10/07/2015
É necessário que a escola e professores excluam dos seus discursos a associação de mero caráter negativo com relação ao 'texto': o 'continuum tecido sonoro de palavras', ao associarem-'no' como 'atividades punitivas', impedindo, assim, que alunos, futuramente, não concebam ao ato gráfico (redação) uma conotação medonha e ameaçativa, passando, portanto, a tê-lo como atos libertadores, tais como 'poetas' que diante de determinadas classes de palavras (artigo, numeral, pronome, substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, preposição, interjeição) ludicizam-'nas' (não encaram como pedras no sapato), desaprisionando seus sentimentos impressos no íntimo por meio da prática dos lindos e belos léxicos (a prática da libertação).
'O texto não aprisiona, ele, na verdade, liberta. Para isso, temos que desconstruir esta concepção obscura, construída antes sem qualquer intenção propositiva, tendo em mente que as palavras (morfologia) são apenas peças de um quebra-cabeça que, na sua montagem (sintaxe), resultam expressivamente sentidos próprios (semântica) e diferentes, podendo torná-las mais bonitas (Estilística) por meio da mutação de sons parecidos (Fonética). A Língua como realidade humana é maravilhosa e simplesmente perfeita."
SEGUE UM EXEMPLO DO JOGO COM AS PALAVRAS:
"Diante da realidade capitalista, é importante saber que o 'valor monetário', a moeda, a compra, representa, simboliza o 'poder'. Mas, frente a este, também, tem-se, em contrapartida, o valor do amor. Diante destes dois valores diferentes, torna-se válido afirmar uma 'única' verdade: 'se existe, de fato, alguma diferença entre ambos os valores referenciados (valor monetário X valor do amor), é que, no amor, não tem preço e para Deus, a moeda tem outra face." (Citação de responsabilidade do autor, inspirada, por meio da apresentação teatral - Grupo Dionísio's de Taquarituba-SP)
Bento Júnio de Almeida Prado
Orientador / Professor
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