Kerly Ferro nasceu no dia 15 de novembro de 1969, na cidade serrana de Nova Prata-RS. Seus bisavós eram imigrantes que vieram do Sul da Itália, fruto da mistura de italianos, espanhóis e alemães. Filha mais velha de três meninas, começou a trabalhar na loja de sua mãe com 12 anos. Formou-se como Técnica em Contabilidade no Ensino Médio. Com 17 anos e espírito aventureiro, morou 6 meses na cidade
do Rio de Janeiro e um ano e meio na cidade de São Paulo. Aproveitando a oportunidade de trabalho, comprava confecção feminina para uma rede de lojas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Voltou ao nosso estado e fixou residência em Porto Alegre, trabalhando como escriturária em um escritório. Com espírito crítico e reflexivo relacionado às relações entre empregado e empregador, Kerly sempre foi atenta às modificações sociais. Casou e teve um casal de filhos. Voltou a estudar e se formou no Magistério em 1998, acrescentando as didáticas que lhe davam condições de iniciar sua jornada na Educação. Em seguida iniciou o curso de Pedagogia, se formando em 2002 com três habilitações: Séries Iniciais, Supervisão Escolar e Didáticas do Ensino Médio (psicologia, sociologia e filosofia). O divórcio ocorreu durante a formação acadêmica. Concluiu seus estágios e passou em seu primeiro concurso, em 1o lugar, como monitora da rede estadual na cidade de Torres, em 2003. Enquanto servidora do Estado, participou de todas as manifestações organizadas pelo CPERS, visando melhorias na Educação. A Kerly lutou pela valorização do profissional, tanto financeiramente como no que se refere às oportunidades de formação. Ela pensa no aluno, que merece se tornar um ser crítico e um cidadão pleno, dono de sua história, sabendo de onde vem, quem é e para onde vai. Em 2006 foi nomeada para professora das Séries Iniciais em Alvorada. Logo depois concluiu o curso de Psicopedagogia e se exonerou da rede estadual. Mas levou consigo a aprendizagem da luta por uma Educação de equidade e de garra para enfrentar o capitalismo, as privatizações, o descaso com a sociedade em geral, principalmente com os menos privilegiados. Em Sapucaia do Sul, foi nomeada no concurso em 2012, onde fixou sua residência. Suas batalhas são para o avanço da Educação, portanto não teve medo de confrontar diretores, Secretaria de Educação e até colegas que praticavam a homofobia, o racismo, o bulliyng, o machismo e a xenofobia, e que desrespeitavam os docentes que ousaram questionar e não seguir a cartilha. Inclusive, a Kerly sofreu perseguição nas escolas por defender os alunos dessas violências, por lutar pela Educação Física nas Séries Iniciais, pela implementação de reuniões democráticas com a comunidade escolar e, principalmente, por questionar uma administração vertical, que não aceitava opiniões contrárias. A Kerly sempre foi contra armas e a favor da vida, contra igualdade e a favor da equidade, contra o puxa-saquismo e a favor da justiça, contra o preconceito e a favor do desenvolvimento da auto- estima. Ela acredita em uma Educação onde o aluno se torne um ser pensante, autônomo, crítico, que saiba de seus direitos e não se venda por um material escolar de péssima qualidade. Sempre se posicionou contrária à destruição da floresta Amazônica e ao extermínio dos povos indígenas. Também é favor de TODAS as famílias: de duas mães ou dois pais, pais e mães solos, avós e netos ... Porque acredita que família existe onde há respeito e cuidado. Segue a constituição que diz que o Estado é LAICO, e por este motivo NENHUMA RELIGIÃO DEVE SER PRIVILEGIADA, mas TODAS DEVEM SER ESTUDADAS E RESPEITADAS. E que o nome de Deus jamais deve ser falado em vão. Acredita que Pátria somos todos nós, sem tortura, sem ditadura, sem golpe e sem imposição. Defende a ideia de que a liberdade de expressão é fundamental, mas entende que diminuir a existência do outro jamais será "liberdade". Por isso, é contra expressões que ofendem, vão contra as instituições ou mentem através de fake News. Como deputada estadual, pretende continuar defendendo o que sempre acreditou, colocar em prática suas teorias e vivências tendo em vista sempre uma vida digna para os cidadãos brasileiros, com saúde, educação de qualidade, direito à moradia e qualidade de vida. Medo não faz parte de seu vocabulário. A vida é uma eterna aprendizagem que se concretiza na troca com o outro. Acrescentamos que foi uma das que assinou para construção do PSOL e uma das primeiras filiadas. O partido sempre representou suas ideologias e que sempre representou e apoiou o partido; e nunca se arrependeu de seus votos nos representantes do PSOL!