Roberta Frati Psicopedagogia

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Somos um espaço psicopedagógico para atendimento personalizado a partir das necessidades de cada c

22/10/2021
08/08/2021

Vida + Educação = Ciclo transformador

14/06/2021

O que é inovar na educação?

É uma enganação acreditar que o ensino digital é uma inovação. O alerta é de Paulo Blikstein, diretor do TLTL (Transformative Learning Technologies Lab) da Universidade Columbia, EUA, o qual acredita que a educação brasileira está sendo conduzida de forma equivocada, principalmente neste um ano de pandemia.

Professor, escritor e pesquisador em novas tecnologias para a educação, Blikstein destaca que na primeira metade do século 20 vendeu-se a ideia de uma grande inovação educacional: o livro didático. O discurso dizia que ele permitia ao aluno estudar no próprio ritmo e não no ritmo da sala de aula, da aula expositiva, que libertaria os alunos das amarras da opressão da sala de aula. E o que aconteceu? O livro didático foi absorvido pela aula tradicional e pelo sistema escolar e virou mais uma ferramenta de ensino. Na opinião dele, a modalidade remota pode ser só uma nova forma de fazer a mesma coisa e, muitas vezes, pior.

Para o especialista, o Brasil precisa pensar em projetos de longo prazo, com fundamentos pedagógicos consistentes que melhorem o ensino e a aprendizagem de seus estudantes. “O sistema educacional no Brasil vem experimentando teorias com ares de inovação. Habilidades socioemocionais, metodologias ativas e o ensino híbrido são modismos que se esgotam rapidamente e desorientam todo o sistema educacional”, afirma.

Referência:
https://revistaeducacao.com.br/2021/05/27/inovar-educacao-blikstein/

11/06/2021

Dificuldades de aprendizagem na volta às aulas?

As aulas recomeçaram e com elas as dúvidas e inquietações, não é mesmo? Será que o meu filho vai conseguir ler e escrever? Será que ele está entendendo tudo o que a professora está explicando em sala de aula? Será que ele tem ou terá dificuldades de aprendizagem? Será que vai acompanhar a turma?

Para alguns pais a preocupação vai além. É comum ouvir queixas do tipo: “nosso filho não para quieto, ele é hiperativo, não consegue ficar sentado, vai acabar tirando a concentração da turma toda, e ainda por cima não copia nada do quadro, seus cadernos vem com as atividades incompletas”. Nestes casos, a criança pode ter Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

Para a criança, a volta as aulas pode ser vista como “volta à rotina chata e entendiante de estudar”. Ela precisa voltar a ter disciplina para continuar aprendendo.

A Psicopedagogia pode ajudar a criança com dificuldades de aprendizagem?

A psicopedagogia é uma área do conhecimento que se dedica ao estudo do processo de aprendizagem que podem facilitar seu desenvolvimento.

O psicopedagogo realiza o trabalho de prevenção, diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizado escolar. As causas desta dificuldade podem ser de origem física (estrutura do sistema nervoso central e maturidade neurológica) ou psíquica (dificuldade de adaptação social, dificuldade de aceitação de regras de comportamento, falta de interesse e valorização do aprendizado etc.).

Qualquer uma dessas causas pode ocasionar sintomas como a falta de atenção e concentração e a dificuldade de compreensão e memorização.

A Avaliação e a Intervenção Psicopedagógica podem promover uma série de benefícios às crianças que apresentam TDAH, Dislexia, Discalculia, ou outra dificuldade ou transtorno.

Entender como se dá a aprendizagem do seu filho, deve ser prioridade para que nossas crianças saiam da escola vitoriosos e possam trilhar um caminho de vitória tanto na vida pessoal como na vida profissional.

Procure ajuda profissional: o psicopedagogo vai avaliar as dificuldades que seu filho está apresentando e traçar um plano de trabalho individual para obter melhores resultados na escola.

08/06/2021

A importância dos planners!

A rotina é fundamental e muito importante na vida de uma criança. Quando é bem estruturada, ou seja, organizada em uma sequência de atividades, tarefas e propostas, incluindo direitos e deveres, ela cria vínculos, transmite a sensação de segurança, garante educação, incorpora habilidades e progressos psíquicos para a aquisição da autonomia e independência.

Quando os pais e/ou responsáveis pela criança criam de forma conjunta essa rotina com a criança, na verdade estão auxiliando-a a aprender a dividir o tempo, estabelecendo prazos e horários para as atividades diárias como: horário das refeições, hora de acordar e dormir, tomar banho, estudar, brincar entre outras. A construção da rotina pode se dar através de um planner (ferramenta para registrar compromissos e tarefas) a fim de realizar o planejamento e organização dos dias e semanas

A criança apresenta mais confiança e tranquilidade, tendo em vista que a percepção do tempo é complexa e abstrata. Através da sua rotina ela antecipa o que irá acontecer e adapta o seu comportamento à tarefa seguinte, como por exemplo: sabe que antes do jantar deve tomar banho ou que ao acordar deve escovar os dentes e tomar café. Para além do desenvolvimento emocional da criança, a rotina também ajuda a desenvolver a organização. A criança externamente organizada, conseguirá também se organizar internamente.

A rotina é um dos aspectos principais para o desenvolvimento da autonomia da criança, já que estimula que ela se sinta segura de si e propicia um espaço saudável para o aumento da autoestima. Neste cenário, é fundamental que ela possa ter autonomia para escolher o que quer fazer, eventualmente, dentro da própria rotina. À medida que ela vai amadurecendo, deve ser estimulada e concedida cada vez ter mais autonomia.

05/06/2021

A importância da leitura na idade escolar!

A partir da leitura, o ser humano passa a conhecer o mundo no qual está inserido, assim como todas as áreas de conhecimento.

A leitura reflexiva oportuniza aos sujeitos ampliar seus conhecimentos e adquirir novos conhecimentos gerais e específicos. Possibilita a ascensão de quem lê a níveis mais elevados de desempenho cognitivo.

Na idade escolar, as crianças devem ser expostas constantemente a novas palavras oralmente ou através de leitura compreensiva. Para que, em decorrência da estimulação cerebral consequente, possam enriquecer o seu vocabulário.

Uma boa estratégia consiste em oferecer livros adequados ao nível etário das crianças, logo a partir dos 6 meses. Como a criança não tem capacidade autônoma de leitura, os familiares podem assumir o papel de contadores de histórias. Utilizando gesticulação e teatralização adequadas, falando de modo que a criança vá entendendo a palavra e o seu sentido, observando-a com atenção para inferir as sensações e os sentimentos que a narrativa lhe provoca.

Tendo em vista a importância da estimulação da leitura, compartilho uma dica de literatura infantil: “Diferentes Somos Todos” que aborda de uma forma lúdica a inclusão. Assim, a ideia é poder incentivar as crianças a respeitarem e reconhecerem as potencialidades e necessidades individuais.

Ainda visa o conhecimento da realidade das pessoas portadoras de necessidades especiais, e realizar uma reflexão sobre a situação das mesmas. Pois assim, possibilitamos com que as crianças aprendam a conviver com as diferenças e se tornem cidadãos solidários e sensíveis.

É possível trabalhar com sensibilização e vivências, experimentando o lugar do outro e suas necessidades específicas e refletindo sobre o preconceito e a aceitação pessoal e social.

Os estímulos na leitura conduzem as crianças ao desenvolvimento das funções executivas e se expandem para outros campos, como memória, inibição motora e autor regulação afetiva.

02/06/2021

Vivência ao ar livre na retomada das aulas também é questão de saúde!

Por mais que escolas tenham menos alunos em aulas presenciais, é em ambientes fechados que o risco de contaminação pelo coronavírus é maior. Nesse contexto, as atividades ao ar livre passaram a ser pauta recorrente no debate sobre a retomada das atividades presenciais nas escolas. Se antes a vivência fora das quatro paredes era encorajada no sentido de incentivar o contato com a natureza e a movimentação das crianças, hoje trata-se de uma questão de saúde pública.

A interação com a natureza traz diversos benefícios tanto para o desenvolvimento integral quanto para o aprendizado. Ao mesmo tempo, a natureza provoca desafios para o corpo e, por conta da biodiversidade, também é um espaço de investigação e de formulação de hipóteses científicas importantes no campo das ciências naturais. Aprender com e na natureza, ela pode ser um objeto de estudo em si, mas também um ambiente de aprendizagem onde pode-se ler um livro, estudar matemática e muitas outras possibilidades nesse conceito de ensinar do lado de fora.

A vivência nesses espaços, que podem ser praças, museus, parques e muitos outros, constituem uma forma de conhecer a história do local, o que pode beneficiar não apenas os alunos, como também os educadores e os moradores da região.

29/05/2021

Distúrbio de aprendizagem (parte II)

Quais são os principais distúrbios de aprendizagem?
Alguns exemplos de transtornos de aprendizagem mais conhecidos são:

Dislexia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio apresentam, tipicamente, uma dificuldade de leitura. É muito comum, apresentando mais de 2 milhões de casos relatados por ano no Brasil.

Disgrafia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio apresentam dificuldade na escrita. Isso inclui, principalmente, erros de ortografia, como trocar, omitir, acrescentar ou inverter letras.

Discalculia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio são afetados, principalmente, em sua relação com a matemática. Portanto, os sinais envolvem dificuldade em organizar, classificar e realizar operações com números.
Dislalia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio demonstram dificuldades na fala. Eles podem ter alterações da formação normal dos órgãos fonadores, dificultando a produção de certos sons da língua.

Disortografia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio geralmente também são afetados pela dislexia. Ainda que se relacione à linguagem escrita, a disortografia é mais ampla do que a disgrafia. Pode envolver desde a falta de vontade de escrever até a dificuldade em concatenar orações.

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Os alunos que enfrentam esse distúrbio apresentam baixa concentração, inquietude e impulsividade. Foi constatado que uma das causas do TDAH é genética e que há implicações neurológicas. O TDAH já é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um transtorno legítimo.

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