A ETEC “Orlando Quagliato” foi fundada com a denominação de Colégio Técnico Agrícola Estadual de Santa Cruz do Rio Pardo através do Decreto nº 52.553, de 06 de novembro de 1970, juntamente com outros noves colégios técnicos estaduais. Posteriormente, articulado ao Decreto nº 52.689 de 08 de Março de 1971, a escola subordinada à Diretoria de Ensino Agrícola (DEA), iniciou suas atividades letivas em
28 de março de 1971 com os cursos de Monitor Agrícola, de Técnico em Agropecuária e de Técnico em Economia Doméstica. Funcionou, a princípio, no Colégio Ave-Maria, em Santa Cruz do Rio Pardo, sendo que os cursos de Técnico em Agropecuária e Monitor Agrícola tinham suas aulas práticas realizadas na Fazenda Cachoeira localizada na Rodovia Ipaussu-Bauru, Km 33, em área doada pela família Quagliato. Por essa razão, a escola ficou conhecida como Colégio Agrícola "Orlando Quagliato", pois mantida pela Prefeitura através de convênio assinado com o Estado e publicado no Diário Oficial de 19 de março de 1971, assim adotou e divulgou seu nome. Em 1976, após a implantação do Plano de Redistribuição da Rede Física pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, a escola passa a denominar-se Escola Estadual de Segundo Grau de Santa Cruz do Rio Pardo, conforme dispõe a Resolução SE nº 15/76, de 23 de janeiro de 1976. Em 1978, pelo Decreto nº 11.947, de 26 der julho de 1978, a escola passa a denominar-se Escola Estadual de Segundo Grau (EESG) “Maria Joaquina do Espírito Santo”, funcionando apenas com o curso Técnico em Agropecuária. Até 1979, esteve instalada provisoriamente na cidade, a partir de 12 de fevereiro de 1979, passou a funcionar definitivamente em instalações próprias na Fazenda Cachoeira. Com a criação da Divisão de Supervisão e Apoio às Escolas Técnicas Estaduais (DISAETE) pelo Decreto nº 23.544 de 10 de junho de 1985, com a função de coordenar e supervisionar as escolas técnicas estaduais, a escola assume a denominação de Escola Técnica Agrícola Estadual de Segundo Grau (ETAESG) “Maria Joaquina do Espírito Santo”. Através do Decreto nº 34.032, de 22 de outubro de 1991, a escola transfere-se, a partir de 1992, para a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico (SCTDE) e a DISAETE passa a denominar-se DEET – Divisão Estadual de Ensino Tecnológico. Em 1994, juntamente com as demais escolas técnicas do Estado de São Paulo, a escola foi novamente transferida, agora para o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, através do Decreto nº 37.735 de 28 de outubro de 1993, tendo, também, sua denominação mudada para Escola Técnica Agrícola Estadual (ETAE) “Maria Joaquina do Espírito Santo”. Com a Lei Municipal nº. 90, de 03 de maio de 1996, o Centro Paula Souza recebe em definitivo a posse do imóvel rural a qual a escola já utilizava desde 1971, inicialmente com as atividades práticas e a partir 1979 de forma integral. No ano de 1997, em atendimento a uma reivindicação da comunidade escolar, que pretendia ver resgatado o nome original de fundação, a escola adota através da Lei nº. 9.679, de 14 de maio de 1997, a denominação de ETAE “Orlando Quagliato”. A partir de 1999, todas as escolas técnicas administradas pelo Centro Paula Souza recebem a denominação de ETE – Escola Técnica Estadual, e a partir de 2006, de ETEC. Em 04 de agosto de 2008, a escola transfere seus cursos do período noturno que vinham funcionando provisoriamente, desde 2002, na EMEIF “Profª. Maria José Rios” para o prédio da antiga Delegacia de Ensino de Santa Cruz do Rio Pardo “Profº. Gentil Marques Valio”, iniciando assim, processo de cessão de posse do referido prédio pertencente à Secretaria de Educação do Estado. A ocupação do prédio pela escola era uma reivindicação de longa data da comunidade, uma vez que oferece as condições mais adequadas para melhor funcionamento dos cursos. Buscando oferecer educação profissional de qualidade, tendo como objetivo preparar um profissional com visão crítica – tecnológica, administrativa e socialmente –, e em condições de se tornar agente de transformação do meio onde vive, a escola sempre desenvolveu projetos que aproximassem mais o ensino da realidade profissional.
• Em 1992 a escola foi incluída no programa DRI - Desenvolvimento Rural Integrado da ESALQ, patrocinado pela Fundação Kellogg, quando começou efetivamente um trabalho ligado a pequenos produtores rurais da região. A participação nesse programa criou várias oportunidades para a escola, quer pela sua amplitude internacional, quer porque trouxe para a comunidade escolar uma forma de administração mais participativa e compartilhada em objetivos, direitos e responsabilidades. Foi também à possibilidade de alunos concorrerem e conseguirem bolsa de estudos na área de administração rural, no exterior (Escola EARTH – Costa Rica);
• Em 1995 a escola foi selecionada para fazer parte do projeto piloto do Centro Paula Souza para a implantação de Cooperativas-Escolas, juntamente com outras seis unidades. A Cooperativa-Escola veio como instrumento pedagógico e gerencial, proporcionando aos alunos a possibilidade de gerenciarem os setores produtivos da escola e de vivenciarem os conceitos do cooperativismo, a Cooperativa-Escola se tornou parte fundamental dos processos de ensino e aprendizagem e também dos processos administrativos da escola, viabilizando a residência dos alunos e estimulando todo o desenvolvimento econômico da fazenda que ganhou autonomia para seus investimentos e comercialização de seus resultados.
• Em 2000, o Centro Paula Souza promoveu um processo de seleção de projetos, com o objetivo de capacitar as equipes escolares na elaboração deste instrumento e ao mesmo tempo identificar viabilidades de financiamento para atividades que as escolas estivessem propondo no sentido de sua especialização e aperfeiçoamento tecnológico. A ETEC Orlando Quagliato apresentou o Projeto Tecnológico – Piscicultura, considerando os recursos naturais e a infra-estrutura já existentes na escola (8 tanques para engorda e açude) e o crescimento desta atividade como alternativa de diversificação produtiva. O projeto foi aprovado e com o financiamento recebido à escola implantou o que hoje pode ser chamado de seu carro-chefe em termos de setores produtivos, contando com 34 tanques para alevinagem, 3 para estocagem de reprodutores, um açude com 26.000m2 para engorda em sistema de tanque rede além da atividade de pesque-pague, um poço artesiano, um laboratório para produção de larvas e alevinos e instalações administrativas (escritório, alojamento para estagiário, banheiros, etc.).
• Em 2001, foi elaborado projeto de modernização da estrutura do setor de piscicultura, visando adequá-lo melhor ao processo ensino aprendizagem. O projeto concorreu e venceu concurso de projetos promovido pela Fundação VITAE. A sua execução no período de 2002 e 2003 proporcionou a implantação do laboratório de microbiologia, de análises de água e de patologia de peixes. Somados a modernização do laboratório de reprodução e da aquisição de equipamentos sofisticados, fez com que a escola se tornasse referência na área de piscicultura.
• A partir de 2004, a escola realizou parceria com o Projeto Bentivi da ESALQ/USP que possibilitou aos alunos o acompanhamento, através da técnica do benchmarking, do planejamento, implantação e condução das culturas de milho e soja pelos produtores da região.