11/12/2025
Depois que virei mãe (e agora, na segunda gestação), percebi que a maternidade coloca um filtro automático nas coisas.
Sabe aquela rotina impecável de acordar às 4h30, fazer devocional, cardio, frutinhas com sementes, tudo alinhadinho?
Acho admirável — mas sempre me pego pensando: “Será que é mãe?”
Porque, se não for, eu já começo a acreditar que aquela realidade poderia ser a minha… e não, não poderia.
A minha realidade envolve uma criança que chama, que precisa, que interrompe, que tem demandas em tempo integral.
E outra aqui no meu ventre, com sua própria agenda: formando órgãos, crescendo, sugando a minha energia muitas vezes quando eu mais preciso dela para trabalhar.
Eu sei que esse pensamento pode parecer exagerado — ou hormonal — mas a maternidade realmente muda a régua de comparação. A gente passa a admirar outras mães como quem observa uma atleta olímpica.
Talvez por isso esses dias só nossos tenham parecido ainda mais especiais: um tempo silencioso, simples, só para existir, curtindo como se ele já estivesse participando de tudo (porque ele está).
A maternidade desafia, reorganiza, inspira e, acima de tudo, humaniza todos os dias.
E, no meio disso tudo, nós — mamães e mulheres — seguimos aprendendo a rir, a respirar e a nos acolher. Sempre.