Professor Matêus Ramos Cardoso

Professor Matêus Ramos Cardoso Acontecimentos em geral sobre a educação e o ensino filosófico, informações, opiniões, relatos, pesquisas, histórias, filosofias, vídeos, fotos e artigos!

Esta página tem a intenção de expressar o que os alunos gostariam de dizer, seus anseios, seus medos, suas criticas, e sem professor colocando medo neles, porque isso existe, professor que não aceita ser criticado e sai à caça dos alunos... A mudança muda quando nós mudarmos. Nós somos o mundo. É um espaço para os alunos reconhecerem suas falhas, fazerem reclamações que revelem uma opinião pública

e não individual, tipo, nada de fazer fofoca pra jogar um grupo contra o outro. É um espaço para os alunos colocarem vídeos, pensamentos, sugestões de filmes, onde possamos escrever juntos uma escola melhor. Aliás, esse é o principal propósito: sepultar o que já é morto no âmbito escolar, tipo: o professor fala, o aluno cala a boca e escuta”. Enfim, reescrever o papel da escola, de alunos, professores, pais e toda sociedade. Juntos para uma revolução? Caneta e papel, melhor... pc, celular, tablet..

18/02/2020

A humanofobia

Não, isto não tem nada a ver com homofobia. Existe um mal muito maior. O pior mal que estamos enfrentando: a "humano-fobia". Sim, gente que tem medo de ser um humano. Gente que vive tanto tempo imenso por tecnologia que já se esqueceu do valor de dizer "me perdoa" ou "o que eu preciso para ser melhor". Gente que não consegue atravessar a mesa para Dar um abraço no filho, mas faz viagens a países distantes e deixa de lado a presença de uma criança pelos sorrisos virtuais do facebook.

Temos medo de falar dos nossos medos. Muito embora nem todo mundo saiba lidar com as nossas limitações. Não é para todo mundo que podemos espalhar nossa humanidade, especialmente quando percebemos que não temos somente qualidades e quando a limitação bate a porta da nossa vida. E então, é necessário termos alguém para falar dos nossos erros, do que não é beleza em nós. Porque não temos que falar somente de coisas boas, porque não somos somente coisas boas. Por vezes, se não todas, Somos um punhado de caos, alegria, loucura e tristeza.

E o pior é que vivemos em tempos no qual falar das nossas fragilidades é ser taxado como louco, mas ao mesmo tempo, é normal viver de maneira insana a existência, trabalhando como escravos, vivendo em cidades cheias de gente vazia.
Há pessoas com enorme dificuldade de falar sobre o que há dentro de si. Sabe, existe uma verdade em nós, que é a de por vezes partilhar nossa alma. Conheci um pai que f**ava longas horas brincando e conversando com seu cachorrinho, mas não conseguir tirar um minuto para brincar com seu filho. E nem adianta dar brinquedos, como diria a psicóloga Sumaia Cabrera “bens materiais não melhoram relacionamentos ruins.”

Há muita gente vivendo na superfície. Por isso, gosto de pensar na maquiagem como uma metáfora contemporânea. Às vezes vejo fotos de mulheres lindas, com tanta maquiagem que mal da pra ver a alma delas. Tenho medo de tudo isso. Tenho medo de um dia não pensar mais sobre isso. Medo dos corpos perfeitos e corações distantes.
É triste quando você se esforça pelo outro, por ouvir a dor da alma que nele se torna insuportável. Você chora a dor dos outros você toma o fardo da Cruz dela ou dele, mas quando você precisa espalhar sua dor, você se perceber sozinho. Para o outro todo tempo, para você o silêncio e o descaso. Você não tem direito ao céu e pior, nem mesmo ao inferno.
Banido de tudo e todos. E você ouve "já vou", ou, "vou tomar banho"...e te resta o silêncio do esquecimento. Somos a geração com enorme habilidade de "conviver" com máquinas, com a tecnologia, mas enormemente incapaz de sentar diante da história humana que por ela clama.

Se Nietzsche anunciava na modernidade que Deus está morto, na contemporaneidade o ser humano é que morre. Morre porque sua singularidade é perdida numa idolatria ao trabalho. Morre porque não é amado na sua inteireza, morre porque mesmo inundado de tecnologia ele é solitário. Tem tudo ao seu alcance, e ao mesmo tempo nada.
Então, se você não quiser adoecer, fale dos seus sentimentos. Existe o que se chama de “talking cure”, a cura pela fala. Lacan, um psicanalista francês, dizia que dores são palavras não ditas. Aliás, quais são suas?

14/02/2020

Normose: a doença de ser normal (Texto curto)

Todo mundo quer se encaixar num padrão. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, bem-sucedido e está de bem com a vida. Quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo.

A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões e outras manifestações de não enquadramento. Mas nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.

Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. (...) Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada. Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Texto do jornalista e cartunista Luciano Pires adaptador a partir do texto do filósofo, psicólogo e teólogo francês Jean-Ives Leloup, na década de 1980.

http://www.itatiaia.com.br/blog/jose-lino-souza-barros/a-normose-texto-do-jornalista-e-cartunista-luciano-pires

04/08/2018

A nudez da intimidade

Pensar é um processo que se dá de maneira a dialogar com várias instâncias da sociedade, inclusive com aquelas que não g...
25/07/2018

Pensar é um processo que se dá de maneira a dialogar com várias instâncias da sociedade, inclusive com aquelas que não gostamos. E se uma pessoa que nos fez algum mal conseguir mostrar a nós o quem nem nós sabíamos? O outro nos serve como espelho, o outro nos desnuda e nos faz ver a nossa inteireza e nos ajuda a ver os contrários que habitam em nós. Se você perceber algum valor neste vídeo, curta, inscreva-se e compartilhe com seus contatos!

Há uma dificuldade muito grande em parar pensar sobre o que está a nossa volta e dentro de cada um. O erro do outro pode ser tão benéfico quanto sua virtude....

Eu te ofereço para hoje a possibilidade de pensar sobre a morte. Porque se tivéssemos a constante consciência de que vam...
17/06/2018

Eu te ofereço para hoje a possibilidade de pensar sobre a morte. Porque se tivéssemos a constante consciência de que vamos morrer, seríamos menos mesquinhos, não seríamos tão gananciosos, não veríamos políticos tão desumanos, gastaríamos mais tempo amando do que odiando. Porque todos, um dia irão dobrar seus joelhos perante a morte. Aqui um link de um trecho de um vídeo de um dos meus livros. (Não publicado). Não é vírus, ok? Curta, compartilhe e se inscreva no canal.

A recusa da discussão sobre a morte implica em perceber a necessidade que cada indivíduo possui em se confrontar consigo, com sua realidade mais profunda, po...

Vamos pensar sobre os nossos medos?
22/05/2018

Vamos pensar sobre os nossos medos?

Um trecho de um dos meus livros (não publicados) que tem a intenção de nos fazer pensar nos relacionamentos diante do avanço da tecnologia e com o convívio c...

Convido para se inscreverem no meu canal, mas somente se houver algum signif**ado para vocês. Então, vamos pensar sobre ...
20/05/2018

Convido para se inscreverem no meu canal, mas somente se houver algum signif**ado para vocês. Então, vamos pensar sobre a morte? Vídeo gravado no cemitério municipal de Sombrio. Pensar na morte, ajuda a repensarmos a vida, pois, o que modif**a o nosso viver é a nossa maneira de pensar.

De uma maneira ou outra teremos que aceitar sua proximidade. Uma realidade que machuca, mas mostra a nossa essência. Quando ela vier, e Ela virá, estejamos p...

Convido aos meus ex-alunos a assistirem o vídeo e colaborarem para a divulgação do meu primeiro livro. No link um trecho...
20/05/2018

Convido aos meus ex-alunos a assistirem o vídeo e colaborarem para a divulgação do meu primeiro livro. No link um trecho de um dos textos do livro. Toda semana faço um vídeo divulgação. See yaa..

Aqui está um trecho de um texto para a divulgação do meu livro "Reflexões contemporâneas: o desafio de pensar o que vivemos e viver o que pensamos." Autor : ...

04/05/2018

A estreita relação entre o amor, o tempo, sapatos e anéis

Com o tempo, encontraremos alguém que nos ajude a voltar a acreditar e a aceitar que o outro é complemento para nossa humanidade limitada. Acreditar que com o outro eu posso ser o que ainda não sou.

Achei há algum tempo atrás uma frase num livro, do qual não me lembro mais o título, mas a frase é muito interessante para concluir este livro. Ela diz que: “Se precisar forçar é porque não é do seu tamanho. Isto serve para sapatos, anéis e relacionamentos.”

Trecho do livro "Casamentos e Cativeiros: O amor não mora mais aqui."

A Insuportável SolidariedadeSegundo Zygmunt Baumann, houve uma quebra da ideia de comunidade (segurança), e os seres hum...
30/04/2018

A Insuportável Solidariedade

Segundo Zygmunt Baumann, houve uma quebra da ideia de comunidade (segurança), e os seres humanos buscaram a solução para tal crise na individualidade. A identidade sob a ótica do consumo entra nas relações sociais.
Da mesma maneira, ninguém f**a com um produto em casa que não satisfaça aos seus interesses. E quando se trata de ajudar o outro ninguém quer ser incomodado. É mais fácil f**ar só na comodidade do seu ninho.

É que o império do mercado se reflete na crescente comercialização das relações humanas. Uma competição feroz orienta a vida de homens e mulheres, deixando de lado valores tais como a solidariedade, a colaboração, entre outros.

Christopher Lasch aponta que em nosso tempo há uma preocupação com a sobrevivência de si. Na verdade, a preocupação não é para que o outro possa sobreviver, mas, para que o “eu” possa ter sua existência garantida. Importa que os interesses satisfaçam o prazer do individuo. É chamada ética da autopreservação, que no final das contas é apenas um reflexo da experiência subjetiva do vazio e do isolamento Pós-Moderno.

Esquecemos do “ser presença” , do “estar com”, de estender a mão. O que resta? A morte da solidariedade e o reinado do individualismo crônico.

Trecho do livro "Reflexões Contemporâneas: O desafio de pensar o que vivemos e viver o que pensamos."

18/04/2018

Sobre solidão e loucura

Posso até estar errado, mas não devemos nos assustar com a solidão de uma vida de solteiro ou solteira. Especialmente quando te chamam de louco devido as tuas escolhas. A meu ver, louco são aqueles que sustentam relacionamentos falidos. Loucos são os que pagam enormes prestações em carros de luxos enquanto vivem de aluguel das "suas" casas. Os reais loucos são os que deixam de lado seus sonhos para viverem de aparência.

Então, a vida de solteiro pode simplesmente ser o desejo de ser verdadeiro consigo mesmo. E isso não é para qualquer um.

Até porque sua loucura pode ser na verdade sua liberdade. E ai você acaba descobrindo, o que nas palavras de Alejandro Jodorowsky, f**a claro: "Pássaros criados em gaiolas acreditam que voar é uma doença."

Trecho do livro "Casamento e Cativeiros: o amor não mora mais aqui." Autor: Matêus Ramos Cardoso

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Sombrio, SC

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