18/09/2025
O senso comum adora dizer que pessoas como Dona Laurinha “desafiam o tempo”. Mas será que realmente entendemos o que é longevidade?
Desafiar o tempo não é viver muito. Desafiar o tempo é viver contra ele: ignorar seus ritmos, abusar dos excessos e desperdiçar os dias como se o corpo fosse eterno. Comer mal, dormir mal, pensar mal — e ainda se surpreender com as consequências.
Mas Dona Laurinha fez o oposto.
Ela não desafiou o tempo, ela cooperou com ele. Começou a nadar aos 70. Aos 100, bateu recorde. Aos 105, ainda nada. Não contra o tempo. Ela nada com o tempo. Com ritmo, constância, escuta e respeito.
Ela nunca quis ser exceção. Apenas se manteve participante ativa de sua própria existência. E isso muda tudo.
O tempo não é inimigo.
Ele só se torna inimigo para quem vive em desacordo com ele. Para quem escolhe consciência metabólica, inteligência celular e intenção, o tempo se torna um aliado.
Então, da próxima vez que cruzar com alguém como Dona Laurinha, não chame de sorte. Nem de milagre. Chame de consequência. Consequência de pequenos pactos diários com o corpo, de uma mente que nunca foi abandonada e de um espírito que entende que a verdadeira conquista não é prolongar a vida, mas sustentá-la por inteiro.