Muitas vezes, a coordenação ou os professores procuram os pais para sinalizar que a criança ou o adolescente está enfrentando dificuldades — seja de atenção, concentração ou acompanhamento do ritmo da turma.
Nesses momentos, sem qualquer maldade, é comum que os pais reajam fazendo comparações ou até mesmo atribuindo a dificuldade à "preguiça". No entanto, essa reação acaba interferindo de forma negativa e pode piorar ainda mais a situação.
O que fazer, então?
Respire fundo e acolha: Entenda que a dificuldade não é falta de esforço. Muitas vezes, nem a própria criança ou adolescente sabe explicar o que está sentindo.
Busque ajuda especializada: O psicopedagogo fará uma avaliação minuciosa para investigar e compreender as verdadeiras causas por trás das dificuldades de aprendizagem.
Fortaleça a parceria: A partir do diagnóstico, o profissional orienta a família e a escola. Esse triângulo — família, escola e psicopedagogia — é fundamental para caminharem juntos em prol do desenvolvimento do estudante.
Nessa fase, a criança ou o adolescente precisa, acima de tudo, de pessoas que o acolham e o façam se sentir seguro, pertencente e capaz. É esse suporte integrado que garante avanços gradativos e reais na aprendizagem.
Sandra Feitosa
Psicopedagoga e Educadora Parental
Sandra Feitosa Educadora parental
🔹️Psicopedagoga e Educadora Parental
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16/08/2026
Limite também é cuidado.
Ensinar uma criança a ouvir “não” não significa ser autoritário ou diminuir sua liberdade. Significa ajudá-la, de forma gradual, a compreender que existem regras, limites, frustrações e consequências.
Na infância, as habilidades de autorregulação e funções executivas ainda estão em desenvolvimento. Elas são construídas e fortalecidas por meio das experiências e da prática. Por isso, a criança precisa do adulto para oferecer limites claros, previsíveis e adequados à sua idade.
Um “não” saudável pode ensinar:
• esperar e lidar com a frustração;
• controlar impulsos;
• compreender regras;
• respeitar o outro;
• fazer escolhas melhores;
• desenvolver autonomia e autorregulação.
Mas existe uma diferença importante: limite não é grito, ameaça, humilhação ou violência. A Academia Americana de Pediatria recomenda disciplina positiva, com regras claras, consistência, orientação e consequências adequadas, evitando punições físicas e agressões verbais.
💡 Exemplo:
Em vez de: “Você não pode porque eu mandei!”
Experimente: “Eu sei que você queria continuar brincando. Agora é hora de guardar os brinquedos. Você pode escolher: guardar os carrinhos primeiro ou os blocos.”
Acolher o sentimento não significa retirar o limite.
A criança não precisa de adultos que digam “sim” para tudo. Ela precisa de adultos presentes, firmes, afetivos e coerentes, que a ajudem a aprender aquilo que seu cérebro ainda está desenvolvendo.
Limites não afastam a criança. Quando oferecidos com respeito e vínculo, podem ajudá-la a crescer com mais segurança.
Sandra Feitosa
Psicopedagoga e Educadora Parental
14/08/2026
A separação dos pais muda a dinâmica familiar, mas não precisa transformar a infância em um campo de conflitos.
A criança precisa sentir que continua sendo amada, protegida e importante para os dois. Para isso, os adultos precisam separar os conflitos do relacionamento da responsabilidade de serem pais.
💚 Evite falar mal do outro genitor na frente da criança.
💚 Não coloque o filho para escolher lados.
💚 Mantenha rotina, limites e combinados claros entre as casas.
💚 Escute os sentimentos da criança sem julgá-la.
💚 Demonstre que ela não é culpada pela separação.
💚 Sempre que possível, mantenha uma comunicação respeitosa e cooperativa.
Exemplo: em vez de dizer “seu pai não quer saber de você”, diga: “Mamãe e papai não moram mais juntos, mas nós dois amamos você e continuaremos cuidando de você.”
Separar-se é uma decisão dos adultos. Preservar a infância e o bem-estar dos filhos deve ser uma responsabilidade compartilhada.
Sandra Feitosa
Psicopedagoga e Educadora Parental
13/08/2026
TDAH: compreender é o primeiro passo para acolher.
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento que pode envolver desatenção, hiperatividade e impulsividade, trazendo impactos para a aprendizagem, a rotina e as relações sociais.
É importante lembrar: nem toda criança agitada, distraída ou esquecida tem TDAH. O diagnóstico exige uma avaliação cuidadosa, considerando a história da criança, a intensidade e a persistência dos sintomas e os prejuízos em diferentes contextos. Não existe um único teste capaz de diagnosticar TDAH.
A criança com TDAH não precisa de rótulos ou julgamentos. Ela precisa de compreensão, estratégias adequadas, rotina, previsibilidade, parceria entre família e escola e acompanhamento profissional quando necessário.
Quando compreendemos o comportamento, conseguimos olhar para a criança além da dificuldade e ajudá-la a desenvolver suas potencialidades.
Sandra Feitosa
Psicopedagoga e Educadora Parental
12/08/2026
Orientação aos pais
📺 Tela também pode ser uma oportunidade de aprender!
O tempo de tela não precisa ser visto apenas como entretenimento. Quando os conteúdos são escolhidos com intenção e acompanhados pelos adultos, podem contribuir para o desenvolvimento infantil.
Desenhos como Bluey, Numberblocks, George, o Curioso e As Pistas de Blue apresentam diferentes oportunidades de aprendizagem:
💙 Bluey: estimula a imaginação, a criatividade, a empatia e as brincadeiras em família.
🔢 Numberblocks: apresenta conceitos matemáticos de forma lúdica e visual, favorecendo a contagem, o raciocínio lógico e a resolução de problemas.
🐒 George, o Curioso: desperta a curiosidade, a observação e o desejo de explorar e descobrir como as coisas funcionam.
🐾 As Pistas de Blue: convida a criança a observar, responder perguntas, procurar pistas e participar ativamente, estimulando linguagem, atenção e pensamento lógico.
👨👩👧👦 Mas existe um ponto fundamental: o adulto faz diferença! Assistir junto, conversar sobre o que a criança viu, fazer perguntas e relacionar o conteúdo com situações do cotidiano transforma o momento de tela em uma experiência mais rica de aprendizagem e interação.
⏰ Qualidade também importa. O objetivo não é simplesmente aumentar o tempo de tela, mas fazer escolhas conscientes, respeitar a idade da criança e manter um equilíbrio com sono, brincadeiras, movimento, leitura, convivência familiar e outras experiências importantes para o desenvolvimento.
✨ Tela com propósito, mediação e equilíbrio pode ser uma aliada — não uma substituta das experiências reais da infância.
Sandra Feitosa
Psicopedagoga e Educadora Parental
Uma mãe me procurou porque toda vez que ia ao mercado com a filha de 3 anos, era um verdadeiro caos. 🛒
A criança queria comprar tudo: brinquedos, iogurtes, bolachas… E, quando ouvia “não”, gritava, chorava, se jogava no chão. A mãe, já estressada, às vezes gritava e até batia. Muitas vezes, ia embora sem fazer as compras ou acabava fazendo uma compra menor do que precisava para conseguir sair dali.
Então, conversamos sobre rotina, previsibilidade e participação da criança.
Sugeri que ela incluísse o dia da compra na rotina e fizesse a lista junto com a filha. A mãe perguntou: “Mas ela vai entender?”
Sim! Crianças pequenas podem compreender muito mais quando usamos uma linguagem simples, concreta e adequada à idade.
Na lista, entrariam os itens da família — arroz, feijão, óleo, macarrão — e também alguns itens que a criança poderia escolher, de acordo com a possibilidade da família: 1, 2 ou 3 coisas, por exemplo.
No mercado, a criança poderia participar: 📝 Ajudando a conferir a lista;
🛒 Levando um carrinho pequeno, se houver;
🍝 Procurando o produto indicado;
✅ Riscando ou marcando o que já foi comprado;
🗣️ Ouvindo: “Agora vamos ao corredor do macarrão. O que está na nossa lista?”
A criança também vai aprender organização, planejamento, quantidade...
Dessa forma, a criança não vai ao mercado apenas para ouvir vários “nãos”. Ela passa a entender o que vai acontecer, participar e ter previsibilidade.
E sabe o que aconteceu? Funcionou! A mãe voltou muito feliz e disse: “Foi a primeira vez que deu certo!” 🥰
Claro que cada criança é única e uma estratégia pode precisar de ajustes. Mas esse exemplo nos mostra que, muitas vezes, podemos transformar situações de conflito quando trocamos o grito pela orientação, a punição pelo ensino e a imprevisibilidade pela preparação.
Rotina, diálogo, acolhimento, explicação, limites claros e previsibilidade podem fazer muita diferença.
Sandra Feitosa
Psicopedagoga e Educadora Parental
12/08/2026
AUTISMO: Além do Diagnóstico — Pontes entre Família, Escola e Sociedade
O diagnóstico de autismo não é um ponto final. É o início de uma caminhada que precisa ser construída com informação, acolhimento, respeito e parceria.
Quando família, escola e sociedade compreendem o autismo, deixam de olhar apenas para as dificuldades e passam a reconhecer também as potencialidades, necessidades, formas de comunicação e maneiras singulares de aprender e participar de cada criança.
A família precisa ser acolhida e ouvida. A escola precisa estar preparada para ensinar, incluir e eliminar barreiras à participação e à aprendizagem. E a sociedade precisa compreender que inclusão não significa apenas estar presente, mas pertencer, participar e ter oportunidades reais.
A inclusão acontece quando construímos pontes: entre o conhecimento e a prática, entre a família e a escola, entre os profissionais e, principalmente, entre a criança e o mundo ao seu redor.
O Atendimento Educacional Especializado (AEE), por exemplo, tem justamente a função de complementar a escolarização e contribuir para garantir acesso, permanência, participação e aprendizagem dos estudantes com TEA e outras deficiências.
Nesta palestra, vamos refletir sobre como transformar informação em atitudes, diagnóstico em compreensão e diferenças em possibilidades.
Porque uma criança autista não precisa apenas de um diagnóstico.
Ela precisa de uma rede que a compreenda, respeite, ensine e acredite em seu potencial.
Família + Escola + Sociedade = Pontes para a inclusão.
11/08/2026
📱 ADAPTE Board: tecnologia a favor da comunicação
Você já ouviu falar do ADAPTE Board?
É uma ferramenta gratuita de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), desenvolvida no contexto da USP, que pode ser utilizada como apoio para crianças e pessoas que apresentam dificuldades para se comunicar pela fala.
A CAA utiliza recursos como imagens, símbolos, palavras e outros meios de comunicação para ajudar a pessoa a expressar o que deseja, sente ou precisa.
✨ Quais benefícios pode trazer?
• 🗣️ Amplia as possibilidades de comunicação, principalmente para quem apresenta pouca ou nenhuma fala funcional.
• ❤️ Ajuda a expressar necessidades, desejos e sentimentos, reduzindo as barreiras para se fazer compreender.
• 🌱 Favorece a autonomia, permitindo que a criança tenha mais participação nas situações do cotidiano.
• 🤝 Facilita a interação com familiares, professores, terapeutas e outras pessoas.
• 🏫 Pode contribuir para a inclusão, favorecendo a participação da criança em diferentes ambientes.
• 😊 Ao possibilitar uma forma mais acessível de se comunicar, pode ajudar a diminuir a frustração relacionada à dificuldade de ser compreendido.
É importante lembrar: usar CAA não significa desistir da fala. A comunicação pode acontecer de diferentes formas, e o recurso deve ser escolhido e utilizado de acordo com as necessidades de cada criança, preferencialmente com orientação de profissionais que acompanham seu desenvolvimento.
💚 Comunicar é um direito. Encontrar caminhos para que cada criança possa se expressar também é uma forma de inclusão.
Sandra Feitosa
Psicopedagoga e Educadora Parental
🪥 Seu filho grita e chora na hora de escovar os dentes?
Antes de pensar em “birra”, procure compreender o desenvolvimento infantil e o funcionamento do cérebro da criança.
Uma rotina previsível pode ajudar muito!
Acorde alguns minutos antes, aproxime-se com carinho, dê um beijo, um abraço e permita que a criança tenha um tempinho para despertar.
Depois, ofereça pequenas escolhas:
💙 Escova azul ou amarela?
👩👦 Mamãe ou papai para ajudar?
🎵 Quer escovar cantando uma música?
A criança precisa de previsibilidade, acolhimento, ludicidade e autonomia.
Educar também é transformar momentos difíceis em oportunidades de conexão e aprendizado. ❤️
Sandra Feitosa
Psicopedagoga e Educadora Parental
08/08/2026
Ser mãe transforma a vida por inteiro.
A maternidade traz amor, descobertas e momentos inesquecíveis, mas também pode trazer cansaço, preocupação, sobrecarga mental e mudanças na rotina. A mente passa a estar constantemente atenta às necessidades dos filhos, enquanto o corpo sente os efeitos das noites maldormidas, da tensão e da falta de tempo para si.
E, muitas vezes, a mãe se coloca sempre por último.
Por isso, cuidar de si não é egoísmo. É uma necessidade.
Algumas atitudes podem tornar o dia a dia mais leve:
Reserve alguns minutos para respirar, tomar um café com calma ou fazer algo de que goste.
Divida as tarefas e permita-se pedir ajuda.
Organize a rotina de forma possível, sem buscar perfeição.
Procure conversar quando estiver sobrecarregada.
Valorize pequenas conquistas: nem todo dia precisa ser perfeito.
Quando possível, priorize sono, descanso e momentos de lazer.
E existe algo muito importante: a mãe também precisa ser acolhida.
Familiares, companheiros, amigos e toda a rede de apoio podem ajudar muito quando escutam sem julgamentos, oferecem ajuda prática, respeitam seus limites e reconhecem que ela também precisa de cuidado.
Mãe não precisa dar conta de tudo sozinha. Cuidar de quem cuida também é uma forma de cuidar da família.
Sandra Feitosa – Psicopedagoga e Educadora Parental
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