05/11/2019
Sobre a atual presidência da Liga
Olhamos para trás e lembramos da gente sonhando com nossa liga, nosso canto seguro na medicina Sorocaba .
- A aula, não será aula, pouco democrática, será roda-de-conversa;
-o público não é só estudante de medicina, é multidisciplinar;
- o coffee terá bolo orgânico de um produtor local;
- vamos falar de Paulo Freire, da pedagogia do oprimido;
- vamos falar de assuntos sociais;
- vamos participar de ações sociais;
- será uma liga barata, especialmente aos bolsistas.
Enfim f**a claro como nos nossos sonhos essa liga tinha como princípio O HUMANO em nós nesse mundo desumanizado, tinha como princípio A COLETIVIDADE em um mundo tão individualizado, A DEMOCRACIA em um mundo tão totalitarista, uma liga que abraçasse temas como *machismo, misoginia, femicídio, racismo, homofobia, violência, pobreza, toda e qualquer forma de opressão social* porque como o próprio nome já diz é uma liga de medicina de família e *comunidade*, a saúde de um indivíduo não está separada da saúde de sua comunidade.
Uma liga acadêmica não está separada de seu ambiente acadêmico.
Como ser saudável na comunidade Med Soroca (PUC-SP)??? Como ser saudável em um lugar que classif**a pessoas de acordo com o tanto de humilhação que ela conseguiu suportar por medo de um suicídio social.
E o machismo nosso de todo dia firme e forte.
E a gente f**ando doente,
Fator etiológico: Medicina Sorocaba.
Vetores: difícil responder, porém essa semana: Coral dos Bigodudos.
Estamos cansadas (os), não há mais tolerância, falamos, e falamos e falamos, não vamos mais falar, vamos tomar atitudes, vamos nos posicionar, vamos gritar mais alto, vamos incomodar, seremos as chatas (os).
Se em 2015 como calouras (os), junto às nossas colegas (os), gritamos que EU NÃO ENTREI NA PUC PARA SER ESTUPRADA; hoje em 2019, estamos aqui compartilhando todo nosso apoio às calouras da LXIX.
Gritamos que hipocrisia vá para bem longe dessa amada liga.
Estamos nos posicionando exclusivamente a um dos integrantes desse Coral, pois ele é o atual presidente da nossa liga, mas estamos apontando e denunciando todos os 10, toda essa tradição de anos que vem nos humilhando dia a dia com a sua existência.
É incabível um médico/estudante de medicina ter posições como essas, mas torna-se mais inconcebível quando ele está dentro da Medicina de Família e Comunidade.
O questionamento que fazemos é: "Como, como um aluno de medicina, presidente de uma liga referente a uma das áreas mais humanizadas consegue ter essa postura?" - "Como um médico desses irá cuidar de mulheres fragilizadas pela vivência diária com a violência (doméstica, sexual, psicológica)?.
Como alguém que profere essas palavras, que comunga com ideias de um grupo retrógrado vai ter uma capacidade real de cuidar, de acolher, de criar vínculo, de seguir longitudinalmente? Como?
Não temos poder de tirar desses homens a possibilidade de tornarem-se médicos, de se tornarem MFCs, mas vamos nos juntar, gritar, denunciar, expor e principalmente lutar por seus futuros paciente
Diretoria fundadora LAMFC PUC-SP