15/08/2023
TDAH e a negação!
Ainda há inúmeras pessoas negando a existência do Transtorno. Seja no âmbito familiar, onde se prefere viver dias difíceis, de convivência e mesmo de separação, ao invés de buscar ajuda ou oferecer ajuda. Seja no âmbito escolar, quando se nega a existência do TDAH e se rotula o aluno de preguiçoso, desinteressado, desorganizado, entre outras características que rebaixam o aluno ao que ele, na realidade, não é. Seja no mercado de trabalho, quando este não se adapta, não consegue se integrar, ou mesmo não são consideradas as suas potencialidades para exercer tais funções, são demitidos ou se demitem, impulsivamente, depois se arrependem, mas não tem mais o que fazer.
É fácil encontrar pessoas com habilidades fantásticas, mas que têm sua vida cercada de dores e sofrimentos, por não conhecer a si mesmo e nem receber o tratamento adequado.
ONDE NÃO VEMOS NEGAÇÃO?
No âmbito científico, no mundo inteiro, onde se estuda transtornos mentais, onde se estudam neurotransmissores e suas funções. Há pesquisas avançadíssimas na área. Alguns, parece, para justif**ar determinadas práticas ou para promoção pessoal, gostam de falar contra a existência do TDAH ou de outros transtornos.
Assim, vamos ao que é científico, repetindo aqui: 5% das crianças, em idade escolar, têm TDAH. 2,5 % dos adultos, na vida afora, seja no mercado de trabalho, seja nos relacionamentos, seja na vida em família, têm TDAH.
É uma porcentagem da população. Não são todas as pessoas. Mas, quem tem TDAH, passando por intervenções, cada um conforme o seu caso, terá infinitos ganhos para a sua vida e eliminará a maioria dos seus sofrimentos e daqueles com quem convive!
De acordo com muitos estudos científicos, publicados no PUBMED e SCIELO, por exemplo, após validação, veja o que é importante saber sobre crianças e adolescentes com TDAH:
✏Maior frequência de acidentes, inclusive com aumento na taxa de mortalidade.
✏Maior frequência de abandono de tarefas. Inicia e não termina cursos, sempre para e começa em outra área.
✏Mais problemas de aprendizado escolar. Maior frequência de reprovações, expulsões e abandono escolar.
✏Impulsividade nas ações e nas palavras, gerando abandono do grupo e isolamento social, em muitos casos.
✏Maior incidência de abuso de álcool e dr**as, ao final da adolescência.
✏Maior incidência de depressão e ansiedade.
✏Maior incidência de obesidade.
Seriam motivos para ajudar uma criança ou um adolescente? Tenho certeza que sim!
Ela é possível, e estamos fazendo isto diariamente! Semanalmente! Mensalmente! E vemos o quanto isto transforma vidas, de famílias inteiras! Principalmente dos TDAH.