27/11/2022
O Brasil deve registrar 704 mil casos novos de câncer para cada ano entre 2023 e 2025, um aumento de quase 13% em relação às estimativas do triênio anterior (2020-2022), que apontavam 625 mil casos novos a cada ano.
Os dados são da publicação Estimativa 2023 - Incidência de Câncer no Brasil, lançada pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer) na última quinta-feira (23/11).
Pedro Exman, médico oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que o aumento está relacionado a diferentes fatores — alguns positivos, outros nem tanto.
"A população aumentou e envelheceu, e a idade é um dos fatores de risco para câncer. Também temos que levar em consideração o estilo de vida do brasileiro, que é cada vez menos saudável em relação à alimentação e atividade física.
Ao todo foram estimadas as ocorrências para 21 tipos de câncer mais incidentes no país.O tumor maligno mais comum no Brasil é o de pele não melanoma (31,3% do total de casos), seguido pelos de mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%).
Em menores índices, mas também importantes para a criação e manutenção de políticas públicas de diagnóstico e tratamento precoce, estão listados no documento o câncer da glândula tireoide, câncer da cavidade oral, linfoma não Hodgkin (LNH), leucemias, câncer do sistema nervoso central, de bexiga, de esôfago, de pele melanoma, do corpo de útero e ovário, de laringe, linfoma de Hodgkin — e duas novas adições à lista em relação ao último triênio, o câncer de pâncreas e câncer de fígado.
Esses cânceres foram incluídos por serem problema de saúde pública em regiões brasileiras e com base nas estimativas mundiais.
O câncer de fígado aparece entre os 10 mais incidentes na região Norte, estando relacionado a infecções hepáticas e doenças hepáticas crônicas.