PET Dimensões da Linguagem - UFRRJ

PET Dimensões da Linguagem - UFRRJ Página do grupo PET Dimensões da Linguagem da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Essa página é um espaço onde vamos postar dicas de Português, curiosidades históricas, dicas de filmes e livros etc... Também vamos divulgar nossos eventos e palestras... Enfim, é um espaço para trocar informações! ;)

14/11/2025

Poetize-se! ✨
O PET Dimensões da Linguagem apresenta mais uma edição do projeto que celebra a potência sensível e reflexiva da poesia. Desta vez, mergulhamos na simplicidade profunda de Fernando Pessoa, que nos lembra que a natureza segue seu curso mesmo diante da nossa ausência. Um poema que nos convida a aceitação, a encontrar a serenidade no fluxo e a perceber a beleza naquilo que continua, ainda que nós já não façamos parte.

📖 “Quando vier a primavera” (Fernando Pessoa)

“Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.”

Interpretação:
Edição e arte:
Revisão: .orlando.73 e

07/11/2025

Poetize-se! ✨
O PET Dimensões da Linguagem retorna com mais uma edição do projeto que celebra a força transformadora da literatura. Desta vez, as palavras de Fernando Sabino nos convidam a refletir sobre o movimento constante da vida: o recomeço, a persistência e a beleza que nasce até das interrupções. É um texto que fala sobre seguir em frente, mesmo quando o fim chega antes do esperado, e sobre transformar o inevitável em arte.

📖 Trecho de “O Encontro Marcado” (Fernando Sabino)
“De tudo, ficaram três coisas:
a certeza de que ele estava sempre começando,
a certeza de que era preciso continuar
e a certeza de que seria interrompido antes de terminar.
Fazer da interrupção um caminho novo.
Fazer da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sono uma ponte,
da procura um encontro.”

Interpretação: .florbutterfly
Edição e arte:
Revisão: .orlando.73 e

20/10/2025

Poetize-se! ✨
O PET Dimensões da Linguagem retorna com o projeto que te convida a mergulhar no universo da poesia. Nesta edição, a poesia de Carlos Drummond de Andrade nos conduz por um caminho de lembranças, onde o tempo se mistura à saudade, e o passado ganha voz no presente. É um poema sobre ausência, mas também sobre o poder de recordar.

📖 Memória (Carlos Drummond de Andrade)
“Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.”

Interpretação:
Edição e arte:
Revisão: .orlando.73 .73 e

Permeada pelo Modernismo que envolvia as produções artístico-literárias, logo após sua saída da cadeia Patrícia Galvão l...
03/03/2023

Permeada pelo Modernismo que envolvia as produções artístico-literárias, logo após sua saída da cadeia Patrícia Galvão lança seu primeiro livro sob o pseudônimo de Mara Lobo: Parque Industrial (1933).

A obra traz como foco a história de cinco jovens mulheres que trabalham em uma mesma fábrica de tecidos, apresentando os diferentes rumos que suas vidas tomam de acordo com o nível de consciência de classe de cada uma.

O romance é uma crítica explícita, na qual a autora traz trechos quase didáticos quanto à exploração sofrida pelo proletariado. Ao acompanharmos a rotina dos trabalhadores sendo engolidos pela indústria enquanto se incorporam em seu movimento repetitivo e contínuo, percebemos que, como tudo, o que resta é a indignação e o reconhecimento no irmão-trabalhador. Nesse contexto, despertar e compreender o lugar que se ocupava como classe trabalhadora era essencial para que a luta por mudanças efetivas se tornasse real.

Apesar da potência do livro, não houve boa recepção pela crítica, ganhando força apenas anos depois. Entretanto, em coletâneas de autores como Antonio Candido, Alfredo Bosi e Massaud Moisés, nenhuma menção é feita a Pagu. Em livros intitulados como “História da Literatura” não há sinal da presença de Galvão como escritora da década de 30, o que também ocorreu com diversas outras autoras da época e para além dela. Nomes como Gaika Machado (eleita a maior poetisa do Brasil, em 33), e Edneia de Moraes ficam esquecidos na história. Desde Maria Firmina dos Reis, sendo a primeira mulher negra a publicar um romance no Brasil, até a escritora contemporânea Lygia Fagundes Telles: as obras de diversas mulheres influentes são deixadas de lado em coletâneas que prometem dissecar a história da nossa literatura.

O massivo apagamento das mulheres na literatura é evidente, especialmente mulheres negras, como é o caso de Firmina, que precisou de anos até sua obra ser validada. É necessário emergir essas histórias, escritos que contém um olhar completamente diferente de determinado momento histórico, político e social. Precisamos trazer para a luz outras vozes, que fogem à hegemonia, com reivindicações extremamente pessoais e, ao mesmo tempo, coletivas.

No dia 16/02, o governo federal anunciou um reajuste no valor das bolsas acadêmicas, que permaneciam congeladas desde 20...
02/03/2023

No dia 16/02, o governo federal anunciou um reajuste no valor das bolsas acadêmicas, que permaneciam congeladas desde 2013. São contemplados discentes de pós-graduação, iniciação científica e também para a formação de professores da educação básica.

Os grupos PET de todo o Brasil também estão incluídos na ação, com um aumento de 75% do valor atual (R$400,00). Sabrina Guimarães é petiana do grupo Dimensões da Linguagem e, além da bolsa, contava com o dinheiro de seu estágio em educação e sua renda extra vendendo seus quadros para se manter. “Mesmo que o aumento ajude bastante, ainda não supre o suficiente os custos que um estudante tem ou possa ter dependendo do contexto que ele vive”, desabafou a estudante de Pedagogia.

A partir do mês de março, os petianos passam a receber o valor de R$700,00 (setecentos reais) por mês. Além do reajuste, 10 mil novas bolsas serão ofertadas para as áreas favorecidas. "Com essa medida, queremos que os estudantes brasileiros vislumbrem a pesquisa como campo de formação e também de trabalho", afirma a ministra da ciência e tecnologia, Luciana Santos. Essa conquista faz parte de medidas e projetos do governo de Lula (PT), que entrou em vigência em janeiro deste ano e promete ainda mais investimentos em educação.

Patrícia Galvão (1910-1962) foi uma figura marcante no século XX, principalmente pela sua forte presença nos movimentos ...
01/03/2023

Patrícia Galvão (1910-1962) foi uma figura marcante no século XX, principalmente pela sua forte presença nos movimentos sociais, tendo sido a primeira presa política do Brasil. Pagu atuava também como jornalista, escritora e desenhista, tendo publicado em vida dois romances, uma autobiografia e uma coletânea de contos, para além de participações em revistas e colunas de jornal.
Sua primeira aparição como artista visual foi em 1929, com a publicação da segunda edição da Revista Antropofagia, pensada a partir dos ideais modernistas de 22. Na seção “Álbum de Pagu: nascimento, vida, paixão e morte", a artista apresenta muitos de seus desenhos como auto-retratos, exprimindo seus desejos e angústias. A partir disso, juntamente com a sua forte presença político-ideológica, Pagu passa a ser uma figura marcante no movimento Modernista, ficando conhecida como Musa Antropofágica. O idealismo da ‘mulher ousada’ foi construído ao redor de sua imagem, o que diversas vezes abafou e afetou a percepção do público e da crítica quanto às suas obras, deixando em segundo plano seu lugar de escritora e artista plástica e evocando constantemente a figura mítica e polêmica que havia se tornado.
Após iniciar suas publicações ao lado de Oswald de Andrade no jornal “O Homem do Povo”, Pagu irrompe como pioneira na publicação de histórias em quadrinhos no Brasil. Com a produção da tira “Malakabeça, Fanika e Kabelluda” passa a abordar assuntos polêmicos à época e tece críticas ao sistema capitalista. Apesar das questões que trazia nos quadrinhos já serem alvo de discussões, uma de suas maiores atuações políticas ocorreu com a coluna “Mulher do Povo”, na qual Pagu discorria sobre o movimento comunista, a luta de classes, questões feministas, entre outros assuntos. Ambas as produções escritas, foram publicadas em oito edições, de março a abril de 1931, do Jornal “O Homem do Povo”, Tendo maior espaço e liberdade para trazer um pouco mais de si mesma à escrita, a jornalista abarcava experiências e opiniões pessoais entrelaçadas às suas reivindicações político-sociais, conversando diretamente com as mulheres proletárias brasileiras dos anos 30.
(Parte II no próximo post)

Amanhã acontece o primeiro Fórum PET de 2023, reunindo os 14 grupos para trocas, decisões e projetos em comum. Nessa reu...
13/02/2023

Amanhã acontece o primeiro Fórum PET de 2023, reunindo os 14 grupos para trocas, decisões e projetos em comum. Nessa reunião será escolhido o novo coordenador do fórum, além do planejamento das ações humanitárias.

O encontro acontecerá na sala 7 do ICHS e, por seu tamanho reduzido, é sugerido a presença de um tutor e um petiano por grupo. Para os demais, será aberto um meet para acompanhar as decisões!

É difícil escrever no passado de alguém que não só estava, como é presente. Glória Maria foi uma repórter, jornalista e ...
06/02/2023

É difícil escrever no passado de alguém que não só estava, como é presente. Glória Maria foi uma repórter, jornalista e apresentadora de grande destaque e prestígio no jornalismo brasileiro. Nascida na Zona Norte do Rio de Janeiro, ela foi a primeira a aparecer ao vivo na TV em cores, ainda nos anos 70. Uma grande referência não só para jornalistas, como para toda comunidade negra, que carece até hoje de representatividade na mídia.

Efetivada pela Globo nos anos 70, fez sua primeira reportagem sobre a queda do Elevado Paulo de Frontin (RJ). Pouco tempo depois, consagrou-se como âncora da emissora, apresentando o Jornal Nacional, o Fantástico e o Globo Repórter.

O trabalho de Glória teve grande prestígio por sua coragem, ousadia e carisma ao fazer reportagens e viagens para lugares incomuns, como o deserto do Saara e a Palestina. Visitou o Grand Canyon, onde andou de balão; fez matérias em Hong Kong, onde mostrou um panda gigante; mostrou a cultura da Jamaica, onde experimentou maconha em meio à exibição da reportagem; pulou do mais alto bungee jump do mundo com 233 metros de altura, em Macau. Conheceu mais de 100 países, carimbou cerca de 15 passaportes.

A repórter foi a única brasileira a entrevistar Michael Jackson. Além dele, pôde entrevistar outras grandes celebridades internacionais como Freddie Mercury, Harrison Ford, Nicole Kidman, Leonardo Dicaprio e Madonna.

Entretanto, o grande reconhecimento pelo seu trabalho não a impediu de ser vítima de racismo. Glória Maria revelou, em 2020, que foi a primeira cidadã brasileira a usar a Lei Afonso Arinos, primeira norma contra o racismo no Brasil. Ela foi impedida de entrar em um hotel pelo seu tom de pele.

Sempre muito carismática e simpática, Glória Maria foi muito discreta sobre sua vida pessoal. Teve um casamento privado, só revelado 5 anos depois. Em 2009, tornou-se mãe das irmãs Maria e Laura, hoje com 14 e 15 anos. Dez anos depois, descobriu um câncer no pulmão, mas, após tratá-lo por três anos, infelizmente, parou de ter efeito, o que acarretou seu falecimento. Glória Maria nunca quis revelar sua idade, sabia que seu legado seria eterno.

O grupo PET DIMENSÕES DA LINGUAGEM vai realizar mais um sarau cultural na próxima quinta, 15/12, às 17h, no pátio do ICH...
12/12/2022

O grupo PET DIMENSÕES DA LINGUAGEM vai realizar mais um sarau cultural na próxima quinta, 15/12, às 17h, no pátio do ICHS.

Para essa segunda edição do evento, não estaremos recebendo inscrições para apresentações, porque já temos mais de 30 inscritos, em diversas modalidades (poesia, conto, música, apresentação de dança), que irão se apresentar nesse dia 15/2 e em próximas edições.

Toda a comunidade acadêmica está convidada para assistir e usufruir das apresentações programadas. 

Venha participar conosco!

O grupo PET Dimensões da Linguagem, através do projeto Espaço Aberto, reuniu artistas no Sarau de Quinta.A atividade pro...
07/12/2022

O grupo PET Dimensões da Linguagem, através do projeto Espaço Aberto, reuniu artistas no Sarau de Quinta.

A atividade propõe a criação de um momento artístico e cultural feito para os estudantes e por eles mesmos. A primeira edição do evento aconteceu no dia 17/11, com artistas de diversos cursos da UFRRJ.

O Projeto Espaço Aberto tem como planejamento trazer o artístico-cultural ao ambiente acadêmico, reunindo técnicos, professores e alunos da UFRRJ. Para o Sarau de Quinta, uma ação de extensão do projeto, temos a coordenação dos petianos Ayana Martino (Belas Artes), Thuane Luziê (História), Pedro Madeira (Serviços Sociais), Carles André (Belas Artes) e Silas Sena (Belas Artes).

A primeira edição do Sarau de Quinta contou com mais de 20 inscritos e o evento preencheu o pátio do ICHS com dança, música e poesia performadas por alunos de diversos cursos da universidade.

A atividade planeja acontecer quinzenalmente nas quintas-feiras, das 17h às 18h, no pátio do ICHS. Venha participar com a gente!

Endereço

Seropédica, RJ
23890000

Horário de Funcionamento

14:00 - 17:00

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