regras que criou para sobreviver.

Você pode aprender novas formas de se relacionar consigo mesma e com quem ama.

11/06/2026

O outro pode ter participação no problema.

Mas enquanto a solução depender apenas dele, você continua presa no mesmo lugar.

09/06/2026

Muitos casais acreditam que brigam por causa dos problemas. Na prática, o que costuma machucar mais é a forma como esses problemas são discutidos.

Qual desses padrões você percebe com mais frequência nos relacionamentos? 👇🏻

Você pendurou a sua régua no teto e talvez isso esteja custando a leveza do seu relacionamento.Na Terapia do Esquema, ex...
19/05/2026

Você pendurou a sua régua no teto e talvez isso esteja custando a leveza do seu relacionamento.

Na Terapia do Esquema, existe um esquema chamado Padrões Inflexíveis/Crítica Excessiva, marcado por uma necessidade intensa de manter padrões muito elevados para sentir que algo está “certo”, “adequado” ou “bom o suficiente”.

E nos relacionamentos isso costuma aparecer de forma muito sutil:

“Se me ama, deveria perceber sem eu precisar falar.”

“Eu faço tanto… por que o outro não faz igual?”

A questão é que padrões inflexíveis quase sempre vêm acompanhados de um estado de hipervigilância para falhas. Ou seja: a atenção f**a direcionada para o que faltou, para o que não aconteceu, para o que poderia ter sido melhor.
E, aos poucos, o relacionamento deixa de ser vivido como espaço de encontro e passa a ser vivido como espaço de desempenho.
A outra pessoa começa a sentir que está sempre devendo algo. E a relação começa a carregar um peso difícil de sustentar: a sensação constante de insuficiência.
Por que ninguém consegue relaxar quando sente que está sendo testado o tempo todo.

15/05/2026

Você nunca se relaciona apenas com quem a pessoa é hoje.
Você também se relaciona com as dores, aprendizados, medos e feridas que vieram antes de você.
Conhecer a história do outro muda a forma como o amor é vivido.

12/05/2026

Relacionamentos saudáveis não são feitos só de amor.
São feitos da capacidade de continuar olhando um para o outro com compaixão, até nos dias difíceis.

04/05/2026

Porque existe uma contribuição que não aparece.

Não tem boleto.
Não tem recibo.
Não tem nome.

Mas sustenta tudo.

É quem pensa antes de todo mundo.
Quem lembra do que ninguém lembra.
Quem organiza, antecipa, resolve… sem precisar ser pedido.

E no começo, isso até parece natural.

Mas com o tempo… vira acúmulo.

Porque quando o que você faz não é visto…
não é reconhecido…
não é dividido…

isso não desaparece.

Isso vira cansaço.
Vira silêncio.
Vira ressentimento.

Vira uma ferida.

E o mais delicado é que, do outro lado, muitas vezes…
nem existe a intenção de machucar.

Existe só a falta de consciência.

Um achando que está fazendo muito.
O outro sentindo que está fazendo tudo.

E é nesse desencontro que a relação começa a desgastar.

Não por falta de esforço.
Mas por falta de leitura do que realmente sustenta a vida a dois.

Porque relacionamento não se mede só pelo que é visível.

Se sustenta no invisível também.

E quando isso não entra na conta…
alguém começa a pagar caro emocionalmente

04/05/2026
Dependência emocional não é amar demais.É amar com medo.É quando uma parte sua ainda acredita que, para ser amado, preci...
19/04/2026

Dependência emocional não é amar demais.
É amar com medo.

É quando uma parte sua ainda acredita que, para ser amado, precisa se moldar, ceder ou até se perder.

Só que esse padrão não surgiu do nada. Ele foi aprendido, muitas vezes como uma forma de se adaptar ao que era possível lá atrás.

A boa notícia é que o que foi aprendido também pode ser transformado.

Quando você começa a construir uma base emocional mais segura dentro de si, o relacionamento muda de lugar e deixa de ser sobrevivência… e passa a ser escolha.

E me conta: você se reconhece mais na necessidade de agradar ou no medo de perder?

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