17/03/2023
Oi, vem bater um papo com a gente?
Uma das novidades desse ano é a nossa roda de conversa on-line sobre o tema do episódio do mês do Aliadas Podcast. Em março vamos discutir cultura, democracia e saúde mental.
A ideia desse encontro virtual é que a gente possa ampliar, junto com o nosso público, as ideias discutidas no último episódio do podcast. Que seja um espaço de troca e aprofundamento, onde a gente consiga realmente conversar mais de perto, ampliando as possibilidades para além do que foi debatido no episódio. Sabe quando vc ouve nosso episódio e tem vontade de entrar na conversa, perguntar, colocar seu ponto de vista? Esse é o momento ideal, e estamos muito a fim de ter essa troca mais próxima com vocês.
Além de estarmos mais próximas foi uma maneira que encontramos para sustentar financeiramente o podcast. Então, pedimos o apoio de vocês no dia do encontro com valores que serão revertidos para os custos de manutenção. Se você não puder ajudar financeiramente, não se preocupe, pode chegar.
Curtiu a ideia? Participe e ajude na divulgação. Nos vemos na terça, dia 21/03, às 20h! Link de inscrição na bio.
Bárbara e Carol.
08/03/2023
Olá querides! Voltamos atentas e fortes!
Após um ano intenso, com tantos ataques à democracia, tentando ainda reencontrar um ritmo pós pandemia, percebemos o quanto a cultura e a arte produzem saúde mental.
Essa capacidade humana de imaginar, criar, fabular, se expressar artisticamente, metaforizar, está na base da nossa psique. Expressar sentimentos e subjetividades, entrar em contato com o universo criativo do outro, são processos que aumentam nossa potência de vida.
Compreendemos a importância da democracia nesse contexto para reverberar esperanças de um processo civilizatório.
Vem com a gente! As Aliadas da sua saúde mental.
Arte:
Edição:
27/02/2023
Quem aí tava com saudades das Aliadas?
Estamos voltando com tudo, afinal começou o ano né querides!
01/10/2022
Treze livros vermelhos para inspirar nosso voto amanhã por um Brasil livre de um governo que odeia as mulheres.
22/09/2022
Ontem a Carol Duarte recebeu uma femenagem na Câmara Municipal de Sorocaba em comemoração aos 60 anos da regulamentação da Psicologia no Brasil, proposta pela vereadora em parceria com a Subsede do Conselho Regional de Psicologia de Sorocaba.
Motivo de muito orgulho porque a psicologia que eu acredito e trabalho busca através da ética do cuidado sustentar a vida, o vínculo, o afeto, a potência e emancipação de cada pessoa, de modo que ela possa realizar o si mesmo.
Em seu histórico sempre à frente na luta e efetivação dos direitos humanos, não posso deixar de citar a importância da mobilização de vários cidadãos/as e psis para que o nosso SUS fosse criado.
A saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças. Impossível falar em saúde mental se a pessoa não tem moradia, educação, trabalho, justiça, renda, lazer, cultura, etc. Portanto, é um processo individual e coletivo, vinculado a oferta e acesso a políticas públicas e condições dignas de vida.
Quero saudar todos/as colegas que atuam na assistência social, na educação, moradia, esportes, judiciário, consultório, entre outros. Principalmente, os/as profissionais do SUS que atuaram e atuam na pandemia, tentando garantir o mínimo de conforto emocional e apoio para enfrentar esse momento tão desafiador da nossa história. Toda admiração e respeito!
Também quero prestigiar colegas que atuam na rede de saúde mental que participaram e consolidam a dignidade de pessoas que tiveram suas vidas massacradas ou ceifadas em hospitais psiquiátricos. Promover inclusão social com respeito, acolhimento, direitos a uma vida digna é algo construído no dia a dia, em meio à tanta precarização dos serviços. É apostar na vida, porque todas elas importam.
Que Sorocaba seja um exemplo para o país no cuidado às pessoas em sofrimento psíquico, para minimamente reparar seu passado tenebroso de mortes e maus tratos a essas pessoas, o que gerou lucro a alguns poucos com a indústria da loucura.
Se o adoecimento psíquico é produzido em sociedade, é nela também que se deve buscar restabelecer a saúde mental.
Muito obrigada 🫶🏽👊🏾🌹
13/09/2022
Vocês devem ter reparado que demos uma pausa nos episódios do Aliadas, né?
Quando começamos o projeto do Podcast no início da pandemia, sentíamos a necessidade genuína de nos comunicarmos e, de alguma forma estarmos juntas compartilhando nossas reflexões, estudos e vivências, sejam pessoais ou no consultório.
Portanto, ele foi bem terapêutico para nós, o que reverberou para vocês pelos inúmeros feedbacks positivos que recebemos.
Somos muito gratas por tudo que construímos ao longo desses 25 episódios. As geminianas falaram para caramba. Ufa! 🤪
Agradecemos todo apoio e carinho recebido. Obrigada e por fazer esse projeto acontecer. Gratidão pelas fotos. 🫶🏽
Porém, como tudo na vida começa e termina, sentimos que por ora esse ciclo de temas se encerrou. Os episódios continuarão disponíveis nas plataformas para ouvir novamente e indicar para amigues.
Sendo sentimentalmente honestas tanto conosco quanto com vocês, vamos nos dedicar a outros estudos e vivências presenciais, pois sentimos o desejo de estarmos mais próximas, compartilhando momentos prazerosos e que restabeleçam nossa saúde mental de forma individual e coletiva.
Sigamos juntas nessa travessia.
Com carinho,
Carol e Bá.
27/06/2022
Olá, querides.
Somos Bárbara Marques e Carolina Duarte, duas psicólogas que estudam gênero e saúde mental e também atendem na clínica sob uma perspectiva feminista. A partir desses lugares de prática, com muitas inquietações, surgiu em 2021 a ideia de compartilhar reflexões sobre como ser mulher numa sociedade ainda tão desigual e misógina, discutindo temas e trazendo sugestões de como podemos nos cuidar e nos fortalecer individual e coletivamente.
São muitas as questões que afetam a saúde mental das mulheres, e buscamos oferecer um espaço de acolhimento para esse sofrimento.
Completamos apenas 1 aninho de (r)existência! Foram 25 episódios. E temos muito desejo de prosseguir para levar essa reflexões antipatriarcado e de retomada da potência das mulheres nos quatro cantos do mundo dessa terra redonda!
Somos um Podcast independente com episódios quinzenais, mas temos alguns custos fixos indispensáveis para a sustentabilidade do nosso projeto, por isso é tão importante seu apoio, seja ouvindo pela Orelo ou, contribuindo com valor mensal para que possamos custear a produção dos episódios e as artes de divulgação.
Agradecemos quem nos apoia, ouve e compartilha nosso trabalho, que é feito com muito carinho. F**a o convite para fazer parte dessa comunidade!
Vem com a gente. As Aliadas da sua saúde mental.
23/06/2022
❤️ de hoje vem nos lembrar que juntas vamos melhor!
Foto:
31/05/2022
O que é a luta antimanicomial e como o feminismo se entrelaça com essa luta?
Maio é o mês da luta antimanicomial, e esse tema tão relevante muitas vezes acaba circulando apenas entre pessoas e profissionais da área de saúde mental. Porém, a pauta antimanicomial é uma questão que envolve a vida de todos/as nós, pois a lógica dos manicômios está presente em nossa sociedade e na maneira como construímos nossa ideia de como funciona o cuidado em saúde mental. Segregar pessoas diagnosticadas com transtornos mentais, seja nos antigos manicômios ou nas atuais “comunidades terapêuticas”, seja pela contenção medicamentosa excessiva, a lógica ainda se preserva nos dias atuais.
Vem com a gente conhecer um pouquinho mais dessa luta tão necessária.
As Aliadas da sua saúde mental.
Apoie esse projeto ouvindo pela plataforma Orelo!
Edição:
Arte:
15/05/2022
Mães perfeitas, suficientes ou péssimas mães? Quais as possibilidades de maternar atualmente? E quais os maiores desafios? É preciso uma aldeia inteira para se criar uma criança, diz um provérbio africano. Mas como acontece de verdade hoje, aqui e agora? Nesse episódio conversamos com a psicóloga corporal Mariana Lara .
Vem com a gente. As Aliadas da sua saúde mental!
Seja um/a apoiador/a ouvindo nosso podcast na Orelo!
Arte:
Edição:
11/05/2022
Sabemos que o cuidado sob diversas modalidades, para nós humanos é uma condição que está presente desde o nascimento até o momento da morte, portanto, tem uma função estruturante na constituição de nossa subjetividade. Ou seja, a própria condição humana se expressa na interdependência, sendo imprescindível à vida social.
Segundo Guy Standing (2001), o cuidado pode ser definido como “o trabalho de cuidar das necessidades físicas, psicológicas, emocionais e de desenvolvimento de uma ou várias pessoas”.
Ao refletirmos sobre a forma como fomos ou não cuidados/as/es, quem são as pessoas que desempenharam essa função ao longo da nossa vida? Será que existe reciprocidade, ou seja, há relações de troca entre cuidar e ser cuidado/a)?
Certamente foram mulheres que desempenharam e continuam desempenhando em sua maioria esse cuidado. E quem cuida de si tendo de cuidar de tantas pessoas e coisas ao mesmo tempo?
O que eles chamam de amor, nós chamamos de trabalho não pago, diz Silvia Federici. Pensar o cuidado como uma responsabilidade do Estado e da sociedade, desnaturalizando essa atividade como naturalmente feminina, é propor uma ética do cuidado que se paute nos direitos humanos, que reconheça e valorize remunerando esse trabalho doméstico, que é um pilar fundamental da economia.
“não existe nada biológico que leve as mulheres a exercer esse papel, mas interessa que continuem a fazer esse trabalho de graça. É o que permite manter o sistema. A criação dos filhos e o trabalho doméstico colocam a mulher nesse esquema graças ao patriarcado. Uma sociedade dominada pela classe masculina, que deteve o poder político e religioso durante séculos e manteve o controle sobre as mulheres, especialmente sobre sua capacidade reprodutiva, que é um poder essencial”. Emma C**t.
Arte:
25/03/2022
Em qual lugar colocamos a velhice? É algo que vemos como positivo ou negativo? Nesse episódio refletimos junto com nossa convidada Candice Pomi, que é psicóloga, pesquisadora e especialista em gerontologia e fundadora do perfil .age, sobre os aspectos físicos, psicológicos, relacionais e espirituais desse processo de envelhecer. É muito importante nos planejarmos para esse destino, perguntando qual a velha que queremos ser? Aqui defendemos o uso da palavra velha, que como disse a Elaine Brum: “a palavra e o ser/estar de um tempo que, se tivermos sorte, chegará para todos”.
Vem com a gente, as Aliadas da sua saúde mental.