24/05/2023
A montagem da constelação familiar, tanto em sessão de grupo como na consulta individual, é um método que ajuda a manter a atitude fenomenológica necessária para alcançar uma solução para o casal. Dessa forma, o terapeuta não deve acolher os desejos dos parceiros com a intenção de ajudá-los, mas sim entrar em sintonia com a alma ou campo de relacionamento do casal, acompanhando a vibração do sistema do relacionamento através da constelação ou de outro método que lhe permita ver e entrar em contato.
O terapeuta transmite uma indicação ou um conselho essencial e, em seguida, se retira, não acompanhando o processo do casal até a solução. Ele não é um mecânico, juiz, correligionário, pai ou familiar, mas sim um navegador experiente que, de acordo com o objetivo do casal, indica o caminho ou mesmo assume o comando em seu trecho inicial. O objetivo do aconselhamento de casal não é modificar a personalidade dos parceiros, mas sim atingir o que é exigido para o próximo passo e preservar a dignidade de ambos.
Antes de abrir uma nova perspectiva sobre a relação do casal, o terapeuta deve interromper os padrões que impedem e destroem o relacionamento. Da mesma forma como recusa acolher as ideias dos parceiros sobre a maneira de ajudá-los, ele deve interromper rapidamente os padrões de pensamento e comportamento que são parte do problema e não trouxeram ajuda até o momento. As constelações familiares, em sessões de grupo ou individuais, são uma ajuda metódica muito eficiente, pois afastam os parceiros de discursos estereotipados sobre o relacionamento, levando-os a um olhar conjunto sobre a constelação e, consequentemente, sobre os movimentos mais profundos que fazem progredir o seu relacionamento.