01/10/2020
Constelação icônica do céu austral limitada pelas constelações do centauro: a leste, norte e a oeste, ou seja a constelação está digamos que na “barriga do centauro” com a constelação da mosca ao sul. Ocupa uma área de 68 graus quadrados, apesar de ser a menor das constelações oficiais do céu, é a mais famosa do hemisfério sul, suas quatro estrelas principais foram catalogadas pelo famoso astrônomo Claudius Ptolomeu em sua mais notável publicação o Almagesto, no início classificou como sendo uma extensão da constelação do centauro. As estrelas que mais tarde dariam origem a constelação do Cruzeiro do Sul, foram ignoradas por muito tempo, desde o século II d.C.. Somente com as grandes navegações do século XV e XVI aos mares do sul, as estrelas dessa constelação voltaram a chamar a atenção dos navegantes.
O primeiro documento que relaciona o nome Crux é a carta escrita pelo Físico Mestre João, da comitiva de Dom Pedro Alvares Cabral, direcionada ao Rei de Portugal, Dom Manoel, em abril de 1500. A constelação foi finalmente oficializada a partir da inclusão no livro Uranometrie, publicada, em 1604 pelo Médico e Astrônomo Jean Bayer. Essa constelação notável pela sua forma simbólica e icônica e ainda pelo brilho de suas componentes, estão ao lado de uma nebulosa escura, popularmente conhecida por S**o de Carvão.
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