19/08/2020
No mês passado o ECA (Estatuto da criança e do adolescente) completou 30 anos de existência, 30 anos travando uma luta árdua visando a proteção infanto-juvenil como um todo.
Há quem discuta seus erros e acertos, mas hoje vamos focar no reconhecimento dos direitos da criança e do adolescente brasileiro que o ECA proporcionou, trazendo uma forma completamente nova de se perceber a criança e o adolescente e que vem, ao longo dos anos e a muito custo, sendo lentamente assimilada pela sociedade.
Infelizmente a realidade não se altera num único momento, numa única geração, nem da noite pro dia, ainda mais quando o que se propõe é uma profunda mudança cultural. O que nos faz refletir sobre a nossa responsabilidade e posicionamento diante de tantas atrocidades envolvendo nossas crianças e jovens.
Apesar do ECA garantir perante a lei, direitos à nacionalidade, igualdade de oportunidades, educação, habitação, saúde, recreação, ambiente de amor, segurança e compreensão dos pais e da
sociedade, atendimento médico prioritário, dentre outros, muitos não as tem levado a sério e as principais violações a esses direitos são relacionadas a mortalidade infantil, o trabalho infantil, o abuso e exploração sexual de menor, a negligência e violência doméstica (psicológica, física e sexual). Mas, e aí? O que temos feito, individualmente e como sociedade pra mudar isso? Nossas crianças merecem, precisam e tem o direito de não serem apenas mais uma nas estatísticas desumanas e cruéis desse país.
Ajude a salvar e preservar a integridade infanto-juvenil.
Faça sua parte, ensine, oriente, treine-os!
Diga não a toda forma de abuso e exploração.
̧ão