17/08/2022
Narcisismo é um conceito freudiano baseado no mito grego Narciso, que se apaixona por si mesmo ao ver o seu reflexo em um lago, é tragado pela sua própria imagem e some nas águas. A partir deste mito, Freud faz uma analogia para compreender a formação do Eu.
Para a psicanálise, o Eu não surge com o nascimento, mas sim de um novo ato psíquico: o narcisismo. O narcisismo é uma fase do desenvolvimento das pessoas, em que verifica-se a passagem do autoerotismo, ou seja, do prazer que é concentrado no próprio corpo, para eleição de outro ser como objeto de amor. Essa transição é de extrema importância para que o sujeito o adquira a habilidade de conviver com aquilo que é diferente.
Freud dividiu o narcisismo em duas partes: o narcisismo primário, que é o momento em que o ego é eleito como objeto de amor. Ele se diferencia do autoerotismo, que é uma fase em que o ego ainda não existe.
E o narcisismo secundário, que consiste no retorno da afeição ao ego depois que ela foi destinada a objetos externos. De acordo com o pai da psicanálise, todas as pessoas são narcisistas em certo ponto já que elas contêm em si um ímpeto pela autoconservação.
Sendo assim, não podemos nos deixar confundir narcisismo com o transtorno de personalidade narcisista. Esse é um distúrbio em que uma pessoa tem uma ideia exagerada de sua própria importância.