Nossa História
ESCOLA "FREI JOSÉ MARIA LORENZETTI"
No dia três de agosto de 1986 deu-se a instalação da Escola Estadual de Primeiro Grau denominada Parque das Nações, nome do mesmo Bairro que está situada. A partir de dezembro de 1987, a unidade escolar passou a chamar-se Escola Estadual de Primeiro Grau agrupada Frei José Maria Lorenzetti, religioso que se destacou na comunidade santa-cruzense.
Em 1998, com a municipalização do Ensino Fundamental passou a denominar-se Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental agrupada Frei José Maria Lorenzetti. Após a municipalização, a escola passou por reformas possuindo hoje amplas instalações: galpão coberto, biblioteca, quadra de esportes e parque infantil aberto para a comunidade nos fins de semana, onde atende aproximadamente 47 alunos da Educação Infantil ,200 alunos do Fundamental I (1º ao 5º ano) e 110 alunos do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) contando com 27 professores e 21 funcionários. Além das aulas regulares, é oferecido aos alunos no contra turno aulas de apoio pedagógico, arte, educação física, informática além de leitura e recreação buscando sempre uma educação de melhor qualidade. Patrono da EMEIEF (A) “Frei José Maria Lorenzetti”
Laurindo Lorenzetti, um dos filhos do casal Luís Lorenzetti e Líbera Mantovani Lorenzetti, nasceu em Santa Cruz do Rio Pardo em 05/12/1926. Terminou seus estudos primários no então Grupo Escolar Sinharinha Camarinha e a seguir ingressou na Escola Apostólica Dominicana, onde, sentindo sua vocação sacerdotal, completou o curso e a seguir foi continua-los em São Paulo, no campo da Filosofia, no Colégio Dominicano das Perdizes. Aluno brilhante, após termina-lo seguiu para a Itália onde se aperfeiçoou em Teologia. Em sete de março de 1945 fez os votos de obediência, pobreza e castidade na Ordem Dominicana e foi ordenado sacerdote aos 21 de dezembro de 1951, quando então adotou o nome de José Maria pelo qual foi conhecido até o final dos seus dias. Iniciou sua vida sacerdotal em Goiás e da antiga capital daquele estado fazia longas e extenuantes viagens em jipes e canoas dirigida por índios. Visitava várias regiões daquele rincão indo a aldeias indígenas onde batizava e exercia seu apostolado. Foi vigário em Iporá, estado de Goiás e gostava de comentar que naquele local participou de uma administração pública ecumênica, pois o prefeito era protestante, o juiz de direito maçom, ele sacerdote católico e o delegado da polícia, espírita. De Iporá, veio para Santa Cruz prestar serviços ao agora Colégio Apostólico Dominicano. Posteriormente foi para Curitiba e desta capital paranaense veio novamente para Santa Cruz onde foi vigário por 10 anos e finalmente foi para São Paulo, no Jardim da Saúde, onde acabou falecendo repentinamente. Como sacerdote em Santa Cruz do Rio Pardo, seu trabalho direcionou-se não apenas a ser amigo e conselheiro dos seus paroquianos, como também a ajudar as pessoas carentes, especialmente as moradoras nas vilas de periferia. Conseguia alimentos doados pela população, remédios fornecidos pelas farmácias e distribuía-os gratuitamente aos necessitados. Também muitas vezes pagou o depósito inicial do hospital, para operações de emergência em pessoas carentes. Os médicos recebiam depois, parceladamente, quando o doente se recuperava e voltava ao trabalho. Além desse trabalho assistencial, que o tornou conhecido em toda a região, embora o fizesse sem alarde, também colaborou em conseguir lares para muitas crianças, filhas de mães solteiras, que não possuíam recursos para sustentá-las e para outras, também abandonadas, que nem mesmo conheceram seus pais e que viviam da caridade pública. Um visitante da região, homem calejado pelos rigores do trabalho árduo do campo, conta que estava casado há 10 anos e não tinha filhos. Frei José Maria insistia para que ele adotasse uma criança, mas o sertanejo preferia um filho do seu próprio sangue. Um dia Frei José Maria foi visitá-lo no seu sítio e levou um menino de alguns 4 anos de idade. O visitante não estava lá e Frei José Maria insistiu junto à mulher para que o adotasse. Ela acentuou que o marido preferia um filho legítimo e que não seria fácil convencê-lo. O sacerdote, retirando-se, pediu então a mulher para guardar a criança por alguns dias e que mais tarde viria buscá-la, pois tencionava estudar alguma possibilidade de adoção por outro casal. Saiu e logo depois a mulher serviu ao menino uma garrafa de guaraná e um pouco de doce. Neste espaço de tempo o sertanejo voltou e adentrando o lar encontrou o menino, que na sua inocência lhe perguntou: “Pai, cê num qué um pouco de doce?”, oferecendo-lhe o que estava comendo. O rude homem do campo, acostumado aos duros combates da vida, há 10 anos esperava ser chamado de pai. Diante do inesperado, lágrimas afloraram aos seus olhos e é claro, adotou a criança que hoje é homem feito e auditor de importante empresa paulista. Frei José Maria também lecionou no Instituto de Educação “Leônidas do Amaral Vieira” de Santa Cruz do Rio Pardo e além dos seus dotes pessoais irradiava extrema simpatia sendo muito estimado pelos seus alunos, colegas e funcionários. Frei José Maria era assim. Homem simples, amigo de todos, não importando qual sua religião, status, raça. Deu-se ao povo que tanto amou e que guarda sua memória com muito carinho. Por ocasião do seu falecimento, em 10/03/1986, o Senhor Prefeito Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo decretou luto oficial por três dias; a Câmara Municipal de Ourinhos aprovou votos de profundo pesar pelo acontecimento na sua moção nº 30/86, historiando o papel marcante na vida e do trabalho do Frei José Maria; a Câmara Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo, através de moção, também ressaltou a dedicação do Frei no seu papel junto aos pobres e uma nova praça do Bairro do Jardim Saúde, em São Paulo, levará o nome do Frei José Maria Lorenzetti.