16/05/2026
Histórias do Evolução
𝗤𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝗮𝗻𝗰𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝘃𝗶𝗿𝗮 𝗼 𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗱𝗮 𝗰𝘂𝗿𝗮
𝘱𝘰𝘳 𝘙𝘢𝘧𝘢𝘦𝘭 𝘚𝘪𝘭𝘷𝘢
Durante um Concurso de Bolsas no Centro de Artes Evolução, entre muitos candidatos, destacou-se Nthambire, jovem com forte conexão com sua ancestralidade africana. Inicialmente interessada em Danças Urbanas, foi incentivada por uma amiga a também tentar o Sapateado. No processo, descobriu a origem negra dessa linguagem, fato que desconhecia e que despertou ainda mais seu interesse.
Ao final, incompatibilidades de horário a levaram a escolher o Sapateado. Mesmo com uma turma reduzida, que acabou ficando apenas com ela, manteve-se firme, participando das aulas, apresentações e avaliações. Sua relação com a dança se conectava diretamente ao desejo de vivenciar sua ancestralidade, frequentemente expressa também em sua forma de se apresentar.
No aniversário de um ano da instituição, um momento inesperado revelou a dimensão dessa trajetória. Sua mãe relatou que Nthambire enfrentava dificuldades emocionais severas, necessitando medicação para dormir. Após cerca de dois meses de aulas, passou a não depender mais desse recurso, evidenciando uma mudança significativa em sua qualidade de vida.
A experiência demonstrou como a prática artística pode ultrapassar expectativas pedagógicas, atuando também no campo emocional. Posteriormente, Nthambire ingressou na universidade e se mudou de cidade, após concluir uma etapa do curso com êxito.
Sua trajetória no Evolução evidencia a relação entre arte, identidade e transformação, mostrando como o contato com a própria ancestralidade pode se tornar um caminho de fortalecimento pessoal.