15/05/2026
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Esta página é um Memorial de várias gerações que passaram pela Escola, deixando suas histórias e lembranças
15/05/2026
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19/04/2026
EXPLOSÃO DE IDEIAS "Explosão de Ideias 💥 A mente é meu território — e o mundo, minha sala de aula. Aqui, a psicanálise encontra a filosofia, o coaching cruza com a arte, a música dialoga com a história, e até o xadrez vira metáfora da vida. Não sigo métodos prontos: construo caminhos. Este canal é um l...
14/04/2026
28/03/2026
E FEZ-SE A LUZ
Diz o início do livro de Gênesis que Deus criou os céus e a terra e que tudo parecia um grande caos.
Uma das primeiras frases ditas por Ele foi: “Haja luz.” E houve luz.
Mas vocês perceberam que a criação do Sol e da Lua — os luminares, aqueles que trazem a luz material — só aconteceu no quarto dia?
Que luz era essa?
Para mim, essa luz simboliza a luz do conhecimento.
A luz existencial que clarifica nossos pensamentos.
A luz da curiosidade, da descoberta, do encantamento de se saber humano, da convivência, da multiplicidade.
Andando pelos corredores da escola neste último final de semana, aquela imensidão de crianças comendo, correndo, gritando, rindo, falando alto, indo de um lado para o outro… pensei:
essa é a fotografia mais viva da vida.
Vida na sua crueza.
Na sua intensidade.
Isso cansa a nós, adultos, já envelhecidos.
Produz estresse na mente, nos ouvidos, no dia a dia.
Mas é a vida, gostemos ou não.
E, ao mesmo tempo, não deixo de compreender a realidade dos mestres.
Professores com 35, 40 alunos dentro de salas apertadas, quentes, barulhentas.
Esse é um grande desafio — e é algo que precisamos mudar, pelo bem daqueles que sustentam a base de tudo: os nossos educadores,( EMBORA EU TAMBÉM ATUE COMO PROFESSOR EM OUTRO CONTEXTO NA ESCOLA.)
Porque essa energia das crianças é positiva.
É pura.
É vida em estado bruto.
Mas, muitas vezes, o contexto, as obrigações e o espaço exíguo acabam transformando essa energia limpa em uma força, às vezes, destrutiva.
Não porque a vida seja negativa —
mas porque o ambiente não consegue acolher a sua potência.
A vida nunca foi equilíbrio.
A vida sempre foi assimetria.
Pulsão.
Há momentos onde o silêncio é fundamental —
mas são momentos para nos enchermos de energia e voltarmos ao movimento.
Vida não é apenas viajar pelo mundo, ter grandes aventuras ou infinitas possibilidades.
Vida é o caos acontecendo.
É a assimetria.
É o vento, a tempestade.
São os nascimentos e as mortes — tudo isso misturado.
E para enxergar e abraçar isso, é preciso coragem.
É isso.
A vida quer da gente coragem.
27/06/2025
O JANTAR DO FIM DO MUNDO.
**Jantares do Fim: Do Banquete de Ágaton ao Apocalipse Tech**
*416 a.C., Atenas.* Um jantar reúne mentes brilhantes para celebrar Eros, o amor, entre vinho e discursos. Fedro, Pausânias, Aristófanes e companhia tecem elogios à força que une os homens, à divina loucura que os eleva. Sócrates, é claro, desmonta tudo com ironia — o amor como falta, como busca do que nos completa. Mas ali, ao menos, celebrava-se uma *simulação* da tragédia, um concurso de palavras sobre o humano, não sua aniquilação.
*2025, Golden Gate.* Bilionários se reúnem sob o reflexo metálico da ponte — metáfora pronta para um futuro que já rui. O tema não é Eros, mas *Thanatos* automatizado: a AGI, a senha do apocalipse que eles mesmos digitam em seus algoritmos. Não há discursos sobre o que nos une, só silêncios calculados sobre o que nos deletará. O banquete moderno não celebra a tragédia: ele a patrocina.
**Dois jantares, dois fins.** No primeiro, mesmo na sombra da guerra e da peste, discutia-se o que *eleva* o homem. No segundo, entre *data centers* e contratos de confidencialidade, planeja-se o que o substituirá. Aristófanes contava que outrora éramos seres completos, até que Zeus nos partiu ao meio — e desde então vagamos em busca de nossa outra parte. Os tech-ceos de hoje não buscam metades: querem ser deuses *inteiros*, criando não amantes, mas órfãos digitais.
A ironia? Em 416 a.C., mesmo na brincadeira, sabia-se que o amor era *problema* — algo a ser desvendado, não dominado. Em 2025, a AGI é tratada como *solução* (para quê? Para quem?). O jantar ateniense terminou com Alcibíades bêbado, interrompendo a filosofia com sua paixão desastrosa. O jantar dos bilionários terminará com um *bug* no sistema, um deslize de código — e talvez, só então, lembrem-se de que tragédias não se comemoram.
**Regredimos?** Não. Apenas trocamos a *hybris* discursiva pela *hybris* algorítmica. Antes, falávamos demais sobre o amor. Agora, calamos demais sobre o ódio — aquele que disfarçamos de progresso.
( AGI é a suposta super inteligência que deverá surgir daqui a alguns anos)
**SUA "VERDADE" PODE FERIR — E ISSO DIZ MAIS SOBRE VOCÊ DO QUE SOBRE OS OUTROS**
*"Sou sincero, falo o que penso, doa a quem doer."*
Quantas vezes essa frase foi usada para justificar palavras cortantes, gestos ríspidos, silêncios carregados de desdém? Vivemos numa era que confunde **brutalidade** com **honestidade**, como se a **delicadeza** fosse sinônimo de fraude.
Mas de onde vem essa ideia?
Talvez da cultura que glorifica personagens "sem filtro", como se grosseria fosse sinônimo de autenticidade. Ou da falsa noção de que **"dizer tudo"** é um ato de coragem, enquanto **escolher as palavras** seria covardia.
A verdade, porém, é outra:
**Não existe sinceridade sem responsabilidade afetiva.**
O que você diz não se resume às palavras. Inclui o **tom**, o **olhar**, o **gesto**, a **intenção oculta**. Uma frase pode ser **"só uma opinião"** para você — e uma **faca** para quem a recebe.
*"Sou responsável pelo que falo, não pelo que o outro entende."*
Engano perigoso.
Comunicação não é sobre **despejar ideias**, mas sobre **construir pontes**. Se o outro não entende, talvez o problema não esteja nele — mas em como você se expressa.
Há mais de dois milênios, Provérbios já ensinava:
*"Palavras suaves são favo de mel: doces para a alma e cura para os ossos."* (Provérbios 16:24)
Essas palavras não foram escritas para uma **"geração mimada"**, mas para guerreiros que enfrentavam gigantes. Pessoas acostumadas à violência, mas que **escolhiam a gentileza** mesmo assim.
E quando Jesus disse *"a verdade vos libertará"*, Ele não falava de **opiniões pessoais** — mas de um **amor que transforma**. Porque a verdade, sem compaixão, não liberta: **machuca**.
Então, antes de falar, pergunte-se:
- Isso precisa ser dito?
- Precisa ser dito **por mim**?
- Precisa ser dito **assim**?
Porque suas palavras podem **curar** ou **ferir**. E a escolha é sempre sua.
**Que elas sejam, acima de tudo, um reflexo do amor que você deseja receber.** 🙏
RUA DOS BOBOS N° 0
A "Rua dos Bobos, Número Zero" de Vinícius de Moraes apresenta uma casa impossível - sem teto, sem paredes, sem chão. Esta imagem aparentemente lúdica e infantil esconde uma profunda reflexão social.
O que poucos sabem é que esta composição foi inspirada em uma construção real, feita por um amigo de Vinícius durante seu período no Uruguai. A casa imaginária transcende o absurdo poético para se tornar uma poderosa metáfora de ausência de estruturas fundamentais.
Esta metáfora ressoa fortemente na realidade de bilhões de pessoas ao redor do mundo que vivem privadas de estruturas básicas para uma existência digna: sem o "teto" da segurança, sem as "paredes" da proteção social, sem o "chão" da educação e saúde.
O documentário "SEM CHÃO", produzido por cineastas palestinos e recentemente premiado com o Oscar, explora profundamente esta temática. A obra destaca não apenas a precariedade das condições materiais, mas também a rica produção cultural e intelectual palestina - frequentemente obscurecida pela narrativa reducionista do conflito.
A Palestina abriga uma sociedade complexa com engenheiros, escritores, médicos, cientistas, filósofos e artistas que contribuem significativamente para o patrimônio cultural global. O documentário convida o espectador a enxergar além dos estereótipos e reconhecer a humanidade e as contribuições de um povo muitas vezes retratado unilateralmente como ameaça.
"SEM CHÃO" não apenas documenta a ausência de estruturas físicas, mas também celebra a resiliência cultural e intelectual que persiste mesmo nas condições mais adversas - lembrando-nos que a dignidade humana transcende as estruturas materiais, mesmo quando estas são sistematicamente negadas.
31/01/2025
ASSOMBRAÇÃO DESSE MUNDO
Quem de nós, ao navegar pelas redes sociais, não se deixa capturar por histórias de assombração? Confesso que sempre fui receoso com esse tipo de narrativa. Evito filmes de terror, com suas cenas explícitas de violência e sangue. Prefiro os relatos populares de assombração, aqueles que brincam com nossa mente através de um suspense mais sutil, mais psicológico.
Hoje à tarde, uma professora me contou uma história que me arrepiou os cabelos da nuca. Era sobre seu pai, um homem conhecido por sua bravura, que costumava fazer um trajeto entre duas localidades próximas à sua casa. O caminho mais curto era linear, direto, mas ele preferia as trilhas que serpenteavam pela natureza, apreciando a paisagem com passos despreocupados.
Certo dia, um amigo o advertiu sobre aquele caminho. Diziam que ali aparecia uma assombração tão aterradora que fazia os mais corajosos mudarem de rota. O pai da professora, porém, apenas riu. Com a confiança típica dos homens daquela época, apontou para a arma em sua cintura e declarou que ninguém seria louco o suficiente para tentar assustá-lo.
Naquela tarde específica, ele partiu como sempre. O sol já começava sua descida no horizonte, pintando o céu com tons alaranjados que aos poucos cediam lugar a um manto azul-escuro. O ar tornava-se cada vez mais gélido, e a sinfonia dos animais noturnos começava sua apresentação sinistra.
Foi quando, em meio à sua caminhada, um som perturbador cortou o ar. Inicialmente, era apenas um sussurro distante, quase imperceptível. Mas foi crescendo, crescendo, até se transformar num uivo fantasmagórico: "Uuuuuuuuhuuuuhu..."
"Se alguém pensa que pode me amedrontar, está muito enganado!", bradou ele, sua voz ecoando entre as árvores. "Se não parar, vou mandar bala!"
O uivo, no entanto, apenas intensificou-se, reverberando pela mata escura. Sem hesitar, ele sacou sua arma. BANG! BANG! Os tiros rasgaram o silêncio da noite, e foi então que ela apareceu.
Diante dele, uma visão que gelou seu sangue: na parte inferior, algo como pernas e pés negros se firmavam no solo, e acima, uma massa branca e espectral se erguia, movendo-se de forma sobrenatural. Seu coração disparou, suas mãos tremeram, mas ainda assim, conseguiu disparar mais dois tiros: BANG! BANG!
Foi quando, tomado por um último resquício de coragem, ele se aproximou. E ali, sob a luz prateada da lua, a verdade se revelou: um tronco carbonizado servia de poleiro para uma majestosa coruja branca, rara naquela região, que agora abria suas asas em um último voo assustado.
O alívio veio junto com uma risada nervosa. "Assombração?", murmurou para si mesmo, guardando a arma. "Que bobagem!"
Mas até hoje, quando conta essa história, um arrepio sutil ainda percorre sua espinha ao lembrar daquela noite, quando por um momento, até mesmo o mais bravo dos homens duvidou de suas certezas.
01/01/2025
Mais um ano Deus nos manteve em pé, porque todos os anos celebramos o novo ano de joelhos! Que venha 2025!!!! Deus abençoe a todos!!!!
31/12/2024
Conto de Ano-novo
Mais um ano se findava e Rick se preparava para curtir com os amigos.
Faltando pouco mais de 4 dias para o ano-novo estava fazendo algumas compras quando avistou um desses relógios antigos de antiquário, aqueles relógios com um cuco que badalavam a cada hora passada.
Rick adorou o objeto e perguntou ao dono do estabelecimento, se estava a venda. O homem, com um olhar meio soturno, titubeou por alguns minutos e perguntou: Você está realmente interessado? O custo é alto.
Mas o rapaz estava decidido e levou a peça para casa.
Chegando em seu apartamento, logo arrumou algumas ferramentas e colocou o relógio em seu quarto.
Feito isso, foi tomar um banho e preparar o jantar.
Nisso, seu celular tocou. Era sua amiga Celina:
- E aí Rick, preparado para nossa festa de fim de ano?
- Claro, estou ansioso para cairmos na gandaia.
E o Paulo, o José, o Arnaldo, a Amanda? Confirmados?
Nesse momento, Rick ouviu as badaladas de seu novo relógio.
Distraído, esqueceu do que estava falando e retornando a ligação, perguntou para Celina; O que falávamos mesmo?
- Como assim? Não havíamos combinado em estarmos todos juntos na festa de passagem de ano?
Você nos decepcionou.
- Perai... faltam 4 dias para o final de ano.
- Bebeu demais Rick? Hoje é dia 02 de janeiro de 2025. E desligou,.
...... continua amanhã!
31/12/2024
PASSANDO PARA ME DESPEDIR! 🎭
Começei 2024 like: "AGORA VAI!!! 🚀"
8 bilhões de pessoas torcendo por saúde, paz, amor e sucesso! ✨
(Spoiler: não foi bem assim... 🤡)
Janeiro mal começou e já veio o combo delícia:
- Brigas ✅
- Polarização política ✅
- Individualismo nível hard ✅
- Mentiras premium ✅
- Guerras em 4K ✅
- Egoísmo masterclass ✅
Tentei de tudo:
"Vamo conversar?" 🗣️
"Bora dialogar?" 🤝
"Que tal negociar?" 📝
Resultado: ZERO a ZERO 🥅
E agora tô aqui, igual todo espírito de fim de ano... velhinho, praticamente cego, mal ouvindo, arrastando as palavras... Tipo seu avô depois do almoço de Natal! 👴
O pior? Encontrar com meus antecessores e ter que admitir: "Galera, foi mal... entreguei o mundo mais bagunçado que liquidação de fast fashion!" 😅
Aí vem 2025, todo pagando de jovem dinâmico:
"E aí, tiozão! 😎 Tá na hora de passar a bola pra frente. Deixa comigo que 2025 vai ser DIFERENTE!"
Eu, velhinho experiente: "Meu filho, todos seus irmãos mais velhos falaram a mesma coisa... Você ainda é uma criança que acredita em Papai Noel!" 🎅
2025: "Relaxa que eu sou O ANO! Aquele que vai entrar pra História!"
*Trump acena de longe*
2025: "Tmj, brother!" 🤜🤛
Depois dessa, o velhinho 2024 ficou pensando se passava mesmo o bastão ou se fingia um problema na lombar... 🤔
PS: Se 2025 for igual trailer de filme, já sabemos que a realidade será tipo remake de série da Netflix... 📺 Mas hey, a esperança é a última que se apaga (depois da conta de luz)! ⚡
(porque no comando já sabemos quem tá 😂)