07/10/2018
Caso clínico da semana
ID: Homem, branco, 53 anos
MI: Dor no peito, palpitações e “cabeça leve”
HDA:
Logo pela manhã a esposa acordou e notou que o paciente estava diaforético, “gorgolejante” e não-responsivo. Acordou após alguns momentos com dor no peito, palpitações e cabeça-leve. Foi levado de ambulância para o hospital local, onde começou oxigenioterapia com saturação de 99%, pouco tempo após chegar desenvolveu taquicardia ventricular monomórfica a um ritmo de 201 bpm e foi realizada cardioversão elétrica restaurando assim ritmo sinusal. Aspirina, clopidogrel, enoxaparina, resuvastatina, amiodarona e tirofibana foram administrados e paciente foi encaminhado de helicóptero para hospital especializado.
No segundo hospital fez uma série de exames de imagem, sangue, ECG, e coleta de swab nasal. Novamente desenvolveu taquicardia ventricular, agora num ritmo de 176 bpm retornando a ritmo sinusal após cardioversão elétrica. Foi dada alta para o paciente com consulta marcada para o dia seguinte para avaliar necessidade de marca-passo. O paciente foi liberado com uso de colete de desfibrilação, aspirina, metropolol e amiodarona.
Na consulta com o cardiologista fez-se um segundo ECG, notou-se frequência cardíaca de 49 bpm e PA de 108/70 mmHg, e foi marcado implante de desfibrilador-cardioversor implantável (CDI). 9 dias após consulta internou para implante, realizou o procedimento no primeiro dia de internação e após termino desenvolveu pela terceira vez taquicardia ventricular, num ritmo de 108 bpm, e iniciou-se infusão de lidocaína. Durante as 10 horas subsequentes teve vários episódios de taquicardia ventricular variando de 90 a 140 bpm. Na manhã do segundo dia teve um novo episódio de taquicardia ventricular e PA de 66/40 mmHg, radiografia de tórax mostrou implante correto de CDI e ecocardiografia não mostrou efusão pericárdica. Iniciou-se controle de frequência pelo dispositivo que foi regulado para fibrilar quando os batimentos ultrapassassem 110 bpm e paciente foi internado na UTI onde iniciou-se uso de amiodarona, espirolactona, metropolol concomitantemente com a lidocaína já administrada. Paciente foi estabilizado no terceiro dia.
Exames físicos:.
Primeira internação: vitais de 57bpm, temperatura de 36,8 celsius, PA de 122/88 mmHg e 14 irpm sem demais alterações notáveis.
Na UTI: vitais de 91 bpm, temperatura de 36,8 C, PA de 102/56 mmHg. Paciente confortável e conversando normalmente.
ApCardio: Pulso jugular venoso de 8 cm. Presença de terceira bulha e sopro sistólico apical.
ApResp: MVRD, com presença de crepitantes difusos.
HMP: Pedra no rim. Diarreia 2 meses atrás em viagem para o México
HF: Nenhum histórico de doença cardíaca na família
Realizou-se ECG
a) Quais os achados do ECG?
b) Qual o diagnóstico mais provável?
c) Qual a conduta a ser realizada?
Resposta: https://docs.google.com/document/d/1u-DAqOWrnwYbvIf32Z93iVWnI5OEx6HKqBDr3zsaOuM/edit?usp=sharing