25/04/2022
Mães têm sexto sentido...
Eu nunca entendi bem isso até os dias que antecederam a internação da Mabu.
Fora 4 dias de idas ao PS até descobrirem o que ela tinha e não foi fácil, na verdade foi sorte!
Manu gritava de dor na.madeugada de domingo pra segunda, uma dor aguda do lado direito: apêndice!
Não era...
O médico pediu hemograma (deu alterado), urina (deu alterado) e raio-x do abdômen.
Disse que eram gases, deu remédio e voltamos pra casa.
Na madrugada seguinte, gritos e choros. Corre novamente pro PS. Não era normal aquela dor...
A médica deu dipirona em gotas, orientou pedirmos um ultrassom pra médica dela e pronto.
Enquanto tudo isso acontecia eu sentia uma taquicardia, uma falta de ar, semelhante a uma crise de ansiedade, era o FEELING DE MÃE.
Quarta a médica dela, sempre do nosso lado, acompanhando os exames, deixou o pedido do ultrassom. Consegui agendar para o dia seguinte.
Manu seguia tomando dipirona para febre e dor sem adiantar muito.
O médico no exame se pudesse virava ela do avesso.
Mais um exame e nada!
Saí da clinica, direto pro PS, entrei no consultório aos prantos!
Falei pra médica: minha filha não tá bem, eu não tô louca!
E finalmente fui ouvida.
Repetimos todos os exames e ela incluiu uma tomografia. Não tinha mais nada a fazer, mas aquela médica acreditou em mim.
Lá estava uma pneumonia de base. Isso mesmo! Na base do pulmão.
A dor que a Manu sentia era um reflexo.
Era grande e precisamos internar. Mas ali por mais preocupada que eu estivesse, finalmente sabíamos o que ela tinha e era grave.
Aquela médica fez o que ninguém havia feito, ela me ouviu e acreditou em mim, ao ponto de afirmar que se não descobrissemos com aqueles exames o que a Manu tinha ela internaria para encaminhar a cirurgiões, exames específicos.
Aquela médica acompanhou nossos 10 dias de internação e validou cada sentimento nosso.
Na primeira visita, com um grupo de residentes, ela me pediu pra contar toda a nossa história e ao final ela finalizou: O QUE EU QUERO QUE VOCÊS ENTENDAM AQUI É QUE A GENTE PRECISA OUVIR A MÃE, NINGUÉM CONHECE MELHOR AQUELA CRIANÇA DO QUE ELA.
E ela me fez acreditar no FEELING DE MÃE. Não é coisa da nossa cabeça. É real!