Exu Boiadeiro Sete Pedreiras no ano de 2009, a fim de divulgar, ensinar e principalmente mostrar o respeito que todos os praticantes de cultos afro-brasileiros deveriam ter pela Curimba dentro e fora dos Terreiros, Ilês ou Tendas espalhados pelo Brasil afora. Conduzido pelo Médium, Chefe de Curimba, e Pai Pequeno Jefferson Henrique de Lima, foi através dele que o Senhor Sete Pedreiras começou a propagar nossas raízes e ancestralidade assim erguendo o que hoje são as pilastras do Núcleo Força Maior. A Curimba em si possui valor e uma riqueza incontestável de conhecimento através de toques, pontos e cantigas que com o passar do tempo, e talvez, até por falta de conhecimento dos sacerdotes e dirigentes espirituais acabaram se perdendo, mas não deixaram de ser a alma vibrante dos terreiros. São os toques e as cantigas que impulsionam os trabalhos dentro dos terreiros, e partindo desse princípio o Núcleo visa não somente ensinar as pessoas a cantar e tocar, mas também mostrar, através de vivências e troca de experiências, situações diversas que exigirão conhecimento e habilidade do ogã ou curimbeiro em formação. Ser ogan, ou melhor, estar ogan não e tarefa fácil. E necessária muita ciência e consciência de suas atribuições dentro e fora do terreiro. Saber o que cantar, o porquê de tocar e quando tocar e cantar, serão algumas das atribuições imprescindíveis aos ogans em nascimento. Com o tempo vem a experiência, e com ela, a responsabilidade. Enfim o Núcleo de Curimba Força Maior, age como um divisor de águas auxiliando aqueles que desejam se aprofundar na Curimba, mas principalmente não perdendo a identidade e sempre resgatando a ancestralidade deixada como dádiva por nossos antepassados. Peço a Xangô e Olorum que nos abençoe em nossa jornada, não nos livrando das pedras, mas nos ensinando delas desviar. Jefferson Henrique de Lima
Chefe de Curimba do Templo Pai Oxalá Pai Ogum