Vivian Borges - Psicopedagoga / Educação Especial e Inclusiva

Vivian Borges - Psicopedagoga / Educação Especial e Inclusiva Psicopedagoga, pós graduada em Educação Especial e Inclusiva. Especialista ABA pelo Child Behavio

20/08/2026

Um vê uma dificuldade. O outro vê preguiça.

Essa divergência é mais comum do que parece.

Enquanto um cuidador percebe que algo merece investigação, o outro pode interpretar os mesmos sinais como falta de interesse, desorganização ou ausência de esforço.

Ter opiniões diferentes faz parte das relações. O problema é quando a criança cresce ouvindo mensagens contraditórias sobre quem ela é e sobre o que é capaz de fazer.

A literatura mostra que a forma como os adultos interpretam e respondem às dificuldades infantis influencia o desenvolvimento do autoconceito, da autoestima e da segurança emocional.

Por isso, mais importante do que concordar em tudo é construir um diálogo baseado na observação, na escuta e, quando necessário, na avaliação de um profissional.

Porque nenhuma criança deveria carregar, sozinha, o peso das dúvidas dos adultos.

Tem criança que trava na hora de falar, por vergonha, medo de errar ou resistência mesmo. É nesses momentos que percebo ...
20/08/2026

Tem criança que trava na hora de falar, por vergonha, medo de errar ou resistência mesmo. É nesses momentos que percebo o quanto o Joca ajuda: Ele não julga, não corrige, não espera nada da criança.

Um estudo de caso de Centenaro (2016), acompanhou uma criança com paralisia cerebral que evoluiu de uma fala mais fechada para uma comunicação mais consciente na presença de um cão-coterapeuta.

Por isso eu digo que a ciência explica, mas o Joca confirma todos os dias.

É comum colocar todo o peso do desempenho de uma turma nas costas do professor.Mas ensinar bem depende também das condiç...
18/08/2026

É comum colocar todo o peso do desempenho de uma turma nas costas do professor.

Mas ensinar bem depende também das condições em que esse trabalho acontece: tempo para planejar, número de alunos, recursos, apoio da gestão e formação continuada.

Isso não isenta o educador de sua responsabilidade. Significa reconhecer que a qualidade do ensino também é uma responsabilidade institucional.

Antes de cobrar mais do professor, vale perguntar: a escola está oferecendo as condições necessárias para que esse trabalho aconteça?

Cuidar de quem ensina também é cuidar de quem aprende.

Professor, você sente que tem o suporte necessário na sua escola?

17/08/2026

Tem professor com ansiedade, com esgotamento, tentando dar conta de uma sala cheia sem nenhum tipo de apoio. E o que ele mais recebe, na maioria das vezes, não é suporte: É culpa.

Cobrança para desempenhar bem, para dar conta de tudo, para não falhar. Como se sustentar uma sala de aula inteira fosse simples, e como se cansaço não tivesse consequência.

E as crianças sentem isso. Um professor esgotado, sem rede de apoio dentro da própria escola, também está mais longe de conseguir dar a atenção e a paciência que cada aluno precisa. Cuidar da saúde mental de quem educa não é luxo, é parte de como educamos bem. Escola que cuida do professor está, no fim, cuidando também de cada criança dentro dela.

17/08/2026

Uma professora entregou um papel para cada aluno e pediu que completassem a frase:

“Eu gostaria que minha professora soubesse que…”

As respostas a fizeram chorar.

“Que em casa não tem luz e por isso não consigo fazer a lição.” “Que meu pai foi embora e fico pensando nisso na aula.” “Que finjo que sei ler porque tenho vergonha de dizer que não sei.”

Kyle Schwartz entendeu naquele dia que do outro lado daquelas carteiras não havia só alunos com dificuldade. Havia crianças carregando histórias que ninguém havia parado para perguntar.

Muitas vezes, quando uma criança não aprende, a primeira pergunta é: “o que há de errado com ela?” Raramente nos perguntamos: “o que ela está carregando que eu ainda não sei?”

Quando nós paramos de olhar só para o erro e começamos a olhar para a criança inteira, tudo muda.

Por trás de cada depoimento, existe alguém que decidiu aprender mais.Um professor que quis compreender melhor.
Um profis...
15/08/2026

Por trás de cada depoimento, existe alguém que decidiu aprender mais.

Um professor que quis compreender melhor.
Um profissional que buscou novas estratégias.
Alguém que escolheu olhar para uma dificuldade para além do “ele não consegue”.

E é isso que mais me emociona.
Porque um curso não transforma uma criança sozinho.
O conhecimento transforma quem está ao lado dela.
Quando esse conhecimento chega à prática, novos olhares surgem, novas possibilidades aparecem e uma criança pode ser compreendida, ensinada e acolhida de uma maneira diferente.

Por isso, essas mensagens nunca são apenas palavras sobre um curso.
São sinais de que o conhecimento está saindo da tela e chegando à vida real. 🤍

E talvez essa seja a parte mais bonita de ensinar: saber que aquilo que compartilhamos pode continuar acontecendo muito depois que o curso termina.
Ciência para compreender.

Conhecimento para transformar.
Afeto para colocar a criança no centro.

14/08/2026

Quando conheci a história de Patch Adams, uma frase ficou comigo:

"Antes de cuidar da doença, precisamos cuidar da pessoa."

Sua trajetória ficou conhecida por defender uma medicina mais humana, em que o paciente não fosse reduzido ao diagnóstico, mas reconhecido como alguém com uma história, sentimentos e necessidades.

E essa reflexão atravessa também a educação.

Quantas crianças chegam à escola carregando inseguranças?

Quantas já ouviram tantas vezes que "não conseguem" que começam a acreditar nisso?

Antes de qualquer intervenção, existe algo essencial:

a relação.

Uma criança que se sente segura tende a se envolver mais, experimentar mais e persistir diante dos desafios.

Porque aprender não é apenas uma questão de capacidade.

Também é uma questão de pertencimento.

Às vezes, a primeira transformação não acontece quando ensinamos algo novo.

Acontece quando a criança percebe:

"Aqui, eu posso tentar."

Uma pesquisa internacional com mais de 25 mil crianças de 5 anos, realizada em 9 países e com participação do Brasil, tr...
14/08/2026

Uma pesquisa internacional com mais de 25 mil crianças de 5 anos, realizada em 9 países e com participação do Brasil, trouxe um alerta importante: crianças que utilizavam telas diariamente apresentaram, em média, um desempenho mais baixo em habilidades como leitura, escrita e matemática.
Isso significa que a tela é a vilã? Não.

O estudo reforça que o problema não é apenas a presença da tecnologia, mas o espaço que ela ocupa na rotina da criança. Quanto mais tempo diante das telas, menos oportunidades para brincar, conversar, ouvir histórias, explorar e viver experiências que estimulam o desenvolvimento.

O cérebro infantil aprende na interação com o mundo. E nenhuma tela substitui uma conversa, uma brincadeira ou uma história contada com afeto.
Por isso, a pergunta não é “a criança pode usar tela?”, mas “como, quanto e com que acompanhamento ela está usando?”

E na sua casa ou na sua sala de aula: como é essa realidade? Quero ler sua experiência nos comentários.

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