14/08/2020
ESCOLAS PARTICULARES JÁ CONSIDERAM ENCERRAR O ANO LETIVO COM ENSINO À DISTÂNCIA
A volta das aulas presenciais, a partir do final de agosto, como sugere o governo do estado, não encontra resistência e contrariedade somente na rede pública de ensino. As duas escolas particulares mais tradicionais do município, a Fátima e a São Lucas, também enxergam a proposta do governo estadual como precipitada.
De acordo com a diretora da escola Fátima, Flávia Costa Mentges, ainda é cedo para encaminhar o retorno das atividades . “Em primeiro lugar, temos compromisso com a vida, e a Fátima não vai colocar a saúde de seus alunos, professores e funcionários em risco”, salienta, reforçando que a escola se preparou durante a pandemia para atender com qualidade os alunos de forma remota. “Investimos em tecnologia para isso e os resultados estão sendo muito bons”, completa.
Para o diretor da São Lucas, Everton Vargas, o fato do estado se encontrar ainda no pico da pandemia, colocaria toda a comunidade escolar em risco. “Todos estaríamos expostos ao contágio, dos alunos aos funcionários”, argumenta. De acordo com o diretor, a São Lucas está preparada para atender seus 400 alunos pelo método à distância. “Desde o dia 17 de março implementamos um sistema de aprendizagem que é utilizado em todas as unidades da rede Ulbra de todo o Brasil. Pais e alunos estão satisfeitos com os resultados”, diz.
PESQUISA
Durante os próximos dias, a Fátima deve realizar uma enquete com os pais dos seus 670 alunos para saber o que eles pensam sobre o retorno das atividades.
O mesmo tipo de pesquisa já foi realizada pela São Lucas, em maio e junho. O resultado apontou 82% dos pais favoráveis ao ensino à distância. A maioria destes pais destacaram, ainda, que não vão enviar seus filhos à escola, caso as aulas retornem antes de uma vacina contra a Covid-19.
ANO LETIVO À DISTÂNCIA
As duas escolas já trabalham com a hipótese de encerrar o atual ano letivo sem aula presencial. “Se for decidido por isso, estamos plenamente preparados”, garante, Mentges.
Seu colega segue na mesma linha. “Vamos seguir a autoridade municipal, e se tiver que encerrar o ano com ensino à distância, não teremos problemas”, destaca, Vargas.