Hoje recebi um vídeo da Lis, aos 6 anos, tocando ao piano um pequeno trecho de uma música.
Nada extraordinário para quem vê de fora. Algumas notas, ainda tímidas, de quem está apenas começando.
Mas confesso que me emocionei.
Talvez porque, enquanto a via dedilhar aquelas teclas, pensei em quantas coisas importantes da vida começam exatamente assim: pequenas demais para parecerem importantes.
Um livro começa na primeira página.
Uma carreira, nos primeiros aprendizados.
Um grande projeto, numa tentativa quase imperceptível. Os estudos, em um quartinho “apertado” (como bem disse uma amiga minha…rs)
E uma música… nas primeiras notas.
O problema é que costumamos admirar as grandes conquistas e esquecer o tamanho dos passos que um dia deram início a elas.
Por isso é tão importante começar. E, depois de começar, continuar…continuar…continuar..( que nem o peixe Nemo).
Mesmo quando o resultado ainda não aparece (“….continue a nadar..”)
Mesmo quando ninguém aplaude.
Mesmo quando parece que estamos avançando pouco.
Talvez resiliência seja justamente isso: continuar acreditando quando o nosso primeiro passo ainda é pequeno demais para revelar até onde podemos chegar.
Hoje foram apenas algumas notas ao piano. Dedinhos pequenos e frágeis…
E está tudo bem.
Professor Ilimane
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Eu tinha pouco menos de 20 anos quando minha mãe me mostrou essa imagem.
Confesso que demorei alguns dias pra entender…
Mas, quando entendi, nunca mais esqueci.
E você? O que essa imagem diz para você? A imagem vale mais que mil palavras, né?
Confesso que ri muito quando ouvi essa música.
Mas ela me fez refletir sobre algo maior.
É curioso como, muitas vezes, atribuímos ao dinheiro a responsabilidade de resolver problemas que nunca foram financeiros.
Um patrimônio pode trazer conforto.
Pode proporcionar experiências extraordinárias.
Pode ampliar a liberdade de escolha.
Tudo isso tem preço, mas o valor é relativo.
Ha coisas que pertencem a outra dimensão da vida.
Relacionamentos.
Presença.
Propósito.
Paz.
Talvez seja por isso que, antes de escolher uma profissão, um cargo ou uma fonte de renda, eu prefira fazer uma pergunta diferente:
Que vida você deseja construir?
Porque a verdadeira realização não está apenas em conquistar mais.
Está em garantir que cada conquista esteja a serviço da vida que você escolheu viver.
“Faculdade ou renda?”
Essa é, de longe, uma das perguntas que mais recebo de jovens e pais.
E quase nunca respondo de imediato.
Porque, na verdade, essa nem é a primeira decisão.
Antes de escolher uma profissão, existe uma pergunta muito mais importante:
Que vida você deseja construir?
A profissão é apenas um dos caminhos.
O destino é a vida que você quer viver.
Enquanto alguns jovens podem planejar o futuro com tranquilidade, outros precisam, antes de tudo, resolver o presente.
Por isso, não acredito em respostas prontas.
Acredito em escolhas conscientes.
Cada pessoa tem uma realidade, uma história e um ponto de partida diferente.
É exatamente por isso que este perfil existe.
Não para dizer qual profissão você deve escolher.
Mas para ajudar você a tomar decisões que façam sentido para a vida que deseja construir.
Agora quero saber a sua opinião:
Se você tivesse 17 anos hoje, o que priorizaria?
🎓 Faculdade?
💼 Renda?
21/07/2026
Com frequência, jovens e pais me perguntam:
“É melhor fazer um concurso ou prestar vestibular?”
Curiosamente, quase nunca respondo essa pergunta de imediato.
Porque ela parte da premissa errada.
Antes de escolher uma profissão, acredito que existe uma decisão ainda mais importante:
Que vida você quer construir?
Enquanto alguns jovens podem planejar o futuro, outros precisam resolver o presente.
É por isso que não existe uma resposta pronta.
Existem pessoas diferentes, histórias diferentes e caminhos diferentes.
É justamente sobre isso que este perfil existe.
Não para dizer qual profissão escolher. Longe de mim…rs !
Mas para ajudar você a tomar decisões que façam sentido para a vida que deseja viver.
E agora eu quero ouvir você:
Se tivesse 17 anos hoje, priorizaria uma faculdade ou buscaria renda primeiro?
A maior conquista da Isadora não foi a aprovação.
Esta semana, minha prima Isadora, de apenas 16 anos, foi aprovada na EPCAR e na EEAR, mesmo ainda cursando o 2º ano do ensino médio.
A aprovação impressiona.
Mas, para mim, ela não foi a maior conquista.
A verdadeira vitória começou muito antes da prova.
Começou quando Isadora decidiu que não queria apenas concluir o ensino médio. Ela escolheu construir uma direção para a própria vida.
Enquanto muitos jovens ainda esperam descobrir o que querem fazer, ela começou a agir.
Entrou em um cursinho.
Passou a conviver com pessoas que tinham o mesmo objetivo. Sim! Achar a sua “tribo”faz diferença.
Criou um ambiente favorável ao crescimento.
Desenvolveu disciplina.
Aprendeu a abrir mão do conforto imediato.
Dias antes da prova, escreveu uma carta para si mesma.
Ao lê-la, não encontrei pedidos de sucesso.
Encontrei compromisso.
Ela escreveu sobre Deus, sobre honrar os pais, sobre disciplina, limites e dedicação aos estudos.
Aquilo reforçou uma convicção que venho amadurecendo:
o maior desafio dos nossos jovens talvez não seja escolher uma profissão.
Seja construir uma direção.
Profissões mudam.
O mercado muda.
Mas disciplina, caráter, responsabilidade e capacidade de tomar boas decisões continuam sendo qualidades que nunca saem de moda.
Não sei se Isadora seguirá carreira militar.
E isso, sinceramente, é o que menos importa.
O mais importante é que, aos 16 anos, ela já entendeu algo que muitos adultos ainda não compreenderam:
O futuro não começa quando surge uma oportunidade.
O futuro começa quando decidimos nos transformar na pessoa capaz de aproveitá-la.
Parabéns, Isadora!
Seu exemplo vale muito mais do que qualquer aprovação.
Talvez o maior presente que pais e escolas possam oferecer aos nossos jovens seja este: não decidir o futuro por eles, mas ajudá-los a construir uma direção.
“Direção sempre será mais importante do que velocidade.”
Meu filho terminou a escola no mês passado.
E eu, que passei boa parte da vida ensinando e orientando alunos, me vi diante de uma constatação curiosa: quando se trata do futuro de um filho, a gente também não tem todas as respostas.
Acho que essa é uma das coisas mais desafiadoras da paternidade.
Durante muitos anos, a gente acompanha de perto. Orienta os estudos, cobra responsabilidade, conversa sobre escolhas, dá conselhos, às vezes acerta… outras vezes nem tanto. 😅
Até que chega um dia como esse.
O filho está ali, diante de você, com um diploma na mão, uma etapa importante concluída e uma vida inteira pela frente.
E, como pai, a gente olha para ele com muito orgulho, claro. Mas também com um monte de perguntas. Sobram dúvidas…
Faculdade? Qual carreira? Onde estudar? Que caminho seguir? Até onde orientar? Setor público ou privado? Quando é hora de dar opinião e quando é hora apenas de ouvir?
Enfim… e agora?
Tenho pensado bastante sobre isso nos últimos tempos. Não apenas por causa do meu filho, mas também pelos muitos jovens e pais que estão vivendo exatamente essa fase. Amigos e ex alunos reiteradamente adentram minha sala e indagam sobre o tema…
Talvez eu não tenha todas as respostas…na verdade, tenho certeza de que não tenho. Especialmente porque o mundo da minha jornada já não existe mais…😂. Sim, o jogo mudou…rs
Mas, depois de tantos anos ensinando, aprendendo e vivendo diferentes experiências profissionais, acho que posso contribuir com boas perguntas e algumas reflexões.
Por isso, quero começar uma conversa nova por aqui.
Escolhas. Faculdade. Carreira pública ou privada. Dinheiro. Medos. Sonhos. E futuro.
Sem receitas prontas.
Apenas conversas sinceras sobre uma pergunta que, cedo ou tarde, chega para todos nós:
E agora?
Há reencontros que nos lembram que a verdadeira riqueza da vida está nas pessoas que encontramos pelo caminho.
Hoje tive a alegria de receber no 5º Tabelionato de Notas de Teresina dois amigos muito especiais: Daniel Carnacchioni e Carlos Elias.
Mais do que juristas brilhantes, professores consagrados e referências nacionais do Direito Civil, eles representam uma parte importante da minha própria trajetória. Nossa amizade foi construída ao longo de muitos anos de convivência, trabalho, aprendizado e respeito mútuo.
Daniel Carnacchioni, magistrado do TJDFT, reúne conhecimento jurídico, equilíbrio, humildade e um admirável compromisso com a Justiça. Como professor, ajudou a formar gerações de profissionais do Direito e tornou-se uma das vozes mais respeitadas da área civilista no Brasil.
Carlos Elias, Consultor Legislativo do Senado Federal, é um intelectual brilhante e uma das maiores referências contemporâneas do Direito Civil. Sua inteligência, simplicidade e dedicação ao estudo são inspiradoras. Mas é sua amizade sincera e generosidade que mais me impressionam.
Enquanto conversávamos, refletia sobre como o Arquiteto do Universo é generoso ao permitir que compartilhemos nossa caminhada com pessoas tão singulares, talentosas e humanas.
Existem conquistas que não podem ser medidas por cargos, títulos ou patrimônio. Uma delas é o privilégio de cultivar amizades verdadeiras com pessoas que admiramos profundamente.
Recebê-los em Teresina foi um daqueles momentos que ficam guardados na memória e no coração.
Minha gratidão pela visita, pela amizade de tantos anos e por tudo o que representam em minha Jornada…
17/06/2023
O serviço público é frequentemente associado a um status e prestígio social distintos. Os servidores públicos são valorizados pela estabilidade, segurança e respeito que a profissão proporciona na sociedade. Esse reconhecimento cria um vínculo emocional com a imagem e o prestígio do serviço público que naturalmente desmotiva a busca por outras formas de renda que não possuam a mesma carga simbólica. Sim! O glamour aindatem seu peso. É difícil lembrar que o salário atual já não é suficiente para as despesas mensais quando o ofício dirigido a você termina assim: “Na oportunidade, renovo votos de apreço e distinta consideração”. Mas infelizmente essa sensação de grandeza traz uma desvantagem considerável, ofusca a visão do futuro.
Comumente, aqueles que cogitam gerar renda adicional fora desse ambiente enfrentam uma barreira psicológica resistente. O conforto, o medo de perder o status e o prestígio conquistados, juntamente com a pressão social e a opinião dos colegas, se tornam fatores limitantes para explorar novas oportunidades e diversificar a fonte de ganhos.
Além disso, essa barreira psicológica não é a única que os servidores públicos enfrentam. Existem outros obstáculos que podem restringir a busca por melhores alternativas. Entre eles, destacam-se o receio do desconhecido, a sensação de segurança oferecida pelo próprio serviço público e a resistência à mudança. A má notícia é que esses fatores combinados tendem a ganhar musculatura com o passar dos anos. Por isso, não é incomum ouvir a seguinte frase nos corredores dos órgãos públicos: “...pra mim não compensa mudar, estou no final da carreira...”. No fundo, essa frase denuncia orgulho e ao mesmo tempo camufla o medo de ousar, de ir além.
28/04/2023
Existem inúmeros mecanismos jurídicos de planejamento sucessório. O valor, a natureza, a quantidade dos bens envolvidos e, é claro, a intenção do atual proprietário é que determinam qual decisao deve ser tomada. O hit do momento, holding, está para os profissionais do direito como a virose está para os médicos. 😉
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